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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

PARTICIPE!!!

  • Este espaço está reservado para você. Mande sua história por e-mail, para sobrevivi.avc@gmail.com.

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Solicitamos a todos que nos enviam depoimentos que se identifiquem e nos passem seus e-mails para que possamos retornar, sem ser apenas na área de comentários. Prometemos sigilo. Só publicamos o endereço eletrônico quando devidamente autorizados 

AVC isquêmico, 41 anos.

Sofri um AVC isquêmico em 27/01/2013.Com 41 anos.Estava passando final de semana em um sítio,  sábado 26/01havia dançado, me divertido muito, todos  em um churrasco que fizemos. Estava tudo bem durante todo  o sábado.Quando terminamos o churrasco e a dança fui para o quarto me deitar e não sentia nada. Pela manhã me levantei como de costume ,sentindo apenas uma dor como uma pressão no pescoço.Achei que era torcicolo pois todos no sítio acordaram com dor no pescoço.

Pensei:só estranhei o colchão.Estava ,além do pescoço que nem doia tanto apenas com o corpo ruim, tipo de um mal estar de gripe,corpo querndo cama,mais nada.Me deitei e lá fiquei me sentindo desanimada e cansada só..Fui levar um analgésico para meu filho que tb acordou com o pecoço doendo.Fui até o quarto dele e quando falei com ele  ,muita dificuldade para falar e as palavras saíram todas enrroladas, parecia que minha língua tinha dado um nó.Sensação cda língua pesada.Meu filho pegou o remédioe perguntou se eu estava brincando falando assim.Nesse momento minha boca já estava torta do lado esquerdo.Ele chamou meu marido que me perguntava se eu estava bem.Eu dizia que sim, não sentia nada.Ele disse que iria chamar a emergência e eu falava que não era pra tanto.Que não precisava.Meu marido me convidou para sentar.


Desse momento em diante já não tinha os movimentos do braço e  perna esquerda.Ele fizeram testes me pedindo pra levantar o braço ,o direito eu conseguia o esquerdo não.Me marido então já tinha ligado p emergência, mas como estávamos fora da cidade eles pediram para me levarem até certo ponto da estrada que eles me encontrariam. Acabamos indo direto parao pronto socorro. Achamos mais rápido até.


Precisei de ajuda para caminhar até o carro.Duas pessoas quase que me carregando até o carro.Minha perna não se firmava mais.EU sentia apenas sono.Muito sono.Chegando no PS já com suspeita do AVC.Não me deram anti-coagulante pois disseram que teriam que saber se isquêmico ou hemorrágico primeiro.Disseram que o risco poderia ser maior que o benefício.Enquanto isso procuravam um hospital na capital, pois moro no interior que tivesse UTI pois moro no interior e providenciaram uma UTI móvel para me levar .Minha cidade não tem UTI e nem muitos recursos e fica a 60Km da  capital que é Belo Horizonte. Moro em Minas Gerais.


Já na UTI m´vel com acompanhamento de 1 médico , enfermeira oxigênio segui para a capital. No hospital: tomografia. ressonância e ultrasom da carótida:AVC isquêmico por oclusão total da carótida interna direita.Muitos testes.olha pra lá aperta minha mão...  fui para a UTI .Fiquei apenas 1 dia , talvez o resto do dia só.Não perdi a consciência em momento algum.Sou hipertensa controlada, mas a pressão estava boa todo o tempo, momento algum tive pressão alta.Fiquei internada alguns dias.Comecei fisioterapia e fonoaudiologia já no hospital.Não andava nada, o lado esquerdo  parou e tinha dificuldades pra falar.Fui pra casa,usando fraldas, em uma cadeira de rodas e com muita esperança e fé no coração.Eu não tinha real noção do meu estado.Eu achava que iria dormir e acordaria normal. Grande ilusão e susto qdo despertei no dia seguinte.


Uma coisa que acho incrível ´é que durante todo o quadro do AVC eu sentia uma felicidade absurda .Um bem estar espiritual que nunca havia experimentado.Chegando em casa trabalhos intenso 2 fisioterapeutas revesando três vezes na semana.Meu filho  me ajudando incansavelmente co m a fono, acompanhamento psiquiátrico, cardiológico, nutricionale uma grande luta por vim.Dois meses depois meu rosto estava normal, minha fala tb e eu já andava sem auxílio de  bengala dentro de casa.Muita fé no coração,  pensamento positivo  e muito esforço e fisioterapia.Jhj, quase 01 ano depois ainda não movimento o braço esquerdo mas ando na rua com ajuda de bengala ou pessoas e em casa sem ajuda para todo lado.Minha casa tem 23 degraus, moro no 2o andar. Hj desço e subo com facilidade com a ajuda de um corrimão. Cheguei a pensar até em mudar de casa.Com D eus podemos tudo e, pensando assim obtive força para persistir e não desanimar.Hj sei que vou ter uma vida normal, só não sei como, nem quando.Estou afastada do trabalho mas pretendo voltar,se Deus quiser.


Deixo grande abraço a tds lutam e digo :lutem tenham fé, iremos vencer, falta pouco.

Mírian Braga. - MG

sábado, 7 de dezembro de 2013

Após cirurgia, ainda sonolenta


Olá amigos do blog, boa tarde. Venho através deste e-mail contar um pouco da história da minha mãe Antonia. ela tem 47 anos, tinha uma vida agitada em casa, não estava trabalhando fora, ficava em casa cuidando das coisas. Sempre teve hipertensão desde jovem, mas NUNCA usou medicação! Raramente se queixava de dores de cabeça, quando sentia dor tomava chás e mastigava noz moscada, que segundo ela é bom para abaixar a pressão.A comida aqui em casa é sem sal, colocamos só um pouquinho na comida, ela não bebe, não fuma, não come gorduras, não tem diabetes, nem colesterol alto, tem uma alimentação saudável com frutas e verduras.

