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terça-feira, 28 de junho de 2016

Anticoncepcional e negligência médica


Hoje eu resolvi contar o meu caso.
Tudo começou em janeiro de 2011 (eu tinha 36 anos). Tudo começou com uma dor de cabeça muito forte. Eu estava de férias da faculdade e do trabalho, então estava descansada, dormindo bem.
Achei estranho, pois nunca tive nenhum problema de saúde, e nunca tive enxaqueca.
Fui até o Centro Clínico da Intermédica de Caieiras. Passei por consulta e fui diagnosticada com enxaqueca. Fui medicada e retornei pra casa, ainda com dores.


Passaram 2 dias e retornei ao mesmo centro médico (18/01/11), pois a dor continuava. Fui medicada e retornei pra casa. Mais uma vez fui diagnosticada com enxaqueca, porém, a médica Adriana Lima Sanches - CRM: 125 me pediu para procurar um hospital maior que tivesse tomografia ou ressonância, e foi o que eu fiz.
A dor era constante e comecei a ter vômito.
Eu e meu esposo fomos até o Hospital Santa Cecília (no dia 19/01/2011), e fui atendida pela Dra. Luiza Hama - CRM: 143911. Ela me examinou e disse que era enxaqueca. Meu marido mostrou o encaminhamento médico do dia anterior e nele constava: Dor Atípica a enxaqueca, e constava toda a medicação que eu já havia tomado.

A médica se negou a fazer uma tomografia ou me encaminhar para o neurologista, que sempre tem plantão nesse hospital.

Dois dias depois (21-01-2011) liguei para o meu marido falando que eu não estava bem e quando ele chegou em casa eu estava toda descabelada sem saber dizer o que tinha acontecido. Eu estava sangrando no supercílio e no pé. Ele me levou novamente ao Centro Clínico da Intermédica em Caieiras.


 Ao chegarmos lá fomos atendidos pelo Doutor Elinaldo de Carvalho – CRM: 79778. Meu esposo explicou o caso das dores de cabeça, da carta ignorada pela Doutora Luiza e de como havia me encontrado, e então ele fez outra carta de encaminhamento, e ao tocar na minha cabeça me queixei de dores fortes.
Na madrugada do dia 22/01/2011, por volta das 05h30m da manhã, tive uma convulsão muito forte e cheguei até a sangrar pela boca e em seguida fui levada para o Hospital e fiquei internada por 24 dias, sendo 12 dias na UTI em coma. O médico do trabalho nos disse depois que eu estava com um edema cerebral, em decorrência de uma trombose cerebral, no dia em que fui ao Hospital Santa Cecília, e se a médica tivesse solicitado uma tomografia, já teria me internado e evitaria o AVC Hemorrágico.


Fui diagnosticada com trombose venosa cerebral, e em seguida um AVC Hemorrágico.
Fiquei com sequelas. Sai do hospital acamada, usando fralda, sem mexer nada do lado esquerdo, com o rosto torto, com problema na fala. Depois fiquei na cadeira de rodas.
Hoje tenho epilepsia, pressão alta, obesidade, depressão, ando com bengala, não mexo o braço esquerdo.


Eu fazia minha segunda faculdade, trabalhava, fazia hidroginástica, não fumava, não bebia, era vegetariana, fazia exames clínicos anuais. Hoje tenho um processo contra a médica no Cremesp de SP e outro processo civil.
A médica era residente e era formada há 01 ano, na Unicid.


Foi feita a investigação do “possível” porque da trombose/AVC e o meu neurologista (Dr. Marcelo Calderaro – neurologista do Programa Bem Estar da Rede Globo, do Einstein e das Clínicas) disse que foi devido ao uso do anticoncepcional (Yasmim) e histórico familiar por parte de pai. Usei o anticoncepcional durante uns 6 anos consecutivos, com prescrição médica da minha ginecologista, e nunca me foi pedido nenhum exame para saber se poderia ter algum problema futuro.
Faço uso de Captopril (pressão), Sertralina (depressão), AAS (anticoagulante), Omeoprazol (estômago), Fenitoína (epilepsia), Amitripilina (relaxante muscular), Dipirona (dor).


Hoje só espero que haja justiça e que eu volte a andar e movimentar o braço sem sequelas.
Dia 22/01/2015 fez 04 anos que a minha vida mudou completamente, onde muitos sonhos ficaram pra trás.

