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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sobrevivi!

Meu nome é Darlene, tenho atualmente 56 anos e tive um avc hemorrágico há 4 anos e 5 meses atras.Lembro bem que havia acordado cedo, junto com minha filha mais nova,fomos à padaria,fiz café,comecei a agir algumas coisas p/ o almoço pois naquele dia iria fazer bacalhau com batata,já estava dessalgando há uns 3 dias,pois tanto eu como meus pais éramos hipertensos e eu cozinhava p/ todos,tanto p/ mim e minhas filhas como p/ meus pais,ah e detalhe na época tomava diovam 160 mg,e já havia tomado o remédio.

Aquele domingo,estava lindo,calorento,o céu azul,bom p/ pegar uma piscina,mas como tinha que além do almoço,terminar uma calça comprida,nem cogitei a possibilidade de ir com as crianças a piscina e comecei a costurar.Lembro que neste dia também tinha planos de ir ver minha sogra após o almoço,pois embora eu já fosse separada,ela era uma pessoa muito boa,tínhamos uma boa relação,minhas filhas foram as primeiras netas dela,e ela estava com câncer no cérebro,inoperável,eram 4 tumores e ela já estava em fase terminal,e eu queria vê-la antes que partisse,só que o telefone tocou e era meu ex marido e o que ele me disse me deixou em choque.

Sou muito calma,sempre fui,tenho pavor de escândalo,de briga,de baixaria,e sempre fui também muito reservada,calada,sofria quieta,e ele me deu um choque que fiquei sem entender o porquê,e lembro que tentava costurar mas minha cabeça estava presa ao que ele havia me dito e eu me perguntando por que? Levantei,sentei,e comecei a sentir minha boca adormecendo,levantei e fui ao telefone, já sentindo também minha perna adormecer. Liguei p/ 2 amigas,pois sabia que tinha alguma coisa errada comigo,e não queria chamar meu pai pois ele estava com muita dificuldade p/ dirigir.Tudo isto minha filha mais nova participando. 

A amiga com quem consegui falar morava muito longe,mas estava vindo,minha filha ouviu a voz do vizinho e perguntou se podia chamar por ele,eu disse que sim,neste momento já não andava mais,estava presa ao sofá,o vizinho veio e minha filha ligou p/ o pai,que veio a mil,estava perto,pois sua mãe tb estava passando mal e haviam trazido p/ um hospital que fica na rua de minha casa,com a chegada dele,juntaram os 2,meu vizinho e o ex e me pegaram,um pelos braços e o outro pelas pernas,me colocaram num carro e me levaram p/ o hospital onde tenho plano,soube depois que o ex chorava e dizia:eu sabia que não deveria ter falado nada p/ ela,mas o mal já estava feito.

Sei que entre passar mal e ser levada ao hospital,deve ter se passado no máximo 1 hora,cheguei lá,lúcida e orientada,pois minha preocupação era minha filha q participava de tudo,só não pode entrar na emergência,e eu ficava perguntando por ela,até q o ex me disse que ela havia ido p/ casa,isto me tranquilizou.Depois disso apaguei e só acordei no outro dia na UTI,e alguém me disse que eu havia tido um avc,não me importei muito,pois minha mãe já havia tido vários,e se recuperara bem de todos,só que os dela eram isquêmicos,e ela sangrava sempre pelo nariz,e eu não tive nada disso,mas achava que estava bem,como sou calada,não falava muito,e as pessoas qdo não me entendiam eu repetia,ou elas fingiam ou entendiam,claro que não me mostraram espelho,senão eu saberia que minha boca estava torta,na hora da visita. Via meu pai muito sério e preocupado,mas isto era normal nele,achava que conversava com as pessoas,mas não muito,porque me cansava e acredito que o pessoal me dava algum calmante,pois estava sempre quieta,minha preocupação eram minhas filhas. Quando meu pai me dizia que estavam bem,p/ mim estava tudo bem também.