No dia 29 de outubro de 2013, quando estava voltando para casa, recebi uma ligação da minha mãe por volta das 13:00 me dizendo ficou cega do olho direito, fiquei desesperada pois estava no ônibus e tinha que tinha acabado de pegar, pedi para que ela fosse até o ponto de ônibus perto de casa e que iria encontra ela para irmos a clínica oftalmológica. Então quando encontrei ela perguntei se ela estava sentindo alguma coisa, e ela dizendo que não, que só estava incomodada com o olho, que só estava enxergando nuvens escuras. fomos até a clínica e já era pela tarde e a atendente disse que não tem oftalmologista pela tarde e marcamos a consulta para outro dia. como eu trabalho em um hospital resolvi ligar para a minha chefe e perguntar se tinha oftalmologista pela tarde, ela disse que não sabia mas que poderia levar ela lá. 

Chegamos lá na emergência e não tinha oftalmologista, e a minha chefe nos orientou que fizéssemos uma tomografia, antes disso ela mediu a pressão e estava normal. Então ela fez a tomografia no mesmo dia e a médica NEUROLOGISTA, disse que não tinha NADA DE ANORMAL NO CÉREBRO DELA. Ficamos um pouco aliviadas e ela faliu que PODERIA SER um problema oftalmológico, passou um anti-inflamatória chamado profenide e marcou uma consulta com um oftalmologista no dia seguinte pela tarde.

Fomos para casa, e eu só perguntando a ela se ela estava sentindo alguma coisa e ela sempre respondendo que NÃO! Comprei o remédio e ela tomou e disse que estava sentindo um pouco melhor e antes de dormir eu falei com ela, se sentir alguma coisa me chame e chame meu pai também. Eu dormi e meu pai não dormiu direito e disse que ela passou quase a noite toda se levantando agoniada com o olho. No outro dia, 30/10 eu não fui trabalhar e não esperei dar 14:00, hora que estava marcada a consulta no oftalmologista do hospital em que trabalho (hospital público) e como já tinha marcado uma consulta em uma clínica particular, levei ela para a clínica, antes de sair de casa pela manhã, ela desmaiou na porta do banheiro e eu estava perto dela, fiquei em pânico tremendo, só estava eu e ela em casa, ela vomitou (babou na verdade) e chamei ela e logo ela se recuperou.

Chamei o Samu e eles disseram que nesses casos de vômito não vai em casa buscar. ela já tinha melhorado e fomos de ônibus para a clínica. Chegando lá na consulta ela desmaiou de novo e dessa vez foi sério e começou a babar, enrolar a língua, ter falta de ar, o lado esquerdo paralisou e a médica da clínica chamou o samu que demorou um poco pra chegar, foram minutos de desespero, vendo a minha mãe naquela situação, eu nunca tinha visto a minha mãe passar mal. 

O médico do samu chegou e logo diagnosticou um AVC hemorrágico e levaram ela para emergência do hospital (não aquele que eu trabalho) aqui em Salvador. Ainda bem que Deus me deu a sabedoria de levar a tomografia que ela fez no hospital que eu trabalho e assim que chegou na reanimação o médico olhou a tomografia e logo viu que tinha um pequeno sangramento. 

Agora eu paro e pergunto: COMO UMA MÉDICA NEUROLOGISTA, OLHA UMA TOMOGRAFIA E DIZ QUE NÃO TEM NADA NO CÉREBRO, E COMO O MÉDICO DA EMERGÊNCIA LOGO VIU QUE ELA ESTAVA TENDO UM AVC PELA TOMOGRAFIA? QUE MÉDICA É ESSA??? 

O médico disse que iria fazer uma cirurgia urgente, estava eu me pai, o médico explicou dos riscos e tal e meu pai assinou a autorização da cirurgia. No mesmo dia, 30/10 ela operou a cabeça, foram quase 6 horas de cirurgia e eu rezando para que ela sobrevivesse pois ela nunca tinha passado por uma cirurgia de grande porte como essa, abrir o crânio!

Graças a Deus deu tudo certo na cirurgia e sai do hospital quase 9 da noite, horário do fim da cirurgia. Ela passou 23 dias sedada, teve pneumonia, teve dificuldade em controlar a pressão, ficou entubada, fez traqueostomia...mas teve uma boa melhora nesses 36 dias de UTI. 

O quadro clínico dela está bom, respira sozinha, a pressão está normal, tá tudo normal com ela. O que me preocupa é que ela ainda não acordou 14 dias depois que tiraram os sedativos, nesses 14 dias ela deu alguns sinais, abriu os olhos, piscou, mas não fala e nem interage com o ambiente, mexe os braços, chora quando falamos algo, significa que ela está ouvindo, mas não despertou totalmente, tem dias que ela está com os olhos bem abertos, mas parece que não vê, e fica agitada, quando pensamos que no outro dia ela vai acordar, ela dorme de novo.

O médico disse que ela está sonolenta, em coma vigil e que temos que ter paciência porque o que ela teve foi grave e poucos sobrevivem. Foi um sangramento extenso no lado direito do cérebro, as últimas tomografias mostraram que o edema reduziu e o hematoma também. Quero saber de alguém que teve um caso assim se demorou para acordar depois que tirou os sedativos e como acordou, quais foram as sequelas, quero tirar muitas dúvidas que tenho. Creio em Deus que ela vai acordar bem, e sem sequelas ou com poucas, fico todo dia na expectativa de vê-la acordada, falando conversando, enxergando se mexendo, por favor alguém mne ajude!

Jamile, Salvador-Ba.

domingo, 29 de setembro de 2013

35 anos, 11 após AVCH


Meu nome é David Simon, moro em São Paulo, tenho 35 anos, e há 11 anos  atrás eu tive uma intervenção cirúrgica no Hospital Albert Einstein por causa de um AVC hemorrágico.
 Uma dor de cabeça muito forte, uma desorientação espacial e uma dificuldade na fala foram alguns sintomas que me levaram ao hospital.


