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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

6 meses de AVC


São seis meses de AVC. Dias de muita luta, força, coragem concedidas por Deus. Agradeço em primeiro lugar a Deus que tem me carregado nos braços, não me deixando desistir. Agradeço imensamente por meus pais, que cuidam de mim, que estão deixando a vida deles para viver a minha vida sendo que preciso de todos para quase tudo. Agradeço aos meus filhos pela paciência e dedicação.

Muito obrigada por todos que de alguma forma fazem parte desta história, obrigada pelo amor, pelo carinho, pela atenção e pelo tempo dedicado. Agradeço aos que oram ou de alguma forma lembram de mim, famíliares e amigos e a todos os que vieram me visitar e aos que não foi possível por algum motivo.

Agradeço a minha fisioterapeuta Adriana, pelo esmero e o amor com que cuida de mim. Sou imensamente grata por conhecer os Sobreviventes do AVC, que viveram ou ainda vivem histórias semelhantes, aos órfâos do AVC e aos que estão passando com seus queridos por esta doença que é muito ingrata.Deus esteja com todos vcs.. 

A minha história continua, sei que a luta é árdua, sei que tenho dias difíceis mas também sei quem vai comigo. Deus tem me concedido mais do que o necessário em todos os sentidos. Muito obrigada, meu Deus por mais uma chance de vida, sendo que é estando vivos que temos oportunidade de nos achegarmos mais a ti!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Buscando contatos



Meu nome é Marisa tenho 41 anos e fui acometida por avc hemorragico dia 11/06/2010. Vou contar minha historia. Eu era uma pessoa super ativa tenho uma clinica de estitica na cidade de Itupeva, em São Paulo. 

Bom, tudo foi assim, um dia antes tive dores de cabeça fotissimas e fui ao pronto socorro a medica falou que era sinusite me medicou e fui para casa, no outro dia fui ao cabeleireiro e na volta sentei na cadeira da minha cozinha e comecei a mandar mensagens no celular. Foi quando senti como um choque me jogando para trás e caí no chão. Meu filho de 14 anos não entendeu nada e chamou seu irmão,meu filho de 23 anos.
Acho que desmaiei e voltei já sem conseguir falar. Meu filho tentou colocar sal na minha boca achando que era problema de pressão baixa. Eu balançava a cabeça dizendo que não, e dei comando para ele me levar para o quarto pois estava com muito sono.
Ainda dormi 2 horas e acordei para ir ao banheiro. Meu filho me levou e percebi que não conseguia mexer o lado direito do meu corpo, e não conseguia falar nada.
Foi ai então que meu filho me levou ao hospital, eu estava com muito mal-estar com muito enjoo e não entendia o que estava acontecendo.
Chegando ao hospital, fizeram tomografia e constataram AVC isquêmico, sendo que depois visitei outros médico e descobri na ressonância magnética que era AVC Hemorrágico.
Fiquei 2 dias na UTI e 3 dias no hospital, fiquei 2 semanas sem falar. Ninguém entendia o que eu queria dizer mas com 1 mês fiquei falando com sotaque meio americano com português e espanhol.
Tenho sequelas no lado direito mas ando com ajuda de bengala. Devido a tontura e visão turva, tenho poucos movimentos no braço. Minha boca e língua estão amortecidas e não tenho muito paladar, mas acredito que Deus tem me acompanhado todos os dias porque vejo melhoras.
 Eu andava de cadeiras de rodas e pedi a Deus que pudesse andar e mesmo com dificuldade já alcancei,isso é uma vitóra. Eu sei que a recuperação é lenta e tem que ter muita paciência. No começo eu senti vontade de morrer mas agora, já passou .
Sou grata a Deus por estar viva e por ele me dar mais uma chance. Em nome de Jesus Cristo sei que a vitória me está garantida.
Voltarei aqui para falar o que Deus fez por mim.
Abraços a todos vocês que estão passando ou passaram ou tem parentes passando por isso gostaria de me comunicar com vocês


Por Favor entre em contato comigo.O meu E-mail/msn: Mariesteticenter@hotmail.com.Caso Queiram me encontrar pelo orkut: Marisa Baptista Deus acima de Tudo!
Muito Obrigada!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quatro meses de luta...


Olá, meu nome é Carla e venho aqui compartilhar com vocês o que aconteceu com a minha querida mãe (67 anos).
Ela teve um AVC Hemorrágico dia 18/06/2010. Estávamos em casa, eu, ela, minha irmã e meu marido.
Eram 23h qdo ouvi uma respiração diferente, fui na sala e ela já estava desmaiada.
Chamamos o resgate e em menos de 40 minutos ela já estava no hospital, entubada.
O socorro foi bem rápido, por isso ela resistiu por tanto tempo.
Foi feita uma angiografia dia 02/07, onde foi constatado o rompimento de um aneurisma gigante.
Somente dia 05/07 ela conseguiu vaga numa UTI neurológica, até então, estava numa UTI geral.
Minha mãe abria os olhos, às vezes nos acompanhava, às vezes não, se movimentava muito pouco, não sabíamos ainda as sequelas que ela ficaria. Ela parecia estar consciente, se emocionava, fazia carinha de brava, enfim, um misto de sentimentos.
No início os médicos diziam que não tinha condição de cirurgia, devido à gravidade do aneurisma, mas com o tempo, essa possibilidade apareceu e ela foi operada dia 05/08.
A cirurgia foi um sucesso, o médico disse até que via grandes chances de recuperação para a minha mãe, com muito tratamento claro, com fisioterapia e fonoaudiologia.
Dia 05/10 ela teve alta da UTI e foi para a enfermaria, mas não resistiu, acabou voltando pra UTI dia 08/10 e veio a falecer dia 09/10.
Como vcs puderam perceber, foram quase 4 meses de agonia, mas em nenhum momento perdemos a fé em Deus. Era isso que nos mantinha em pé, a fé em nosso Pai.
Nos dias que ela ficou na enfermaria, eu e minha irmã pudemos presenciar como era difícil o dia-a-dia da nossa mãe. Pudemos ver como ela estava debilitada. Tenho certeza que Deus preparou tudo de um jeito bem especial para que pudessemos entender e aceitar tudo.
A falta que ela nos faz é enorme, sempre fomos muito unidas, mas tenho certeza que ela ficaria com muitas sequelas e não ia querer viver assim.
Espero que a estória de todos vcs tenha um final diferente.
Que vcs continuem confiando sempre em Deus e façam tudo que for possível pela pessoa que está enferma, pois foi isso que eu e minha irmã fizemos o tempo todo, e sempre com muito amor e carinho.
Sei que minha mãe sentiu toda essa nossa dedicação (que nem se compara à dedicação dela com a gente desde que nascemos).
Beijos, boa sorte e fiquem com Deus.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Novos conceitos de vida após AVC