Faço parte de um grupo chamado Vítimas de anticoncepcionais e outro da Associação de Erros Médicos, e diante do meu relato foi contatada por um repórter da TV Brasil, onde a pauta é sobre erros médicos, e então ontem dei uma entrevista em minha casa para a TV Brasil, onde irá ao ar na próxima semana (só estou aguardando a confirmação do dia e horário).

E segunda-feira, 13/04/2015, as 15h, tenho uma segunda audiência no Cremesp com a médica envolvida.
Só quem passa por um Avc sabe como mexe com nossa vida, nossa família. Eu quero lutar até o fim por justiça, mesmo que nada traga de volta tudo o que perdi.


Alessandra Fernandes
((Depoimento recebido em 2015, atualizaremos caso tenhamos novidades)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mais uma vitoriosa

Eu sou a filha, bom minha mãe tem 47 anos e ela teve o AVC H. Bom estava tudo normal e em uma manhã eu acordei para ir trabalhar como de rotina, e me deparei com minha mãe deitada no sofá gemendo, ao meu ver era enxaqueca porque ela tbm fazia isso, mas quando percebi que ela começou a babar e a vomita amarelo, percebi que estava grave e ela estava ciente, liguei para o samu aonde por duas vezes eles me recusaram o samu (foi humilhante ),  pois minha mãe  e obesa e ela não estava se mexendo era impossível levar de carro enfim, chegamos no hospital e ela foi para emergência e eu fiquei no lado de fora, aonde depois de horas os médicos falou que era avc hemorrágico e que o sangramento foi no meio do cérebro e não teria como fazer cirurgia.

Fiquei desesperada pois eles mandaram me prepara e que era gravíssimo. Fiquei sem chão apenas chorava. Ela ficou um mês e 7 dias na uti e ficou 23 dias em coma induzido, depois ela acordo e teve sangramento nasal e na boca e sedaram ela novo e o problema é a pressão dela sempre ficava de 15 pra 20, mas graças a Deus eu como confio no meu deus misericordioso ela recebeu alta da uti e hoje se encontra no quarto estou com ela e posso dizer com força e fé daqui pra frente só alegria em dois dias que está no quarto já tirou as duas sondas e já está comendo papinha pois ela fez a track no pescoço e ontem taparam e hoje ela esta falando, bom ela não perdeu a ciência a única coisa foi o braço direito que paralisou, e com tratamento em nome de Jesus vai voltar.

Sou a filha caçula dela e tenho 20 anos então eu passei junta com ela por isso, se você estiver no msm caso não desanima e difícil é mais não é impossível para Deus...
 Joice

Importância de rápido socorro


Sou do sul do Rio Grande do Sul e minha mãe estava arrumando-se para um baile da Semana Farroupilha no dia 12/09/2015 quando meu pai me ligou que ela havia caído e ele não conseguia levantar ela, fui correndo para casa, quando cheguei encontrei ela no sofá com o lado esquerdo paralisado, a boca torta, olhos fechados, com a fala enrolada, mas lúcida, me reconheceu.
Ligamos para o SAMU imediatamente, em breve chegou levando ela para o hospital de minha cidade, lá medicaram, cederam a pressão que estava em 26X13, após algumas horas dormindo o médico do plantão à acordou, ela falou meio enrolado e ele me disse que iria libera-la, mas bem na hora ela vomitou, então resolveu interná-la no hospital.
Após uma noite sem o médico plantonista aparecer no hospital e não podendo chamar o médico dela pois o plantonista teria que liberar,  ela continuava sonolenta, amanheceu o dia, ela cada vez pior nem falava mais.
Desesperada e com a ajuda das enfermeiras consegui leva-la para fazer uma tomografia do crânio, e ai a certeza, AVC hemorrágico.
Uma enfermeira me alertou e disse não deixa sua mãe aqui. Então pedi socorro para a chefe das enfermeiras e ela conseguiu uma transferência  com o médico do PA, pois o do hospital não havia aparecido até então e não liberava para chamarmos o médico da família.

Fomos para a cidade vizinha Graças a Deus tudo muito rápido, logo que chegou internou, ótimo atendimento, no outro dia já começou a fazer fisioterapia. A estadia no hospital foi de 12 dias tristes, pois ela variava muito, mal movimentava a perna esquerda, o braço esquerdo nada, mas reconhecia as pessoas e estava lúcida, lembrava-se de tudo.
Após a volta para casa os primeiros dias não foram fáceis, toda mole, não conseguia se movimentar, porém sempre teve muita vontade de vencer, se ajudava dia-dia, as fisioterapias se tornaram diárias, nossa rotina mudou tudo era em torno dela.
Mas graças a Deus e a uma ótima fisioterapeuta, vencíamos obstáculos a cada dia, ela melhorou progressivamente muito rápido, o dia que ela deu os primeiros passos, foi um dia histórico em nossas vidas.