 Meu pai é médico e, ao me ver, em casa, percebeu que era algo sério e me levou direto ao hospital.
 Quando cheguei ao hospital, fizeram diversos exames e detectaram a existência de uma má formação congênita. Uma veia capilar, que ao invés de ser reta, era toda enrolada como um novelo e tinha se rompido. Era por lá que vazava o sangue e gerava toda esta dor que eu sentia naquele momento.
Meu cérebro estava muito inchado.  Por isso a dor de cabeça. Para melhorar a dor, precisaria de uma intervenção cirúrgica invasiva e para isso o cérebro tinha que desinchar. Comecei a tomar remédio na veia para desinchar o cérebro e me mantiveram sedado na UTI nesse período.  Quando tentavam diminuir a sedação, eu reclamava muito de dor e logo aumentavam as taxas dos sedativos. Depois de quase 10 dias sedado, esperando o cérebro desinchar, fui para a sala de cirurgia. Foram quase 10 horas de cirurgia até que veio o laudo. A Ma formação congênita foi resolvida.


 Foram muitos e intermináveis dias que eu fiquei internado, entre UTI, semi-intensiva e quarto comum e mais um longo período de recuperação em casa.
 Ao chegar no hospital, ainda no pronto-socorro, tive a minha primeira convulsão da vida. Tive algumas no período em que estive internado e pós hospital tive algumas outras.
 Durante muitos anos tive crises parciais simples. São ondas neurais desorientadas, que causam alguns sintomas. Visão dupla, dificuldade na fala e desorientação espacial, causando uma dificuldade de andar durante as crises parciais. Graças a D's , fazem anos que não tive mais problemas.
Hoje em dia os medicamentos anticonvulsivantes que tomo diariamente estão controlados e não tenho tido mais problemas.


 Uma das reações adversas de um dos anti-convulsivantes que tomo diariamente é a formação de trombos. Por causa disso tenho problemas de circulação de sangue. Ja tive que ser hospitalizado por mais de uma vezes, em função da formação de trombose, para ficar no hospital em observação.
 Por causa da cirurgia na cabeça, perdi parte da visão. O nervo ótico que coordena a parte direita da visão , durante a cirurgia teve de ser rompido e não ha nada a fazer nos dias de hoje. Enxergo com os dois olhos, metade. Enquanto uma pessoa que tem a visão completamente saudável enxerga quase 180graus. Enxergo apenas 90graus. Do centro do campo de visão (olhando para frente), para a esquerda, eu enxergo. O lado direito não enxergo nada.
 Por não enxergar o campo de visão direito, não seria prudente da minha parte voltar a dirigir. Pelas leis de transito, uma pessoa que toma medicamentos anticonvulsivantse como o meu caso, não passa no exame médico para tirar habilitação de motorista.
 Tentei por alguns anos dirigir mas depois de muitas batidas, e um grande susto, resolvi parar de tentar dirigir. (Limitações das sequelas do AVC)
 Esqueci de tomar os anticonvulsivantes, em um período de ajuste dos medicamentos e acabei tendo uma crise convulsiva, dirigindo meu carro, em plena Avenida Sumaré. O resgate dos bombeiros conseguiu quebrar a janela do carro para me socorrerem e levarem ao pronto-socorro mais próximo.


 Hoje em dia, tenho as limitações que o avc me colocou, mas fora isso, tenho uma vida supersaudável.
 Após o AVC, eu me formei na faculdade, casei, tive 2 filhos e construí uma família linda.

 E como diz Zeca Pagodinho.......


"Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu

Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu"

domingo, 15 de setembro de 2013

AVC hemorrágico, socorro rápido e em recuperação


Meu nome é Luciana e minha mãe sofreu um AVC evoluindo para o Hemorrágico. Vou contar aqui como tem sido a vida desde o dia 09/08/2013 e gostaria muito de receber informações, comentários e dicas sobre como conduzir a vida nesse momento tão difícil.
Ela morava com o meu padrasto em Maricá e sempre foi cardiopata o que levou ao AVC. Numa quinta a noite recebi a notícia que ela estava passando mal internada no Hospital Conde Modesto Leal (um hospital sem recursos, que tem pelo menos 3 óbitos por dia e os profissionais são sobrecarregados de trabalho). 

Saí do Rio e corri para lá, quando me deparo com minha mãe sem falar e com o lado direito paralisado aguardando para fazer a tomografia e confirmar o AVC, o que foi feito em seguida. 

Consegui a transferência dela na manhã do dia seguinte e ela deu entrada no hospital Procordis de Niterói. Daí pra frente foram 16 dias de CTI onde o quadro evoluiu para Hemorrágico e uma arritmia sem fim.

Os médicos pararam de dar o anticoagulante porque precisavam controlar a arritmia. Foram remédios, cardioversões até que finalmente foi controlado.Nesse meio tempo ela conseguiu falar com grande dificuldade mas o lado direito dela está completamente paralisado.Controlada a arritmia era hora de voltar a dar o anticoagulante só que nesse tempo que não foi dado apareceu novo trombo no coração.Era um momento difícil, talvez o mais difícil porque nós familiares já tínhamos noção do que estava acontecendo...entregamos nas mãos de Deus e dos excelentes médicos do hospital.

Tudo deu certo e no dia seguinte ela foi transferida para o quarto, tendo alta 4 dias depois. No momento ela continua com hemiplegia do lado direito, quase sem força na musculatura, a sensibilidade e o equilíbrio estão preservados, uma leve paresia na face direita e a dificuldade tanto na fala quanto na articulação.

É tudo muito novo, são muitas perguntas sem respostas, são sentimentos confusos de revolta e agradecimento, são várias adaptações na rotina de todos e principalmente na minha já que ela está na minha casa.Mas estou muito confiante na sua recuperação.
Vai fazer uma semana que ela está em casa, seu humor não é mais o mesmo, pouco fala e muitas coisas foram esquecidas e são trocadas quando articuladas, a parte motora não vi nenhuma evolução.