Em 30 outubro 1999 vésperas de completar 39 anos, fui acometido de uma forte dor de cabeça, nada parecida com as que tive diariamente durante 30 anos, senti muitas tonturas e por fim perdi os sentidos, recobrei a memória alguns minutos depois, sendo carregado por 2 homens, seguranças do motel, onde eu estava com minha esposa e, levaram-me até o nosso carro, apaguei de novo, recobrei os sentidos dentro de um hospital onde havia outra pessoa reclamando de fortes cólicas renal, reclamações estas que despertaram minha curiosidade para saber o que estava acontecendo, apaguei de novo.
Por diversas vezes, eu desmaiei e recobrei a minha consciência, e em cada uma delas uma historia diferente, na ambulância, na UTI, na ambulância de novo, no hospital, na maquina da ressonância, ai então descobri pela minha mulher que havia sido acometido por AVCH.
Resumidamente, fiquei em coma durante 16 dias, acredito que induzido, após duas angiografia, no 23º dia fui operado e mais uma semana de coma, no 36º dia de hospital eu estava indo para casa.
Médico: Jeziel a sua cirurgia durou 7,5hs e teve uma extensão muito grande, provavelmente as seqüelas podem ser muito grande.
Jeziel: Dr. Deus esteve comigo durante toda a cirurgia e direcionou as suas mãos e toda a sua equipe e por este motivo não ficara nenhuma seqüela importante.
Médico: Vc deve se atentar em fazer todos os exercícios de fisioterapia.
Jeziel: Ok.
Histórico.
1ª mês cadeira de rodas
2º mês andando com muletas
3º mês fazendo tudo sozinho
4º mês querendo voltar ao trabalho e se livrar do INSS
5º mês trabalhando e dirigindo carro
1º ano andando de bicicleta
10º ano andando de moto.
· Afinidade intima com DEUS.
· Novos conceitos de vida
Profissão Anterior ADM Gerente de produção industrial
Profissão atual artesão.
JEZIEL C. PINATTI

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Socorro rápido e recuperaçao de AVCH

Um milagre, que eu não podia deixar de compartilhar. Faziam 3 dias que eu tinha completado 37 anos, na madrugada do dia 29/05/10, 01:00h da manhã me acordei com uma Dor de cabeça insuportável. Eu tinha adormecido com minha filha de 2 anos e meio, pq havia colocado ela para dormir. Pedi socorro a meu marido, que ainda estava vendo Tv na sala e lolgo em seguida vomitei muito. Eu tenho enxaqueca desde criança e ele imaginou que era uma crise muito forte, mas percebeu que eu estava confusa e levou-me rapidamente para o hospital. Lá a médica que me atendeu e detectou o AVC hemorrágico, falou que a rapidez no socorro fez a diferença. Fiquei em coma induzido, fui operada e quando todos estavam otimistas com a rápida recuperação, tive uma Meningite Bacteriana. Voltei para a UTI, novamente intubada e outra guerra foi travada com fortes antibióticos e o medo novamente na cabeça da minha família.
Graças a um Deus maravilhoso ganhamos a batalha e após 21 dias hospitalizada, sendo 15 de UTI, voltei pra casa. Como o sangramento foi na região ocipital fiquei com déficit visual(quadrantopsia homônima).Diante do que eu tive posso afirmar com segurança que não tive nenhuma sequela. Por isso agradeço a Deus todos os dias pela minha vida e rezo para as pessoas que estão passando por provações após terem sofrido um AVC, que eu não imaginava estar tão frequente.
Um grande abraço a todos e fiquem com Deus
Karla

domingo, 12 de setembro de 2010

CONVIVO COM AS SEQUELAS DO AVC

Estava tomando um chopp com a minha filha, voltei para casa, tentei abrir a porta e mais nada...
Tive um AVC isquemico, fiquei quinze dias no hospital entre CTI e quarto.
Voltei para casa paralítica do lado direito, numa cadeira de rodas, usando fraudão e ninguém entendia nada do que eu falava.
Fiquei revoltada com as sequelas do AVC e queria morrer.
Mas não há nada que o tempo não cure. Comecei a reabilitação e a tomar os remédios para que não aconteça de novo.
Já se passaram três anos, hoje eu ando com a ajuda de bengala, meu braço começa a dar o ar da graça e eu convivo com as sequelas numa boa.
A revolta e a vontade de morrer ficaram para trás, hoje eu sei que posso recuperar mais ainda do que já recuperei.
Ainda não ando sozinha por medo, mas vou andar.
Hoje faço fisio e hidroterapia, o que está me ajudando a melhorar.
Falo normalmente, mas continuo lendo todo dia e já estou escrevendo com a mão esquerda.
O ganho é fruto de exercícios repetitivos. É lenta a reabilitação mas vale a pena.
O AVC me deu paciência, acabou com a ansiedade. Estou mais calma e feliz.
Acho que o AVC me ensinou a dar mais importância a pequenas coisas que antes passavam batidas. Fiz um blog onde dou dicas para os sequelados, artigos de interesse de quem teve AVC, e escrevo como se fosse um diário, o endereço é: anamargarit.blogspot.com
Um beijo para todos, aguardo vocês lá.
Ana Margarit

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"A manhã em que não me levantei nem falei"


"A manhã em que não me levantei nem falei" já faz 7 anos. Estava com 41 anos, era médica homeopata, meu filho tinha 14 anos, era separada do seu pai e namorava há 4 anos. Muito tempo se passou desde aquela manhã fatídica em que tive o AVC isquemico devido uma cardiopatia hereditária.
Fiquei com déficit de memória e dificuldades na fala e nos movimentos do lado direito do corpo. Fui melhorando em pequenos passos, até que agora já me acho pronta para escrever um livro "Amor e Coração de uma mulher, antes e depois de um AVC" e ter um blog "avc-culinariavegetariana.blogspot.com".
Nada é por acaso... Sei disso mesmo só agora. Precisava mudar e fazer outras escolhas. Tenho hemiparesia direita e minha fala um pouco alterada, mas uma vontade enorme de receber e doar.
Foi muito bom encontrar voces...
Marcia Martins

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Espelhinho



Há muitos anos atrás, no tempo em que a minha mãe era ainda uma criança, ela recebeu um apelido carinhoso de sua madrinha, devido à alegria e vontade de vencer daquela pequena menininha. Ela era chamada de espelhinho, ou seja, um espelho que refletia as pequenas coisas, com luz e intensidade.
Mesmo sem saber do seu antigo apelido, eu sendo sua filha, e observando a forma de como a minha mãe era, eu lhe dei outro apelido, que era minha “estrelinha” o que para mim ela sempre me trazia de volta a luz, que às vezes se escondia tão fundo, e tão longe, na criança que fui, na jovem que me tornei, na mulher que sou, e muitas vezes precisei daquela estrelinha, que sempre me trazia para a realidade da vida, me fazendo sentir o calor do sol, me mostrava às mudanças da lua, e assim me ensinava como tudo pode brilhar novamente, e esta é a minha admiração pela minha querida mãe. E ela por mais que estivesse apagada, sempre tinha uma chama nem que fosse pequena, para ser alimentada, sempre virava um clarão de luz, sobre tudo, e sobre todos...! Não há como negar que naquela meiga pessoa, existia uma forte e grande mulher.
Mesmo que o meu tempo, o de agora que me remete ao um longo processo de ser pratica, e continuamente calma, tentando me resguardar ao Maximo, rezando diariamente para que a minha mãe melhore dia após dia... e assim vou lembrando e vou repassando toda a minha vida como se fosse um filme, com todas as coisas melhores do mundo de quando eu precisava e a tinha sempre por perto... como era bom! até mesmo as implicações que ela sempre teve comigo eu sinto saudades, deste tempo que foi ontem mesmo, e que em dois tempos, tudo mudou...
Ai!!! Os meus pensamentos, a maior parte do tempo, que mesmo distante fisicamente, eu não consigo tirar da minha cabeça, que estou falando da minha mãe, ah! Minha querida mãezinha, que requer os cuidados dos filhos, que requer tudo que uma criança precisa. O carinho, e amor, que ela sempre nos deu, hoje é a prova, não é nada pedido, e não chegam a ser nem de longe tudo que ela fez por nós, e não se trata de retribuir, não se trata de troca, porque quando nossa mente e corpo são saudáveis, parece que somos eternos, e de repente tudo pode ser mudado, como num piscar de olhos...
Tento ir me remodelando com esta nova realidade que tenho, sou uma filha, que aos poucos começo a tomar o lugar de que era da minha mãe, sou eu que lhe dou banho, lavo o seu cabelo, e coloco suas roupas, dou-lhe sua comida, notei que ainda é tão bonita, sem maquiagem, tem as feições tão lindas, tem seu corpo bem cuidado.... coisas que são tão básicas, para qualquer um de nós passa sem vermos que a vida é tão valiosa!
E eu me pergunto meu Deus, como pode ser assim?!