Hoje 3 meses depois já está conseguindo dar os primeiros passos sozinha, sem a ajuda de nada nem de ninguém, o braço já se movimenta um pouco, mas ainda está com muitas dificuldades, mas temos a certeza que a cada dia ela irá evoluir mais e mais.

Estou escrevendo aqui pois este blog me ajudou muito para seguir em frente, não sabíamos como seria a recuperação pois muitas vezes os médicos não nos deixam as coisas claras, então li vários depoimentos e sempre acreditei que ela iria melhorar.
E também peço para quem esteja lendo nunca perca a esperança de que tudo irá ficar bem, pois um cardiologista nos disse que ela nunca mais iria caminhar e 3 meses depois ela já está muito bem, muito bem mesmo graças a Deus.

R E M É D I O S

São incontáveis os pedidos de indicação de medicamentos, especialmente para dores. Infelizmente não podemos prescrever nada.


Por favor, conversem a respeito com um médico FISIATRA, que é o profissional adequado para avaliar a prescrição.
Em caso de dor intensa, procurem um especialista em dor. Há muitos hospitais com essa especialidade. 

Voltamos a repetir que cada caso é um caso e geralmente só medicação controlada pode aliviar a dor. E os efeitos colaterais podem ser grandes. 

Só podemos aconselhar a intensificar a fisioterapia, os movimentos, massagens localizadas e compressas térmicas. Essas compressas podem de bolsas de água gelada ou quente (cuidado!). Tanto uma como outra podem ajudar. 

Existem também adesivos térmicos descartáveis nas farmácias.  Em dores localizadas, com ajuda de movimentos, podem aliviar significativamente. É importante mudar a postura sempre, se a pessoa não tiver movimentos em um membro ou lado.


Equipe dos Sobreviventes.