Tem feito fonoaudiologia e fisioterapia 3 vezes na semana e como consegui a home care desses profissionais pelo plano vou aumentar as sessões de fisio para 5 vezes na semana e 4 de fono.Consegui duas cuidadoras e a maior dificuldade está em dar banho. Seu INR ainda não está no nível correto o último exame feito no sábado estava 1,83 sendo que tem que está em 2 e 3 e sua pressão voltou a baixar muito.

A vida teve uma reviravolta muito grande, fatores emocionais, financeiros, profissionais e sociais sofrem uma grande modificação e temos que nos virar para administrar tanta coisa.

Li muitas depoimentos nesse blog e serviu para renovar minhas esperanças. O mais difícil do AVC é a incerteza do tempo e da recuperação, lidar com isso é angustiante. A minha cabeça não para, a ansiedade me consome e fico em constante processo de busca pela rápida recuperação, o que tenho certeza que não vai acontecer.

Meu próximo passo é conseguir uma vaga na ABBR um centro de referência em reabilitação aqui no Rio de Janeiro, acho que vai ser bom pra ela conviver com pessoas que tiveram e tem as mesmas dificuldades que ela, isso acredito eu que eleve a auto estima e a força de vontade já que você não se sente tão sozinho.
Vou continuar postando as evoluções e os dia a dia assim faço um diário e posso tentar ajudar da mesma forma que alguns aqui ajudaram. Um abraço a todos !!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Poucas sequelas após 3 AVCIs



Quando tive o primeiro AVC isquêmico do lado esquetdo do cérebro estava trabalhando, porque eu sou autônomo e fico até tarde , foi no dia 19/06/2008. Era aproximandamete 0:15 minutos do mesmo dia. Estava trabalhano em meu computador e do nada já não entendia nada !! "O que estou fazendo ??" E me bateu um sono... Não lembro se deliguei a cpu ...Fui direto pra cama... Minha esposa já dormia... Caí do lado dela e apaguei!!!

Lembro de ter sonhos confusos sem fundamento. Ao acordar minha esposa já tinha levantado e ao levantar o braço direito, já não tinha movimento. Sentei na cama com muito trabalho...Ao me pôr em pé, senti que cairia, mas fiz uma força e fiquei de pé. O lado direito não existia. Ao chegar perto da minha esposa (ela estava de costa pra mim, assistindo tv), eu não tinha voz pra chamar ela. Quando ela olha pra trás e me vê, nessa hora ela percebeu que algo errado havia acontecido ... Ela começou a questionar " vc está bem ?”  Eu só respondia balançando a cabeça que não estava bem... Ela então foi chamar ajuda e me levaram para o hopistal...

Eles faziam pergunta pra mim ... eu respondia  "baaaaaaa  " ou então "bbuuuuu". Era terrivel o som da minha voz... Resumindo: em 2009 tive outro, estava na praia, e em 2010, outro...
O meu caso não tenho pressão alta ...sem diabetes ... não fumava e nem fumo .. Coração tá ok .. Fiz uma série de exames de primeiro mundo ... angeografia, que exame ruim de fazer "  Nada ... Tomo AS para qualquer eventualidade ...
Sequelas: Ficou um certo distúrbio pra falar... Quem não me conhece diz q nunca tive derrame ...
mas é isso.
Wilson J. Araújo, 42 anos, S.Paulo-SP

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sobrevivi!

Meu nome é Darlene, tenho atualmente 56 anos e tive um avc hemorrágico há 4 anos e 5 meses atras.Lembro bem que havia acordado cedo, junto com minha filha mais nova,fomos à padaria,fiz café,comecei a agir algumas coisas p/ o almoço pois naquele dia iria fazer bacalhau com batata,já estava dessalgando há uns 3 dias,pois tanto eu como meus pais éramos hipertensos e eu cozinhava p/ todos,tanto p/ mim e minhas filhas como p/ meus pais,ah e detalhe na época tomava diovam 160 mg,e já havia tomado o remédio.

Aquele domingo,estava lindo,calorento,o céu azul,bom p/ pegar uma piscina,mas como tinha que além do almoço,terminar uma calça comprida,nem cogitei a possibilidade de ir com as crianças a piscina e comecei a costurar.Lembro que neste dia também tinha planos de ir ver minha sogra após o almoço,pois embora eu já fosse separada,ela era uma pessoa muito boa,tínhamos uma boa relação,minhas filhas foram as primeiras netas dela,e ela estava com câncer no cérebro,inoperável,eram 4 tumores e ela já estava em fase terminal,e eu queria vê-la antes que partisse,só que o telefone tocou e era meu ex marido e o que ele me disse me deixou em choque.

Sou muito calma,sempre fui,tenho pavor de escândalo,de briga,de baixaria,e sempre fui também muito reservada,calada,sofria quieta,e ele me deu um choque que fiquei sem entender o porquê,e lembro que tentava costurar mas minha cabeça estava presa ao que ele havia me dito e eu me perguntando por que? Levantei,sentei,e comecei a sentir minha boca adormecendo,levantei e fui ao telefone, já sentindo também minha perna adormecer. Liguei p/ 2 amigas,pois sabia que tinha alguma coisa errada comigo,e não queria chamar meu pai pois ele estava com muita dificuldade p/ dirigir.Tudo isto minha filha mais nova participando. 

A amiga com quem consegui falar morava muito longe,mas estava vindo,minha filha ouviu a voz do vizinho e perguntou se podia chamar por ele,eu disse que sim,neste momento já não andava mais,estava presa ao sofá,o vizinho veio e minha filha ligou p/ o pai,que veio a mil,estava perto,pois sua mãe tb estava passando mal e haviam trazido p/ um hospital que fica na rua de minha casa,com a chegada dele,juntaram os 2,meu vizinho e o ex e me pegaram,um pelos braços e o outro pelas pernas,me colocaram num carro e me levaram p/ o hospital onde tenho plano,soube depois que o ex chorava e dizia:eu sabia que não deveria ter falado nada p/ ela,mas o mal já estava feito.