Sinto que a necessidade dela é tão real, que a deixa a ser novamente, uma criança de 80 anos, que teve um AVC, que se esqueceu de tudo, às vezes volta, e me olha como se compreendesse, não sei se chega a me perguntar ou afirmar, quando diz meu nome, e ainda diz que sou sua filha, e eu fico tão feliz, por pequenos momentos, e no meu intimo eu sei que são pequenos e mais que valiosos instantes!

Rezo para que a cada dia ela possa ainda ser a minha mãe, maezinha de sempre.
Mas na maioria das vezes, ela não me reconhece e não tem nenhuma ligação comigo, e eu sofro por vê-la assim, e como sofro... por não ter mais aquela “estrelinha” perto de mim. Meu pequeno espelho, meu espelhinho querido, que ria de tudo, porque queria transmitir o melhor que ela podia me dar. Aquela mãe que trazia bondade e sabedoria em suas palavras, em seus pensamentos rápidos, e em sua memória perfeita... Aí, aí, aí! Como quero a minha mãe de volta! Como quero que a minha “estrelinha” volte a ser luz!

DMDA
01/09/2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Com fé!

No dia 29/07/10 a noite, minha mãe passou mal e desmaiou. Enquanto a levávamos para o hospital, ela vomitou, dizia que estava tonta, com frio. Enfim, chegamos na clínica, a pressão arterial estava altíssima, e o médico disse que era suspeita de AVC.
Deu medicamentos para baixar a pressão, encaminhou para tomografia e disse que ia interná-la no CTI. Levamos para o setor de tomografia, fez o exame e quando estávamos indo para o RX, ainda na cadeira de rodas, ela fez uma cara de muita dor, dobrou os dedos das mãos levantando-as e dizendo: ai tá dando uma dor... e logo em seguida a cabeça caiu pra trás com os olhos abertos como se estivesse morta.
Eu gritei pro maqueiro: corre... ele correu pra emergência novamente e o médico disse que ela teve uma parada e intubaram ela. Resumindo... não tinha vaga no cti da clínica e fomos de ambulância para a Clínica Ênio Serra, onde se encontra no cti até hoje. Ficou alguns dias em coma induzido e dps de 5 dias, estava sem sedação e sorrinho.
Ela mexe as mãos,os braços, a cabeça, sorri, ainda não vi mexendo as pernas, não está falando, não sei se é pela traqueostomia, percebi que está meio confusa. Dps de 11 dias fez traqueostomia, isso deixou-a mais confortável. Teve pneumonia, febre. Agora já está sem febre, a infecção pulmonar já está cedendo, a pressão está controlada.
Ela precisa fazer um exame chamado arteriografia, mas o médico diz que o quadro clínico dela precisa melhorar mais um pouco, por não se tratar de quadro de risco iminente de morte. E nesse exame será avaliado se terá que se realizar uma cirurgia ou uma embolização. Diz o médico que trata-se de um aneurisma grande e de difícil acesso cirúrgico. Bem... eu me sinto muito mal quando lembro do episódio que ela caiu com a cabeça pra trás com os olhos bem abertos, que inclusive só e o maqueiro do hospital, vimos. Mas precisava deixar meu depoimento pra vcs. Vcs todos estarão em minhas orações e peço que orem pela minha mãe, pq esse exame é arriscado, mas TENHO MUITA FÉ E VOCÊS TAMBÉM TÊM QUE TER.
ABRAÇOS.

Adriana.
20/08/10

No dia do aniversário...

Oi, pessoal

Queria dividir com vocês a minha história, meu nome é Débora, tenho 36 anos, e também tive um AVC.

Faz 3 anos que tudo aconteceu...não conhecia nada da doença, e nem sabia que ela existia. Tinha muita dor de cabeça, minha vista escurecia, e nem por isso procurei um médico. Depois do AVC fiquei muito sensível, choro por qualquer coisa.

Hoje tenho alguns limites, mas estou bem. Não dá para trabalhar (ainda), pois sou arquiteta. Agora preencho todo o meu tempo com terapias. Não gosto que mexam nas minhas coisas, e nem gavetas ( afinal, estou viva !).

Era dia do meu aniversário, então fui tomar banho, no final da tarde ( pois iria receber as pessoas a noite). Passei mal no banho, e tive uma dor de cabeça muito forte. Graças a Deus, tive muita sorte, pois meu marido e minha filha (que na época tinha 6 anos) me socorreram e me levaram pro pronto-socorro. O médico que me atendeu disse: “Oi eu sou o marido da Paula”( ela era minha conhecida). Entrei em coma, usei traqueo (fiquei com uma cicatriz horrível), e depois que sai do coma fiquei mais 2 meses no hospital. (Não lembro de nada, ah também perdi o aniversário da Júlia).

No hospital rasparam meu cabelo ( que era comprido) para fazer uma operação , no cerebelo ( foi o que disseram ). Estou escrevendo, devagar pois só uso um dedo.

É muito difícil , e doloroso.

Débora

domingo, 18 de julho de 2010

Trocar ideias, dialogar

Pessoal,

Estou lendo como louco todos os artigos sobre o AVC e conto a vocês o porque, no ultimo dia 03/07/2010 meu amado pai sofreu um AVC isquêmico as 3:00hs da manhã, o detalhe é que ele mora em Peruíbe litoral de São Paulo e ele estava dormindo no quarto de visitas, ele conta que sentiu um enjôo enorme e que tentou se levantar para ir ao banheiro e não conseguiu e nem chamar minha mãe que estava no outro quarto ele conseguiu, bom ele resolveu voltar a dormir e marrudo como é militar reformado pensou “amanha estarei melhor”, amanheceu o dia e ele não melhorou lógico .....minha mãe me ligou e passou o relato, ele foi para o Pronto Socorro da cidade sem poder andar e falando quase nada, o pronto socorro sem muita condição diagnosticou uma labirintite grave, mais eu não muito convencido consegui transferir ele para o Hospital do convenio da PM em São Paulo,na tomografia não deu nada mais na ressonância apareceu o tal derrame ou seja um vaso sanguíneo para o Cerebelo foi interrompido e daí a dificuldade da fala e a falta de coordenação dos movimentos, hoje fazem 12 dias do AVC e ele está aos meus cuidados em minha casa, ele já fala com perfeição de 90% e anda se apoiando mais com uma certa tranqüilidade, já toma banho e vai ao banheiro sem ajuda, ou seja está se recuperando bem, tenho medido a pressão dele umas 10 vezes por dia e fico sempre de olho nele, quando não estou em casa minha mãe e minha mulher (que por sinal tem sido meu alicerce neste momento) estão sempre de olho nele, mais o que me corroí por dentro é a incerteza do amanha; vi muitos relatos de que o AVC isquêmico sempre se repete e isso não sai da minha cabeça, sempre fui próximo a Deus dentro das minhas convicções porem minha formação educacional sempre me lava mais a razão, estamos tomando todo cuidado com ele no que diz respeito aos remédios e a controle da pressão mais eu queria mesmo é conversar com vocês e coloco meu email para quem quiser re corresponder comigo. Obrigado.

fabio.satin@scania.com

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sábado, 29 de maio de 2010

Lutadora sempre serei. Devagar e sempre com humor exuberante


Tenho 22 anos e sofri um AVC isquemico no dia 11/03/2010.