AVCI de tronco aos 59 anos

Meu nome é Jefferson tenho 33 anos. Decidi descrever o caso do meu pai porque acho pouquíssimas informações na literatura sobre AVCi de tronco cerebral e o processo de recuperação dos pacientes acometidos por lesões que afetam esta parte do cérebro. Os comentários das pessoas que possuem familiares com este tipo de AVC acabam sendo a principal fonte de informação disponível na internet.
Meu pai tem 59 anos de idade, era diabético, tinha pressão alta, mas tinha alimentação controlada, tomava medicação regularmente, fazia exercícios, não bebia e não fumava. Levava uma vida fisicamente saudável, embora fosse um pouco ansioso e estressado. No dia 29/01/2016 foi encontrado pela minha irmã no seu escritório que fica em casa. Ele estava inconsciente, com os olhos abertos, sem responder a estímulos e salivando bastante. O Samu foi acionado, no momento o socorrista já suspeitou de um AVC e falou que ele estava no último grau de asfixia. Foi levado ao hospital onde foi feito uma tomografia que descartou a possibilidade de um AVC hemorrágico. Na UTI, foi entubado, traqueostomizado, deixado sedado por dois dias, onde foi confirmado o AVC isquêmico de tronco depois de realizadas algumas tomografias e angio-tomografia. Um trombo havia interrompido o fluxo sanguíneo da artéria basilar e foi observada uma grande área de infarto na região superior esquerda (3 x 1,5 cm) no tronco cerebral. 
No quarto dia de UTI, retiraram os sedativos e ele começou a acordar mas ficava somente com os olhos abertos, sem interagir. A lesão deixou ele sem capacidade de deglutição e ele quando ele foi encontrado, a salivação era reflexo da broncoaspiração, por conta disso desenvolveu uma pneumonia. 
Permaneceu na UTI por 12 dias e foi transferido para apartamento onde permaneceu por mais 28 dias. A lesão não comprometeu sua capacidade respiratória e cinco dias depois de transferido para o apartamento deixou de receber oxigênio complementar. Começou a fazer tratamento fisioterápico e fonoaudiologia ainda no hospital. Atualmente encontra-se em casa aos cuidados, principalmente de minha mãe, e da equipe multidisciplinar do homecare.
Ao chegar no apartamento, ainda no hospital, meu pai não apresentava qualquer movimento de membros ou qualquer resposta à estímulo. Apresentava estrabismo, ou seja, cada olho apontava para direção diferente, sem qualquer sincronia. Estava completamente inconsciente. À medida que os dias foram passando, com conversas com a equipe médica, e com leitura de textos, artigos científicos que reportam estudos de caso, assistindo ao filme “O escafandro e a borboleta” e outros vídeos presentes no youtube, passei a adotar a estratégia da comunicação com os olhos.
Com o passar do tempo, meu pai passou a responder a alguns estímulos simples orientados, como olhar para cima, olhar para baixo e piscar o olho. Quando eu tento associar alguma destas resposta a palavra sim ou não ele não acompanha. Por exemplo, para cima quer dizer sim, para baixo quer não. Ao ser questionado se está com frio, se está com fome, se reconhece a minha voz, ele não faz o movimento correspondente com o olho respondendo sim ou não, embora é capaz de olhar para cima ou para baixo quando eu peço para ele olhar.
Pelo que andei lendo, a parte do tronco afetada no meu pai envolve uma região denominada de "sistema de ativação reticular". Esta região é responsável pela consciência lógica da pessoa, ou seja, meu pai recebe os estímulos, mas não é capaz de processar a informação.
Ao chegar no apartamento do hospital, meu pai estava completamente paralisado, depois começou a apresentar alguns movimentos incomuns de braços, pernas e pescoço (não eram de descerebração, segundo os fisioterapeutas e médicos) que foram se intensificando ao longo do tempo e que hoje apresentam-se de maneira cada vez menos constante. Diariamente, ocluímos o traqueóstomo e ele passa em média 10 horas por dia com ele obstruindo e respirando pelo nariz. 
Ainda está se alimentando por sonda enteronasal embora a médica tenha autorizado a gastrostomia (GTT) algumas semanas depois que ele chegou em casa.
Ele não fez a GTT quando ainda estava no hospital porque estava correndo risco de pegar uma nova pneumonia uma vez que seu sistema imunológico estava bastante fraco. Vamos leva-lo para o hospital em breve para ele fazer o procedimento. Estamos aguardando apenas a recuperação de uma escara que ele “ganhou” nos poucos dias que esteve na UTI. O início do tratamento em casa foi difícil. Por conta do AVC no tronco a fisiologia do organismo se altera bastante. Esta região controla muitas funções e como meu pai é diabético a insulina dele estava completamente descompensada.
Mas atualmente todos os parâmetros (glicemia, temperatura, respiração e frequência cardíaca) estão cada vez mais controlados, uma vez que está recebendo todos os medicamentos e uma alimentação mais adequada. Hoje, dia 14 de maio, um pouco mais de 3 meses do AVC meu pai permanece recebendo estímulos, mas sem conseguir interagir de forma lógica. Quando alguém entra no quarto acompanha o movimento da pessoa com os olhos. Pelas leituras que andei fazendo, todas as perdas (movimento, fala, deglutição, atenção) é reflexo da lesão que ele teve, ou seja ocorreu a interrupção da comunicação cerebral.
A fisioterapia, a fonoaudiologia, a interação (musica, tv, diálogos) com ele irá estimular o cérebro a buscar novas conexões. É como se uma grande avenida estivesse bloqueada por conta de um grande buraco na pista e os motoristas buscassem as ruas vizinhas para chegar do outro lado.
Assim funciona o cérebro, quando ocorre a lesão o caminho da mensagem pode ser alterado, passando pelos neurônios vizinhos. Mas tudo tem limite, às vezes o buraco na pista é tão grande que pega a rua principal e as ruas vizinhas.
Cada caso é um caso, o importante é estimular o paciente diariamente e é o que estamos fazendo. Não sabemos se meu pai voltará a se comunicar de maneira lógica com a gente, quais serão os ganhos que ele terá, mas desejamos que a sua recuperação traga a ela a melhor qualidade de vida o possível. Um dia de cada vez. É muito importante que neste momento a família não cultive sentimentos de desespero e revolta. Encarar o problema de frente e trabalhar para a recuperação do paciente é a melhor solução. 
Em casa somos espíritas e temos o “nosso entendimento” para o processo de provação que estamos passando. Entretanto, independente de religião, temos ter em mente que tudo que acontece em nossas vidas tem o consentimento de Deus e que embora todo este processo seja bastante doloroso ele tem um propósito maior. Percebemos que chegou o momento de exercitar verdadeiramente a nossa fé.
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