Sei que entre passar mal e ser levada ao hospital,deve ter se passado no máximo 1 hora,cheguei lá,lúcida e orientada,pois minha preocupação era minha filha q participava de tudo,só não pode entrar na emergência,e eu ficava perguntando por ela,até q o ex me disse que ela havia ido p/ casa,isto me tranquilizou.Depois disso apaguei e só acordei no outro dia na UTI,e alguém me disse que eu havia tido um avc,não me importei muito,pois minha mãe já havia tido vários,e se recuperara bem de todos,só que os dela eram isquêmicos,e ela sangrava sempre pelo nariz,e eu não tive nada disso,mas achava que estava bem,como sou calada,não falava muito,e as pessoas qdo não me entendiam eu repetia,ou elas fingiam ou entendiam,claro que não me mostraram espelho,senão eu saberia que minha boca estava torta,na hora da visita. Via meu pai muito sério e preocupado,mas isto era normal nele,achava que conversava com as pessoas,mas não muito,porque me cansava e acredito que o pessoal me dava algum calmante,pois estava sempre quieta,minha preocupação eram minhas filhas. Quando meu pai me dizia que estavam bem,p/ mim estava tudo bem também.

Levei 4 dias na UTI,fui p/ o apartamento e dormia bastante. Lembro que fazia fisioterapia,me alimentavam,alguém me levava na cadeira p/ o banho e assim eram meus dias,dormir,receber visitas,comer,tomar banho,o dia mais feliz,foi quando minhas filhas foram me visitar,hoje eu sei que elas quase não entendiam o que eu falava,mas fingiam que entendiam e eu achava que estávamos conversando,me enganaram bonitinho,depois é que me contaram,7 dias depois vim p/ casa,saí do hospital em cadeiras de rodas,e no outro dia minha sogra que tb estava internada em outro hospital faleceu. Comecei a fisioterapia,e adorava,só que era no 8º andar as 18 h,quer dizer,não tinha mais ascensorista,e minha filha mais nova morria de medo do elevador,quem me levava,era meu irmão mais novo que vinha de um distrito do município onde moramos. Cansado de trabalhar o dia todo,e ainda tinha que pegar a Br 101 na volta. Isto tudo me deixava muito preocupada,e embora a fisioterapia fosse ótima,tive que sair de lá,já estava até andando me segurando nas paredes,me movimentando na maca sem ajuda e sem tirar o lençol do lugar,mas pensando no trabalhão que estava dando a tanta gente. Resolvi sair e ir p/ outro lugar,onde a fisioterapeuta era maravilhosa,mas éramos muitos p/ ela cuidar e casos muito diferentes.Lembro que neste período fiquei muito agressiva,ninguém podia falar nada comigo que eu não guardava nada,falava o que viesse na cabeça,magoava as pessoas,principalmente o ex,e nem ligava. Mas graças a Deus grande parte desta agressividade acabou. Hoje,estou mais calma,quase como antes,não fumo,nem bebo,faço nossa comida e vou levando a vida.

Bem,voltando ao período anterior,eu decidi que não iria andar de cadeiras de rodas,ia me apoiar nas paredes,nas pessoas,mas cadeiras de rodas não,e pedi ao meu irmão que a devolvesse,decidi tb que iria almoçar a mesa,no início alguém me dava na boca,mas como sou canhota e o avc afetou o lado direito,comecei a comer sozinha,e por último a tomar banho sozinha tb,este dia foi maravilhoso,saí de minha cama,de meu quarto,entrei no banheiro tirei minha roupa e entrei no box e tomei meu 1º banho sozinha após o avc,foi minha libertação,tudo era muito difícil,nossa,como era difícil,principalmente porque eu estava fazendo tudo escondido,kkkkkkk,mas se eu não tentasse,ficaria dependendo de todo mundo sempre.

Em setembro de 2009,meu pai faleceu,nem o vi no hospital,pq era a época da H1N1e ele estava na UTI,eu sentia que era o final e realmente foi,só o vi no velório.Em 2010 descobri uma cidade aqui perto que tinha ótimo serviços,o de neuro então,era muito bom,e lá fui eu,e descobri que tinha 2 aneurismas,provavelmente seriam 3,mas um deve ter se rompido na época do avc,e ficaram estes 2,um estava sangrando,me fizeram a embolização,ano passado minha mãe faleceu,descobri que além de um mioma atrevido,que estava crescendo com vontade dentro de mim,na biópsia ainda apareceu um Ca in situ,que foi retirado junto com todo meu aparelho reprodutor. Bem, agora somos só nós 3,minhas filhas e eu. Sempre agradeço a Deus por tê-las,pois embora sejam muito jovens e terem passado por tantas perdas e dores são maravilhosas,amigas,companheiras,são meu tudo e agora estou em tratamento ambulatorial aqui em minha cidade,o neurocirurgião da outra cidade,me disse que ainda tenho um pequeno aneurisma,que vai ficar sendo observado pelo neuro daqui,tenho medo deste aneurisma,fico desconfiada porque os médicos não querem fazer a cirurgia p/ retirá-lo,mas penso que é a mão de Deus agindo,minhas filhas ainda precisam de mim.

Sou sobrevivente, Deus me deu outra chance,não faço muita coisa que poderia estar fazendo,tenho medo de andar sozinha na rua,mas um dia vou vencer estes medos,mas vai ser no meu tempo,eu acho.

Darlene - Campo dos Goytacazes - RJ

domingo, 16 de junho de 2013

Depois de oito meses...

Enviei um e-mail em março contando a história de meu pai com um avc isquêmico.