Nunca tive problemas de saúde, pressão normal, colesterol e todos os outros fatores de risco também estavam normais.
Segundo investigação medica o que causou meu avc foi o tabagismo e o uso de anti concepcional ( Minha ginec. sabia que eu era fumante e mesmo assim indicou o uso).

Bom foi no dia 11/03 que meu mundo virou de cabeça para baixo, o avc me deixou com hemiparesia a esquerda ( me deixou sem forças do lado esquerdo).
Tomei um susto, passei por maus bocados no CTI, porém no dia 13/03 2 dias depois resolvi: VOU LUTAR PELOS MEUS MOVIMENTOS.
Os médicos que me atenderam tentaram acabar com minha esperança porem sou teimosa e não desisti.
Comecei a fisioterapia 3 dias após o avc. No inicio não mexia nada do lado esquerdo. andava de cadeira de rodas, mas o humor não perdi. rs
Hoje faço fisioterapia, hidroterapia e natação no Hospital Sarah de BH, além disso também faço eletro estimulação, acupuntura, eletro acupuntura, shiatsu, reflexologia, infra vermelho, ultra som e estou sempre de olho se não estou deixando passar algo despercebido.
Iniciei com a nutricionista funcional, que me passou uma dieta rica em nozes e castanhas além da linhaça. em breve vou começar com a terapia de contenção induzida e terapia ocupacional. Continuo fazendo faculdade vou me formar agora em dezembro de 2010.
Criei um movimento chamado PATRULHA CADEIRANTE (Onde coloco lugares que fui e não estava preparados para receber cadeirantes) Continuo saindo bastante, adoro rua!

Minha melhora tem sido considerada surpreendente, e muito rapida... Eu acredito que isso se deve a minha força de vontade, dedicação e priorização da minha meta: Ficar 150%, ou seja melhor que era antes.
Está meta já está se cumprindo, DEVAGAR E SEMPRE(meu novo lema) Já estou emagrecendo, parei de fumar, parei de tomar anti concepcional.
Hoje já consigo andar sozinha, as vezes tenho dificuldade de equilíbrio mas estou melhorando todos os dias mais um pouco! (contrariando o medico que me disse que eu só conseguiria andar em 8 meses de fisioterapia.) Também já mexo bem o braço, abro e fecho a mão, pego coisas, enfim está tudo voltando. Comemoro todos os dias minhas pequenas vitorias.
Descobri que a maioria dos pronto socorro não está preparada para diagnosticar um avc, infelizmente descobri isso sentindo na pele, eu cheguei ao hospital apenas 20 min depois de ter tido meu AVC. A equipe de pronto atendimento não fez nem o exame básico de avc, por esse e outros motivos não pude tomar o trombolitico(que diminui bastante a chance de sequelas se usado ate 3 horas pós o avc ou seja era meu caso). Hoje sempre que posso alerto as pessoas sobre os sintomas.

Bom ai segue um resumo do que eu passei, criei um blog onde conto tudo q vivo, movimentos q aprendo, enfim minha vida pos avc.

bibiempequenasdoses.blogspot.com
Gabriela Delfim

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tenho esperança


Meu nome é Dayse Celia Lemos Dos Santos, tenho 51 anos, tive um avc e estou tentando me curar e contando eu mesma a minha historia, a quem interessa e tiver paciencia porque eu estou apredendo a falar e a escrever novamente agora.
Eu fui fazer uma cirurgia para corrigir uma cicatriz causada por um erro medico que quase , a dois anos me levou a morte. Apos a cirugia,quando eu estava na sala de recuperação o medico viu que algo tinha acontecido e eu nao estava bem. Fui para a uti, ficando por la cinco longos dias. Fui para o quarto no sexto dia e comecei a perceber que eu não podia falar e mais tarde fiquei sabendo que o medico disse que eu não ia mais andar. Eu que sempre fui independente e dona do meu nariz, pensei que o meu mundo fosse desmoronar. Foi dificil, mais com fé em Deus e o apoio da minha familha, nunca perdi a esperanca de ficar boa e voltar a ser a mesma de antes.
Há quem possa interessar o avc dói muito, de um jeito que eu não pensei que fosse possível doer. O que me ajudou foi a acumpuntura que tirou toda a minha dor, e hoje ainda faço fisioterapia, hidroginástica e acumpuntura e estou bem melhor.
Um abraço, até mais.

http://daysecelia.blogspot.com/

Sarah

Logo após o AVC, comecei a terapia com a fonoaudióloga e foi ela que me encaminhou para o Hospital SARAH Kubitschek, foi a primeira vez que ouvi falar dessa possibilidade.

Com um mês de espera consegui uma consulta para fazer a Avaliação Clínica com os médicos do hospita Sarah, depois se passaram mais 15 dias e fui chamada para dar início ao tratamento e fiquei internada no hospital de Belo Horizonte 25 dias.

E lá encontrei um atendimento de primeiro mundo. medicos de todas as especialidades, exames de todos os tipos e as mais variadas terapias, todos com um atendimento e atenção para o paciente.
Todas as pessoas que estejam passando por esse problema deve procurar este local, não foi dificil eu conseguir este tratamentoele foi bom demais para mim,e foi totalmente gratuito, inclusive as passagens de avião que consegui com a prefeitura da minha cidade, ou você pode conseguir com a Secretaria de Saúde do seu estado (se for o caso), já é um direito adiquirido para qualquer cidadão.

Além do tratamento em si, eles oferecem palestras sobre o Avc, sobre os direitos que temos, os cuidados que devemos ter, acompanhamento com nutricionista, psicologo, fisioterapia, piscina e até aula de pintura.
É muito bom, não deixem de procurar, o site é
http://www.sarah.br/ , lá você encontra os telefones.
Qualquer dúvida é só me perguntar por comentários ou e-mail.
Um abraço a todos.
Postado por Dayse Célia Lemos dos Santos

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Derramou, e agora?

Olá Pessoal, meu nome é Rogério Giro, estou aqui para passar um pouco da minha experiência pós AVC-H que tive em maio de 2004. Apesar de já terem se passado 6 anos, não parece que um foi tempo longo, já que no começo parecia que nunca iria melhorar, queria andar, tomar banho sozinho, sair de casa, mais tudo era difícil. Não conseguia dominar meu corpo, o qual foi obediente por 41 anos e de repente era ele quem me dominava. Bem, vou contar como tudo aconteceu.
Eu morava no RJ quando fui transferido para SP, onde moro até hoje, em Jundiaí. Cheguei com a família, minha esposa, Dinah e meu filho, João Henrique, em fevereiro de 2004 e em maio do mesmo ano tive um AVC Hemorrágico. Estava com meu filho em casa, era domingo à noite e meu filho estava no videogame o dia todo e acabei me estressando com ele por não ter feito nada além do tal jogo. Comecei a "pedir" para desligar o bendito videogame e arrumar suas coisas, quando senti um "chacoalhar" na cabeça, uma espécie de vertigem, estava na cozinha, pedi que ele me ajudasse a ir pra sala. Quando me sentei na poltrona, já não senti o lado esquerdo, pensei logo, estou tendo um derrame! Comecei a ter vômitos e sentir muito sono, meu filho chamou uma ambulância que não demorou muito. Só me lembro até me descerem o elevador, depois entrei em coma. Passei 20 dias no hospital, 10 deles em uma UTI, tempo que não me lembro de nada até sair da UTI. Os últimos 10 dias já me recordo de quase tudo, inclusive da ansiedade de ir pra casa no último dia. Ao chegar em casa com toda a dificuldade que a situação me impunha, falei pra mim, e agora? Como será minha vida daqui pra frente? O tempo deu a resposta. Apesar da lesão motora, não tive alteração na cognição. A fala ficou embargada devido à paralisia na laringe. Começou a reabilitação, com fisioterapia, hidroterapia, equoterapia (terapia com cavalo, muito bom bom para fortalecer a sustentação da coluna) e fonoaudiologia. O que não sabia, era que tinha Terapia Ocupacional, uma terapia voltada para movimentos finos, como o do braço e mão. Só comecei a T.O. um ano depois do AVC, sendo o ideal começar junto com a fisioterapia.
Como todos numa situação dessas, no primeiro momento veio a pergunta: Por Que? Como será minha vida daqui em diante? Passada primeira fase, veio a da conformação. Estava triste por não conseguir andar, então a fisioterapeuta que me atendia me disse o seguinte: "Rogério, o AVC que vc teve foi sério, provavelmente deixará sequelas e vc terá que aprender a se adaptar a esta nova situação, pois a vida não mudará, vc é que terá que encarar a vida de outro modo". Bem, fiquei pensado nestas palavras e cheguei à uma conclusão. "Preciso ter força de vontade e Fé, pois tudo é possível, vou conseguir". Bem, mas não foi tão simples assim, apesar da minha insistência a melhora era muito lenta, mas o que me confortava era a percepção de pequenas, mais importantes, melhoras no caminhar, mesmo com o auxílio de bengala, a fala foi melhorando, a face já não estava tão paralisada. Enfim, percebi que havia um longo caminho pela frente, e o tempo foi passando e hoje seis anos após o AVC, fiquei com hemiplegia do lado esquerdo devido à uma lesão, causada pelo AVC, na região tálamo-pultaminal, que segundo o neurocirurgião é uma lesão permanente. Mesmo hemiplégico à seis anos, e aposentado por invalidez, não me sinto incapaz, nem inferior, aceito minhas limitações. Faço quase de tudo, vou ao supermercado, faço compras, vou ao shopping, ao teatro, tudo isso sozinho e de ônibus. Como gosto de andar na rua e ver as pessoas, sentir o cheiro da vida! E estamos vivos, não é verdade? Isto é uma coisa que temos que agradecer à Deus todos os dias! Ah, uma coisa importantíssima, ainda faço fisioterapia até hoje, mas com foco diferente, voltado para o fortalecimento muscular, pois nesta situação, a melhora na condição muscular ajuda muito, principalmente no caminhar.
Bem, pessoal era isto que eu tinha pra contar. Se eu lembrar de mais algum fato interessante, que ajude os que estão passando pelo mesmo problema ou qualquer situação semelhante, darei o meu depoimento.
Abraços a todos,
Rogério Giro

quarta-feira, 12 de maio de 2010

De enfermeiro a paciente

Oi, saúde e paz!

Li depoimentos de várias pessoas q me deram forças. Tive um avc isquêmico em 17/01/2010. e chamo Neymar,sou enfermeiro, moro em Contagem/MG.

Estava trabalhando em 2 grandes hospitais aqui de minas, não tenho nenhum tipo de vício e pratico atividades físicas regulares. Então... No dia 17 conversando com uma amiga começei a falar embolado e caí no chão. Fui resgatado pelo Samu e levado ao hospital, com 30 minutos eu já estava no cti e diagnosticado Avcisquêmico. Fiquei mais 9 dias no cti e 29 na enfermaria. Hora nenhuma perdi a consciência mas fiquei com paralisia facial e paralisia de todo o lado esquerdo do meu corpo.

Hoje, quase 4 meses depois, já ando com ajuda de bengalas e já estou começando a andar sem ela.a face e a fala já estão normais.mas os movimentos do braço esquerdo ainda.não voltaram.

Enquanto enfermeiro do setor de neurologia eu sei que minha recuperação está muito rápida mas enquanto paciente isso está parecendo uma eternidade.a depressão esta me rodeando como um leão rodeia sua presa, mas graças a deus estou conseguindo resistir.

Faço fisioterapia 2x ao dia e terapia ocupacional 2x na semana. Essa semana inicio também com psiquiatra e psicólogo.é muito importante essa abordagem psicológica.

Gostaria de me corresponder com pessoas que já passaram ou passam por isso,e também pessoas que tenham palavras de otimismo e queiram me ajudar.

mSN:ney-luciano@hotmail.comORKUT:Neymar Luciano

email: NEYLUCIANO@YAHOO.COM.BR

domingo, 9 de maio de 2010

Força,Galera !!


Irei relatar o que aconteceu com minha mãe ( Maria Gilvanda de Macedo Dantas ) , 55anos, não fuma, não bebe, não tem pressão alta, nem stress,tem reumatismo
No dia 30/04/2010 minha mãe foi pentear o cabelo ,não conseguiu sentiu um peso no braço e na fala saia algumas palavras meio gaga, mas ela consertava e saia normal , quando foi no dia 03/05/2010 eu falei que iria leva-lá no medico ela disse que não precisava pois achava que fosse relacionada a parte dos ossos sendo que ela tem reumatismo, mas mesmo assim fosso passamos no hospital as 22:00 passamos pelo clinico ele pediu a tumografia, aferiu a pressão, ( Resultado Pressão Ok normal, Tumografia ok normal ) o clinico resolveu encaminhar para o neuro então como ja eram quase 0:00 tivemos que ir pela manhã no neuro, passamos ele olhou e disse que era um micro avc , e pediu exames de urina, ultrasson pescoço, e ressonancia do cranio e passou para toma AAS ( Afina mais o sangue ), saimos de lá e fui marcar os exames ela fez todos e ele marcou retorno dia 13/05/2010, nesse intervalo ela teve outro AVC 6/5/10 desta vez foi mais forte a parte de fala não entendiamos nada ,o braço e perna do lado direito meio lerdo, fomos no hospital ( Mesmo procedimento, Clinico, tumografia,pressão, urina, sangue ) ( Tumografia não acusou avc deu tudo ok, pessão ok, urina ok, sangue ok ) pediu para passar no neuro dia seguinte fomos o neuro pediu para continuar com aas, deu um medicamento para ativar a circulação, e outro para o colesterol, hoje dia 08/05/10 a fala esta voltando entendemos tudo esta mexendo o braço normal anda normal sem tropeçar
Dica. Sempre pedir a resonancia para o medico pois o avc isquemico existem alguns que não aparece na tumografia, não stressar a pessoa com a parte da falar passe pensamentos positivos, não deixe ficar deitado direto faça com que volte as tarefas normalmente, beber bastante água de 8 a 10 copos, eu posso dizer que estou me aperfeiçoando muito com relação a AVC pela minha mãe e graças ao apoio de todos ela esta tendo uma recuperação rapida, e ela vai fazer atividade fisica bem neste momento ( 8/05/10 foi na igreja ) quem quizer bater um papo meu msn ( robertomacedodantas@hotmail.com ) cel : 013- 9795-0515