Hoje após quase 8 meses do acontecido, quero dizer que Graças a Deus meu pai está bem, com as fisioterapia que faz em casa ele já está conseguindo mexer a perna e o braço. E já está conseguindo a andar apoiado, colocamos uma barra na garagem pra ajudar ele nos exercicios e ele se apoia ali pra caminhar, só na fala que ainda não está 100% está fazendo fono, ele consegue falar algumas palavras mas não consegue pronuciar as frases, mas sei que tudo é no tempo de Deus..

Graças a Deus depois que fez a cranioplastia, ele não teve mais convulsão, mas continua tomando os remédios, acredito que antes de completar um ano desse incidente ele estra bem..
Obrigado pelo blog de vcs pois me ajudou muito, e ajuda muitas pessoas, atraves dele fiz varios contatos com pessoas que passou por isso.

Josi Gutierrez

O primeiro depoimento de Josi está em:

De Coimbra, Portugal: homocisteína





Tenho 39 anos e no dia 28 de fev desse ano tive um avc isquêmico. Andava com meu braço esquerdo dormente e com dores de cabeça. Fui a uma neurologista que não detectou que eu estava tendo um avc. no dia mencionado, meu marido percebeu q minha boca estava torta e eu perdi as forças na perna esquerda. fui para o hospital. fiquei internada uns 45 dias. 

Hoje, levo uma vida normal, mas ainda não mexo normalmente minha mão esquerda. Ando normalmente, aliás, faço caminhadas diárias.

Também parei de fumar. Faço dieta, parei de fumar. A neurologista disse que a taxa que me fez ter o avc foi a homocisteina. Alguém também teve esse problema?

Eu estou vivendo em Portugal e gostaria que alguém me
indicasse um bom neurologista em Coimbra. posso dizer que estou bem, muito bem. minha pressão está controlada. tenho me cuidado bastante!

daniejose.garcia@gmail.com




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Corinthiana na luta!


Meu nome é Cínthia, hoje tenho 35 anos, em 10 de novembro de 2010, tive um AVC hemorragico, um dia antes da minha internação trabalhei o dia inteiro, me lembro que sentia muito calor, mas era um dia bem quente, dor de cabeça, eu vinha sentindo a pelo menos 2 semanas antes da internação, todos os dias, tomava comprmidos para dor de cabeça todos os dias, e sentia muita dor na nuca, e eu achava que era por causa do bruxismo ( o ranger dos dentes ), percebi quando sai do serviço que eu estava andando torta, mas acreditei que era por causa da bolsa que eu tinha trocado de lado, sempre carregava no lado direito, e estava carregando do lado esquerdo, pra variar um pouco,cheguei em casa e minha filha percebeu que eu estava falando mole, mas tanto ela como eu achamos que minha pressão estava baixa, lembro que tomei um banho gelado e bebi muita agua gelada e fui dormir.

No dia seguinte o despertador tocou cedo para eu ir trabalhar, mas não consegui levantar da cama, e resolvi voltar a dormir, quando minha filha acordou me viu na cama e me chamou.....falando "- Mãe você não vai trabalhar hoje já passou na hora", tentei me levantar dinovo e não consegui, ai pedi pra ela chamar a vizinha pra nos ajudar e me levarem ao hospital, eu mal conseguia andar, pois o meu lado esquerdo já estava com uma certa paralisia.
Quando cheguei no hospital, fui atendida rapidamente, e logo me internaram na UTI, mas sem saber ao certo o que eu tinha, um medico fui minha tomografia e falou que eu tinha um tumor, depois um neurocirurgião foi me visitar e viu que eu tinha tido um avc hemorragico, fiquei internada 25 dias, e fiz muitos exames, quando recebi alta já tinha os movimentos do lado esquerdo melhores, mas ainda precisava de cuidados, e ai começou a busca pela causa porque quando dei entrada no hospital, não estava com a pressão alta nem com o colesterol alto.

Foram meses de idas aos médicos, realizando varios exames, fazendo fisioterapia e conciliei com acupuntura, logo meus movimentos estavam melhores, já andava sem medo e segurava as coisas com a mão esquerda, e escobrimos que eu tenho uma má formação nos vasos sanguineos do cérebro, e  devido a isso tive o quadro de avc hemorrágico.
Hoje com 35 anos, tenho apenas uma dificuldade, pois sempre digitei muito bem e rapido, hoje a mão esquerda é mais lenta e sinto uma certa dificuldade em digitar, faço acompanhamento neurologico no hospital do Mandaqui, e tento seguir orientações médicas, do tipo, tenho que controlar meus sentimentos, pois isso sim pode piorar o meu caso, não posso me irritar, ficar muito brava ou nervosa e nem muito feliz, pois ai a cabeça já começa a doer, dificil viver assim, mas faço o possivel para me policiar nesses sentimentos, sou corinthiana e é dificil..kkkkkkkk

Escrevi, para poder compartilhar a minha historia e deixar aqui um recado, que só consegui vencer pois sempre acreditei em Deus e sempre tive muita vontade de viver, sei que ainda tenho muitas coisas a viver neste mundo, nunca me entreguei, sempre lutei para ter uma vida normal de novo.

sábado, 6 de abril de 2013

35 anos, retomando vida normal

Olá a todos, na Paz do Senhor Jesus.
Nas primeiras semanas de março de 2013 comecei a sentir fortes dores de cabeça, achei que tinha comido algo que não tinha caído bem e me automediquei, tomando analgésicos e remédios para o fígado. 
Dia 04 de março de 2013, fui a uma consulta médica na neuroclínica, porque estava com a mão esquerda dormente, dificuldade de enxergar, ânsia e muita dor de cabeça, quase impossível de suportar.
Dei entrada imediata na UTI com suspeita de trombose no cérebro, mas no dia seguinte os médicos descobriram a causa do AVC, tive uma disecção da carótida, e poderia ter ficado com inúmeras sequelas, e até mesmo morrido. Mas Deus é Fiel e teve misericórdia da minha vida, tive bebê em dezembro e eu queria muito voltar para minha família, Deus me deu essa chance e fez o milagre. Fiquei 30 dias no hospital, desde UTI até a recuperação no quarto. Graças a Deus, não fiquei não com senhuma sequela, mesmo pequena, não tem como dizer diferente, Deus teve misericórdia da minha vida. Estou fazendo tratamento de anticoagulação, e não sei por quanto tempo ainda terei que tomar os medicamentos, mas tenho certeza que meu Deus não faz a obra pela metade, Ele vai me recuperar por completo e não precisarei mais tomar os remédios, eu só tenho que agradecer a Deus, por ter me livrado da morte, das sequelas, e ter me devolvido com vida para meus filhos e meu esposo. Agradeço a Deus a todo tempo, por tudo que Ele fez por mim, pois meu caso foi considerado gravissimo. Fiquem na Paz e orem sempre por mim, estarei também orando por vocês. Deus os abençoe.

AVC isquêmico e cirurgia de emergência


Olá meu nome é Josilene, venho relatar a história de um avc isquêmico que aconteçeu com meu pai aos seus 54 anos.
Ele trabalhava de caminhoneiro, fumava, e no dia que aconteçeu um dia que sempre vai fica na memória, dia 11/10/2012, cheguei em casa do serviço por volta das 18:00 hs e encontrei ele caído no chão da cozinha, quase inconsciente. 

Eu e meu marido pegamos ele e levamos pro upa onde a pressão está super alta, transferiram pro hospital onde numa tomografia constataram avc isquêmico do lado esquerdo, uma lesão muito grave. Foi pra uti, depois de 2 dias na uti, nos exames mostraram que o cérebro estava inchando. Precisaram fazer uma cirugia de emergência.

Foi horrível ver ele saindo da sala de cirurgia e indo pra uti em coma induzido. A médica falou que a cirurgia tinha sido bem sucedida, mas por ser uma lesão grave ela deu o prazo de 72 horas pra ele reagir. Foram as piores horas, nós em casa só sabíamos rezar e torcer pra noticias boas, passaram as 72 horas e foi tirado do coma induzido e no mesmo dia ele já acordou. Reconheçeu todos, só ficou com a fala e o lado direito paralisado, ficou 23 dias na uti e 15 dias no quarto. Fomos embora, onde começou sua recuperação com fonoaudiologa e fisioterapia, mas esses dias deu umas crises convulsivas onde sobe a pressão é muito assustador, vai pro hospital mas logo melhora, dia 16/03/2013 teve que fazer uma cranioplastia.
Mas graças a Deus e nós ele está se recuperando o movimento da perna esta voltando. É uma fase dificil, mas vamos superar com muito amor e muita oração. Pra nós meu pai nasceu de novo, Deus lhe deu uma nova chance.


Quem quiser entrar em contato no face é Josi Gutierrez maringá pr.oujosi.guti@hotmail.com

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Jovem mãe se recupera sem sequelas

Olá a todos, na Paz do Senhor Jesus.
Nas primeiras semanas de março de 2013 comecei a sentir fortes dores de cabeça, achei que tinha comido algo que não tinha caído bem e me automediquei, tomando analgésicos e remédios para o figado. Dia 04 de março de 2013, fui a uma consulta médica na neuroclínica, porque estava com a mão esquerda dormente, dificuldade de enxergar, ânsia e muita dor de cabeça, quase impossível de suportar. 

Dei entrada imediata na UTI com suspeita de trombose no cérebro, mas no dia seguinte os médicos descobriram a causa do AVC, tive uma disecção da carótida, e poderia ter ficado com inúmeras sequelas, e até mesmo morrido. Mas Deus é Fiel e teve misericórdia da minha vida, tive bebê em dezembro e eu queria muito voltar para minha família, Deus me deu essa chance e fez o milagre. Fiquei 30 dias no hospital, desde UTI até a recuperação no quarto. Graças a Deus, não fiquei não com senhuma sequela, mesmo pequena, não tem como dizer diferente, Deus teve misericórdia da minha vida.

Estou fazendo tratamento de anticoagulação, e não sei por quanto tempo ainda terei que tomar os medicamentos, mas tenho certeza que meu Deus não faz a obra pela metade, Ele vai me recuperar por completo e não precisarei mais tomar os remédios, eu só tenho que agradecer a Deus, por ter me livrado da morte, das sequelas, e ter me devolvido com vida para meus filhos e meu esposo. Agradeço a Deus a todo tempo, por tudo que Ele fez por mim, pois meu caso foi considerado gravissimo. Fiquem na Paz e orem sempre por mim, estarei também orando por vocês. Deus os abençoe.

Cleidemara

AVC de tronco




Encontrei minha mãe caída no banheiro no dia 05/10/2006. Estava branca e estranha.Imediatamente chamamos a Samu, quando esta chegou minha mãe encontrava-se sentada, tinha recuperado a consciência.Os técnicos diagnosticaram como mal estar,pressão alta(mas que ja havia se estabilizado)então perguntaram  a ela se queria ir até o PS,mas que não havia necessidade.Ela não quis ir então.Mas também falaram que poderia chamar a Samu caso , houvesse necessidade.

15 minutos depois,minha mãe,começou a chorar e dizer que não queria ficar aleijada, e começou a se contorcer.Liguei para a Samu,essa disse que não viria novamente,pois se tratava d eum caso psicológico e que colocassemos ela num quarto escuro.