domingo, 2 de maio de 2010

Dúvida sobre gravidez


Para dizer bem a verdade fiquei bastante emocionada com os depoimentos que li e mais uma vez constatei que tive bastante sorte e fui bastante abençoada em relaçao ao meu caso.
Tive um AVC hemorragico em junho/2003.......no auge dos meus 23 anos. A descoberta foi lenta...Primeiro tive fortes dores de cabeça, seguidas de vomitos. Depois tive distorçao da visao. Foi onde fiz a ressonancia e descobri que tinha um coagulo enorme do lado esquerdo. Meu neuro nao poderia realizar minha cirurgia nos proximos dias, pois ja tinha outros compromissos igualmente urgentes. Entao quis me encaminhar a um outro neuro, ja que o caso nao poderia esperar.Cheguei a consultar um outro medico, para tranquilizar minha mae e irmas, mas ainda assim, resolvi espera-lo, mesmo diante da indignaçao de minha familia que ficaram extramamente preocupados. Descobrimos o coagulo na quarta feira e na segunda feira realizei minha cirurgia com o medico de minha preferencia..Graças a Deus, tudo correu bem.....sai no domingo seguinte e hj vivo normalmente. Nao fiquei com nenhuma sequela (nao que eu tenha percebido)....Hj sou casada e planejo ter filhos, porem tenho muito receio, ja que ate hj nao sabem a causa do meu AVC.....Os medicos dizem que pode ter sido decorrente de pilulas anticoncepcionais e me proibiram de usar qualquer tipo de contraceptivo hormonal e afirmam que na minha gravidez terei que tomar medicamentos antitromboliticos........enfimm.....gostaria de trocar experiencias com mulheres que ja passaram por isso......Se engravidaram normalmente e se precisaram de medicamentos ou não........Sei que meu problema nao é nem um graozinho de areia perto de tudo que ja li neste blog, mas por ser um espaço democratico, gostaria de trocar experiencias......
Obrigada, e que DEUS abençoe a todos..!!
Ana

terça-feira, 27 de abril de 2010

Muita fé e esperança!


Hoje, 24 de abril de 2010. Dentro alguns dias, ou seja, no dia 11 de maio, completará 10 meses de internamento de minha mãezinha. No dia 11 de julho de 2009, um sábado de frio, por volta das 17h50, ela sofreu um AVC isquêmico, segundo os médicos, que a atenderam na oportunidade, as chances dela de sobreviver eram mínimas.
Pela nossa fé, pela Misericórdia Divina, ela está VIVA. Mesmo internada e respirando por aparelhos, mantemos viva dentro de nossos corações a certeza de que O Espírito Santo, está operando o Grande Milagre, que é a recuperação, a restauração de todos os movimentos das pernas, dos braços, da visão, do pensamento, das lembranças, da inteligencia e de todos os sentidos que faz com que um ser humano viva para ser a sua atonomia. É O Deus Maravilhoso, o Deus Vivo, nosso Criador, a quem nós os quatro filhos dela buscamos incessantemente em nossas orações, e temos a plena certeza dessa Vitoria Divina, que será toda em Honra, e Glória ao Altíssimo.
Minha mãezinha amada, sofreu dois novos eventos de AVC. Agora ela nao consegue ficar fora do respirador, nao mexe as pernas, nem as mãos. Ela abre os olhinhos lindos e azuis, e boceja, de vez em quando quando mexemos nos braços , ela se espreguiça, são reaçoes que nos alegram, mas os médicos sao irredutiveis em suas opiniões sobre o grave estado dela, porém nossa esperança de sua reabilitação continua .... oremos juntos meus queridos por nossos familiares...
Deus meu, nesse momento meu Deus, instumenta-me Senhor para que eu possa ser abençoado, e quando eu chegar amanhã no horário da visita à UTI, onde ela está internada, eu tenha a Resposta tão aguadando durante esses quase 10meses, porque eu sei meu Deus, de Tudo que o Senhor é capaz, e para tanto Amado Deus, eu te agradeço e Te Louvo…Em Nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, Amém!

PS.Obrigado senhores, por esse espaço, e quem ler esse meu depoimento, que tenha fé ao encarar os seus problemas, seja qual for, e que tenham também a misericordia de pedir pela minha mãezinha, porque nós familiares precisamos da vida dela, do sorriso, da alegria, para que nós possamos ter novamente a felicidade em nosso lar ….
abraços a todos
Nelson

segunda-feira, 29 de março de 2010

Força e otimismo


Ola! Pessoal, andei sumido por uns tempos, mas, agora estou aqui novamente para dar mais força àqueles que, como eu, passaram pela experiência do AVCH. Ainda não me recuperei totalmente, porém estou vivo! apesar de terem se passado 01 ano e dois meses parece que é muito tempo mais não é!. Os neurônios precisam de um tempo para assumirem tarefas que não faziam antes do AVC, nós somos como crianças aprendendo a andar, pegar as coisas, sentar, levantar. Estamos diante do reaprender a fazer as coisas! estou reaprendendo a assinar meu próprio nome, isso eu fazia num piscar de olhos. Meu filho de 07 anos escreve melhor que eu hoje, sei que vou chegar lá, mas tenho que dar tempo ao meu cérebro sem desistir da fisioterapia etc..etc...temos hoje uma nova realidade e precisamos encará-la de cabeça erguida." Estamos em plena recuperação" e isso prá mim já é tudo, pensemos mais sobre isso, enfim sobrevivemos. Agradeço à Deus todos os dias por estar vivo e ter mais uma chance de "aprender a viver de maneira mais saudável". Valorizar mais as coisas que antes passavam despercebidas como o nascer e o pôr do Sol de cada dia.

Evilásio Lacerda

sábado, 20 de março de 2010

AVC em reação à anestesia

"Após dois derrames, emagreci e virei corredora!"

Não sei como nunca fui obesa, afinal sempre tive hábitos horríveis: comia uma barra de chocolate no café da manhã, pizza, churrasco e fast food toda semana, fumava e não fazia atividade física. Precisei ter um problema sério de saúde para começar a cuidar de mim. Por causa de uma reação à anestesia em uma cirurgia para colocar prótese de silicone, sofri dois derrames, tive trombose e embolia pulmonar.


Durante dois meses fiquei completamente paralisada, apesar de consciente – só conseguia mexer a boca. Além de comer e não me movimentar, tomava remédios que me deixavam bastante inchada. Cheguei aos 65 quilos (antes, pesava 58). A partir do terceiro mês, fui recobrando o movimento das pernas e dos braços. Me sentia como se tivesse nascido outra vez, então decidi que, dali para a frente, seria saudável como nunca havia sido. Para estimular a circulação, recuperar a sensibilidade e agilizar a melhora (além de emagrecer, claro), comecei a caminhar no meu bairro todos os dias. Abandonei o cigarro, aprendi a comer fruta (até então, nem ligava para colocá-la no cardápio), legume e verdura e a balancear minhas refeições.

Como sou empresária e meu trabalho inclui fazer visitas a clientes, sempre que possível, calço o tênis e realizo boa parte delas a pé. Nesses dias, chego a caminhar três horas. Também vou andando ao supermercado – são 20 minutos para ir e 20 para voltar – quando bate vontade de comer chocolate. Assim, compenso as calorias. Em seis meses, sequei 14 quilos e há um ano mantenho meu peso atual, menor até do
que antes de ficar doente. Há seis meses, comecei a correr e estou me preparando para minha primeira prova de 10 quilômetros. Se oscilo 1 ou 2 quilos para cima, já não me estresso, pois sei que, com força de vontade, consigo eliminá-los rapidinho.

Vale quanto pesa
Apesar de preferir alimentos leves, não consigo comer pouco; gosto de quantidade. Por isso, para garantir a saciedade sem extrapolar na hora da sobremesa, misturo frutas com gelatina light – faz volume e não engorda. Assim, fico liberada para comer chocolate e doces, que adoro, no fim de semana.


Adriana Ribeiro - São Paulo - SP

(Depoimento dado em entrevista concedida à revista Revista Boa Forma e autorizada a reprodução pela entrevistada)

http://boaforma.abril.com.br/eu_consegui/historias-de-sucesso/dois-derrames-emagreci-virei-corredora-539946.shtml

Agradecendo a Deus

Tem um dia em que vou lembrar para sempre, dia 9 de Outubro de 2001. Acordei para trabalhar, fui tomar banho, liguei o chuveiro, quando a água caiu tive um pressentimento que o lado direito do meu corpo estava "dormindo", um sentimento em que ele estava parado aos meus movimentos. Como sempre fui um cara em que o trabalho era o mais importante, pouco falava, isto é, só pensava em como resolver os problemas diários no trabalho, só que com este pressentimento resolvi falar em voz alta, porém o que saiu não tinha o menor sentido, me apavorei, chorei, mas o único nome que saia da minha boca com sentido era "DEUS", hoje sei que tenho que acreditar nele em todas as horas da minha vida, tanto nos momentos tristes como, principalmente, nos momentos felizes, pois só "DEUS" é quem me faz sentir tudo o que vivo, tenho que agradeçe-lo por todos os minutos, todos os segundos de vida que ELE me dá. Tive tres AVCs no mesmo dia, não lembro como foi, como me senti, só lembro que estou vivo graças á ELE, perdi o emprego, me mandarão embora, tive outras doenças que vieram atreladas nestes acidentes, porém foi uma vitória, aprendi a entender a palavra vitória em todos os níveis gramaticais, hoje me trato com umas dezenas de remédios, mas foi o plano que "DEUS" me enviou para tentar ser uma pessoa, pelo menos, mais humana, antes só pensava em mim, "DEUS" me informou que sou apenas um grãzinho, que sou nem maior, nem menor que qualquer pessoa, e uma coisa minha grande mãe, Maria Rita, me ensinou, honre a liberdade que "DEUS" te dá, tente, sempre, honrar o nome de "DEUS".

João Eufrásio

domingo, 14 de março de 2010

Faça tudo que puder!


Este texto entrou anonimamente, como comentário ao post "AVC Hemorrágico":

Hoje faz um mês que meu paizinho se foi... essa doença ... esses momentos que leio aqui... quando deito na cama fico pensando o que fiz e o que deixei de fazer... so quem passa sabe como é... cuidar de uma pessoa em cima da cama...ainda mais pessoas que amamos... bom... eu fiz muito... pra ele.. então... para aqueles que estão passando por isso faça faça tudo o podem faça com amor faça como se fosse a ultima vez... pra fazer com mais amor ainda.... bom... algumas coisas que fiz para meu papai... ele ficou paralizado do lado esquerdo era canhoto... mas eu fiz ele reaprender a usar a outra mão... na hora da comida coloquei um avental nele... pois a comida caia do lado mas para ele se sentir melhor isso foi tudo... ele comia sozinha na mesa com a gente .... fiz churrasquinho pra ele... fiz ele fazer a barbara segurava o espelho para ele ver ... e depois terminava para eles os retoques....quando ia na padaria ou num supermerdaco perguntava se ele queria alguma .. coisa.... coloquei ele sentado na sala no sofá com apoio das amofados .. assistia... com a gente... coloquei ele perto da sua plantas ligava a agua da mangueira e ele jogava agua... coloquei as melhores musicas que ele gostava de escutar.... dormi ao seu lado... socorri ele quando dizia que não estava passando bem.. sempre chamavamos a ambulancia.. para verificar o que estava acontecendo .. ... depois do banho fazia massagem nas pernas e braços com um creminho... passava pomada nas feridinhas.... coloquei ele na cadeira de roda a noite iamos na calçada para conversar com os vizinhos... coloquei ele na frente do espelho e com um pente.. penteava seus próprios cabelos... colocamos o tenis no pé dele ... porque a vontade dele andar era tanta que ele pedia e faziamos com muito amor...
abri minha cesta do natal dentro do quarto... porque todos os anos abriamos juntos.. mas.. fiz questão de abrir... com ele coloquei uma cadeira mostrei cada item que contia...tirei varias fotos.... desses momentos.... de casa recuperação.. bom... isso... foi uma das coisas... que podemos fazer....da primeira vez que ele ficou na UTI ... sabe o que eu dizia.. pai os médicos me disseram que o senhor ta melhorando muito,,, que logo vai pra casa... foi uma semana assim.... então... quando forem visita-los diga isso... sempre positivo.. com meu pai funcionou ele saiu voltou pra casa...e foi tres meses de despedida... mas depois de um outro forte.... e Deus o chamou,... mas é como eu digo... não deixe de fazer nada.... faça tudo o que puderem faça até o que não puder... pois um dia... vai relembrar... como amor... de todos esses momentos especiais que viveram juntos... bjsss a todos....

quarta-feira, 10 de março de 2010

Melhor que antes!