Levei minha mãe de táxi, já se arrastando para o PS. A neuro custou para aparecer, e ainda afalou que as tremedeiras da minha mãe eram psicológicas.
MInha mãe foi sedada(isso de  madrugada), na manhã levaram ela para fazer uma ressonância.Lá lembro da minha mãe(essa é a parte mais triste que tenho)tentando escrever com o dedinho na parede.
Não apareceu nada que diagnosticasse,por que diziam ser cedo,ma suspeitavam de AVC.Depois de muitas brigas e gritos,minha mã foi transferida para uma UTI de hospital. Lá ficou 5 dias em coma, diagnosticada com AVC de tronco. O neurologista foi um ser horripilante, quando disse que minha mãe jamais voltaria a ser como antes,que nunca mais iria se mexer,andar ou falar.Isso tudo de supetão, sem dar tempo de assimilarmos nada.
Depois de 25 dias minha mãe foi para casa,com um novo jeito de se sujeitar a vida que lhe tinha sido ofertada,cama hospitalar,traqueo,sonda,mexendo só a cabeça.Isso tudo com apenas 55 anos.
Minha mãe sempre foi linda( e até hoje é)mas chora, triste,cansada com que ela está passando,mexe um dedo ,ás vezes.Faz fisioterapia, mas aparentemente só para aliviar as dores, não tem nenhuma melhora.Tirou a traqueo há um ano,ma stambém não fala ainda,mesmo, as cordas vocais não tendo sido afetadas.
Gostaria tanto que alguém me ajudasse,me informasse de médicos especialistas interessados em mudar esse quadro.Ficaria tão grata,mas tão grata,se ao menos pudesse dar um pouco mais de qualidade de vida a minha mãe.
Minha mãe chama-se Maura, a minha mãe
"Ô Maura vem matar essa saudade"-Luiz Melodia

fabiani.mattos@bol.com.br 

sábado, 19 de janeiro de 2013

AVC aos 33 anos, com filho de 40 dias



para mim
  Olá, meu nome é Viviane e venho aqui relatar a trágica história do avc hemorrágico que meu esposo Agenor de 33 anos sofreu em 29 de maio de 2012. Estava ele em   mais um final de dia de trabalho. Estava tão bem que jamais alguem diria que iria ter nada.
Estava conversando com seu pai, quando derepente sentiu uma forte dor de cabeça. seu pai lhe deu um remédio, mas a dor não passava e seu pai já agoniado me pediu para eu descer da nossa casa que fica em cima do comércio deles, onde eu estava com nosso filho de apenas 40 dias, desci para ver o que era e ele estava já deitado no chão com as mãos na cabeça. Eu achando ser algo simples, mas falei para o pai leva- lo ao hospital e ele correu para pedir ajuda. Eu fiquei sozinha com o bêbe, enquanto o meu sogro o levava para o hospital. 
Comecei a ficar aflita e liguei para saber de noticias, em seguida fiquei sabendo que o caso era grave. Ele foi levado para a semi intensiva, onde fora diagnósticado que se tratava de uma avc. Ele já estava sem conciência e o médico falará que o caso era de cirúrgia, mas que mesmo assim ele poderia não resistir, minha cunhada pegou nas mãos do médico e entregou a Deus.
Nesse momento, nós, familiares já nos encontrávamos todos na porta do hospital, parecia um pesadelo, não tenho palavras para explicar tamanho sentimento de dor que nos consumia.
Foram mais o menos umas 3 horas de cirurgia e graças a Deus ele resistiu. Foi levado para a uti, sedado e no dia seguinte fomos ve-lo. Eu fui a primeira a entrar e lá estava ele, entubado. Eu usei o me  pequeno tempo falando com ele, mesmo sem saber se ele estava ouvindo. Os dias foram se passando, ele continuava sedado, os médicos achavam que não sobreviveria, mas a fé não perdiamos. 
Em casa a gente vivia de uma forma que não dá para explicar, cada dia, cada noticía; boa ou ruim, muita oração. O quadro dele se complicou devido a uma infecção no pulmão que nos preocupava bastante. Passado 17 dias ele foi levado para a enfermaria, onde ficaria dia e noite sobre nossos cuidados. Aos poucos ele foi acordando, mas  não tinha  movimento do lado direito do corpo, nem falava, pois além da sequela, ainda estava com traqueo. Vivia com febre direto, usava sonda de alimentação e urinária e nem sabiamos nem se tinha conciência, chegaram até a dizer que ficaria vegetando. As vezes se agitava de uma forma que nos deixava super agoniados. Os dias se passavam e com um mês de enfermaria, já sem infecção foi mandado para casa. 
Chegou em casa já sem traqueo, sem as sondas, apenas não conseguia firmar a cabeça e nem falava  nada que se pudesse entender. Ficou acamado,  Começou as fisoterapia em casa e sentia muita dor. Agora faz quase 8 meses do ocorrido. Ele está se recuperando bem, já anda com nossa ajuda, faz tudo no banheiro e entendemos quase tudo que fala,  alem da conciência que ficou perfeita. Para mim foi um verdadeiro milagre e em breve quero contar que ele estará ainda melhor. 

DEUS È FIEL
Quem quiser me add no face, meu nome é Viviane Santos de Campina Grande ( na foto do pefil tem 3 pessoas)

domingo, 6 de janeiro de 2013

AVC dói...


Meu nome é Mauren e eu sofri um avch no dia 22 de outubro de 2012 com 37 anos,senti muita dor de cabeça e fui socorrida por meus familiares,já cheguei ao hospital com o lado esquerdo todo paralisado. Fiquei 23 dias internada,não precisou fazer cirurgia,voltei pra casa e vi como é triste esta enfermidade, ja ando,apesar de mancar muito, meu braço já está quase bom,meu pé nem se move,estou com muito medo do futuro,faço fisio 3 vezes por semana,não saio só. Preciso de ajuda pra tomar banho,quando caio não consigo levantar,me dói o braço é ruim para dormir,estou com sérias dificuldades ,não acredito mais em muitas coisas,perdi a fé, viver é terrível,mas estou bem animada,confiante e achando que ainda é cedo pra desistir,graças a muitos relatos que tenho visto aqui.
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