Sou mulher, tenho 34 anos de idade e vou contar minha história.
Em 15/07/2009, ao meio dia, após uma manhã normal de trabalho, tudo começou a rodar de repente. Meus amigos de trabalho me socorreram e me levaram ao hospital. Tudo rodando, visão dobrada, vômitos e uma dor de cabeça infernal do lado direito, das 12 às 22 horas no pronto socorro.
Parecia que meu olho, dentes, nuca e ombro iam explodir. Eu me dobrava de dor e vomitava, não tinha posição para ficar. Me deram soro e Dramin, foi como água. Fui internada na enfermaria às 22 horas, me puseram fralda porque não conseguia ir ao banheiro sozinha.
Nos dias seguintes vi que meu lado direito do corpo estava todo bobo, quebrava copos plásticos com a mão direita, estrábica do olho direito
e a pálpebra caída, a visão atrapalhada, coisas e pessoas dançando sozinhas. Após tomografia fui internada na neuroclínica.
Ao todo foram 35 dias de internação hospitalar. Através de ressonância magnética os médicos descobriram que sofri um AVC isquêmico no cerebelo, e através de angiografia descobriram que o mesmo foi causado por ruptura (dissecção) da artéria vertebral direita, atrofiada de nascença, o que explica a ocorrência do AVC na minha idade, já que não sou obesa, não tenho pressão alta, não tenho vícios e faço atividades físicas regulares.
Graças a Deus não fiquei com seqüelas aparentes, meu lado direito foi se recuperando durante a internação, fiquei com uma “cicatriz”: quando
estou muito doente, muito tensa ou muito cansada, os sintomas aparecem. Ontem mesmo (09/03/2010) eu estava muito cansada e a parede
da cozinha começou a andar sozinha, não entrei em pânico, me deitei, descansei e passou.
Tomo Marevan, me mantenho em anti-coagulação para a recuperação da artéria. Dia 18/04/2010 farei nova ressonância.
Hoje considero o que aconteceu como um divisor de águas: repensei minha vida, minha Fé. Durante minha internação tive muita proteção espiritual, minha família me apoiou, meus amigos verdadeiros ficaram ao meu lado, fiz novos amigos e lá no hospital conheci meu namorado, com quem estou há sete meses. Mudei muitas atitudes para melhor. Valorizo minha vida a cada dia que passa, e hoje sou infinitamente mais lúcida, feliz e grata do que era antes.
AMIGOS EM RECUPERAÇÃO, NUNCA PERCAM A ESPERANÇA EM DIAS MELHORES, E LUTEM SEMPRE. FIQUEM COM DEUS.
Um grande beijo, Myrna

terça-feira, 9 de março de 2010

AVCH aos 23 anos



Bom galera sofri um Avc hemorrágico ano passado dia 24 de agosto.
Um dia normal acordei tomei café da manhã (estava na casa da minha noiva) tínhamos combinados um dia antes de ir correr no parque fomos até metade do caminho mas olhei para minha noiva e falei: "Vamos voltar o parque deve estar fechado" ainda não tinha sentido nada.
Voltamos e começamos assitir Tv uns 10 minutos depois senti uma forte dor na nuca uma mistura de dor e ardencia... do mesmo jeito que veio a dor foi embora rapidamente.
Uns 5 minutos depois não conseguia mexermeu lado direito e cai no sofá mesmo, falei para minha noiva que não estava conseguindo me mexer ela acho que eu estava brincando(sou meio palhaço) ela me puxou e eu cai de novo ela repetiu isso uma 3 vezes até eu cair de cara não chão e ela percebeur que era sério.
Fiquei em panico por me sentir tão frágil naquele momento alguns vizinhos ajudaram a me colocar no carro e me levaram rapidamente ao hospital.
Chegando ao hospital percebi que era mais serio ainda médicos e enfermeiros correndo não sei quanto tempo passou mas minha mãe logo chegou ao hospital, logo fui transferido para santa casa de santo andré para fazer tomografia onde constataram avc hemorrágico bem extenso era muito o sangramento....
Fui internado imediatamente foi ai que minha vida começou a se transformar.... um dos médicos simplesmente olhou meus exames e disse:" Nessa idade era pra vc ter morrido" fikei puto da vida como eh que um medico fala isso? e depois falou "olha vou explicar seu caso de uma forma simples.. vc tem uma bomba relógio na cabeça pode explodir a qualquer momento!"
Fiquei uma semana tomando banho na cama sempre chorava com isso mas o pessoal da enfermagem conversavam comigo falando que ja estavam acostumados.
Nisso ainda não mexia a perna direita e o braço, não sei pq sempre pedia para quem estivesse do meu lado para estimular meu lado direito( perna e braço)
Na segunda semana pedi uma cadeira de rodas para tomar banho com um ajudinha me sentei e me levaram ao banheiro, que gostosa a sensação do chuveiro meu banho durou quase 1 hora rsrsrs.
Alguns dias depois comecei a andar pelos corredores do hospital escorado pelas paredes.
Fui transferido da Santa CAsa de Santo André para o "FAMOSO HOSPITAL HELIÓPOLIS" onde iria fazer a cirurgia.
Cheguei em uma noite na manhã seguinte veio um medico falando para eu ficar em jejum que seria operado em 8 horas!
fikei muito feliz ja ia acabar akele pesadelo....
Hahahaa até parece que ia ser tão facil, lá vem o medico ah vamos esperar até amanhã !! ok doutor sem problemas.
Resumindo fiquei uns 15 dias no heliópolis todo dia com a promessa de ser operado com isso minha pressão subia e era pior ainda.
Tomava uma medicação para não ter convulsão até o dia que
ESQUECERAM e tive uma convulsão.
Resolvi depois disso por conta própria sair do hospital assumindo todos os riscos estou até hoje aguardando a cirurgia a Unica sequela meu pé direito ainda não mexe direito ando mancando um pouco mas estou fazendo fisioterapia e ja estou melhorando.
É isso tenho muita fé e agradeço por cada dia de vida sei que não era minha hora e que pessoas devem acreditar nelas mesmas!

Luiz Reis

sábado, 6 de março de 2010

Cãoterapia


O
lá, meu nome é Simone lezdkalns e estou aqui para contar-lhes um pouquinho da minha história!
Essa história começa na manhã do dia 03/05/2008, dia em que ao voltar do café, sofri um AVC Hemorrágico. Fui levada ao hospital da USP e tendo em vista a gravidade do AVC , fui transferida ao Hospital das Clínicas onde fiquei internada por longos 8 dias.
O AVC atingiu a minha parte motora e de fala. Eu não andava sozinha (devido a Hemiplegia), e falava com dificuldade.
Ainda me lembro como foi difícil o primeiro banho no hospital...
Passada a internação, começou a verdadeira luta para a minha recuperação.
Foram intermináveis meses de fisioterapia , perícias no INSS e uma ida ao Hospital Sarah Kubistchek em Belo Horizonte, onde foi constatado que eu nunca mais voltaria a andar e falar direito. Eu lutava para ficar boa, e os médicos não me davam nenhuma esperança.
Com o AVC vieram também a depressão, a baixa estima e a incerteza de que ficaria boa. Neste tempo engordei 15 kilos.
Navegando pela internet, conheci uma moça preocupada com a causa animal, onde se deu o início uma amizade e de um trabalho de dedicação que acabou com um resultado fantástico.
Acolhi uma ninhada abandonada e começei a cuidar dela, acordando de 3 em 3 horas para dar mamadeira, foi quando me interessei pela causa animal e comecei a virar o jogo e me recuperar das sequelas do AVC.
O amor e a dedicação pelos animais foram mudando o foco e me tiraram do olho do furacão que estava minha vida.
Aos poucos os movimentos foram voltando e minha fala já não era mais enrolada. Este milagre chamado cãoterapia, foi o responsável por minha recuperação. E hj me entrego de corpo, alma e coração aos animais abandonados, sou muito grata aos animais e ao que eles fizeram na minha vida!
Por isso estou compartilhando minha história com todos já que o AVC é uma doença que atinge jovens, crianças, adultos e idosos.
E a lição que procuro passar, é que você nunca deve desistir. Com força de vontade e amor, vc consegue a recuperação!
Amar os animais e dedicar-se a eles é muito gratificante.
Espero que todos que estiverem me escutando agora, olhem pelo menos uma vez com os olhos do coração para os animais abandonados e os ajudem.
Obrigado e boa noite.
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