Levei 4 dias na UTI,fui p/ o apartamento e dormia bastante. Lembro que fazia fisioterapia,me alimentavam,alguém me levava na cadeira p/ o banho e assim eram meus dias,dormir,receber visitas,comer,tomar banho,o dia mais feliz,foi quando minhas filhas foram me visitar,hoje eu sei que elas quase não entendiam o que eu falava,mas fingiam que entendiam e eu achava que estávamos conversando,me enganaram bonitinho,depois é que me contaram,7 dias depois vim p/ casa,saí do hospital em cadeiras de rodas,e no outro dia minha sogra que tb estava internada em outro hospital faleceu. Comecei a fisioterapia,e adorava,só que era no 8º andar as 18 h,quer dizer,não tinha mais ascensorista,e minha filha mais nova morria de medo do elevador,quem me levava,era meu irmão mais novo que vinha de um distrito do município onde moramos. Cansado de trabalhar o dia todo,e ainda tinha que pegar a Br 101 na volta. Isto tudo me deixava muito preocupada,e embora a fisioterapia fosse ótima,tive que sair de lá,já estava até andando me segurando nas paredes,me movimentando na maca sem ajuda e sem tirar o lençol do lugar,mas pensando no trabalhão que estava dando a tanta gente. Resolvi sair e ir p/ outro lugar,onde a fisioterapeuta era maravilhosa,mas éramos muitos p/ ela cuidar e casos muito diferentes.Lembro que neste período fiquei muito agressiva,ninguém podia falar nada comigo que eu não guardava nada,falava o que viesse na cabeça,magoava as pessoas,principalmente o ex,e nem ligava. Mas graças a Deus grande parte desta agressividade acabou. Hoje,estou mais calma,quase como antes,não fumo,nem bebo,faço nossa comida e vou levando a vida.

Bem,voltando ao período anterior,eu decidi que não iria andar de cadeiras de rodas,ia me apoiar nas paredes,nas pessoas,mas cadeiras de rodas não,e pedi ao meu irmão que a devolvesse,decidi tb que iria almoçar a mesa,no início alguém me dava na boca,mas como sou canhota e o avc afetou o lado direito,comecei a comer sozinha,e por último a tomar banho sozinha tb,este dia foi maravilhoso,saí de minha cama,de meu quarto,entrei no banheiro tirei minha roupa e entrei no box e tomei meu 1º banho sozinha após o avc,foi minha libertação,tudo era muito difícil,nossa,como era difícil,principalmente porque eu estava fazendo tudo escondido,kkkkkkk,mas se eu não tentasse,ficaria dependendo de todo mundo sempre.

Em setembro de 2009,meu pai faleceu,nem o vi no hospital,pq era a época da H1N1e ele estava na UTI,eu sentia que era o final e realmente foi,só o vi no velório.Em 2010 descobri uma cidade aqui perto que tinha ótimo serviços,o de neuro então,era muito bom,e lá fui eu,e descobri que tinha 2 aneurismas,provavelmente seriam 3,mas um deve ter se rompido na época do avc,e ficaram estes 2,um estava sangrando,me fizeram a embolização,ano passado minha mãe faleceu,descobri que além de um mioma atrevido,que estava crescendo com vontade dentro de mim,na biópsia ainda apareceu um Ca in situ,que foi retirado junto com todo meu aparelho reprodutor. Bem, agora somos só nós 3,minhas filhas e eu. Sempre agradeço a Deus por tê-las,pois embora sejam muito jovens e terem passado por tantas perdas e dores são maravilhosas,amigas,companheiras,são meu tudo e agora estou em tratamento ambulatorial aqui em minha cidade,o neurocirurgião da outra cidade,me disse que ainda tenho um pequeno aneurisma,que vai ficar sendo observado pelo neuro daqui,tenho medo deste aneurisma,fico desconfiada porque os médicos não querem fazer a cirurgia p/ retirá-lo,mas penso que é a mão de Deus agindo,minhas filhas ainda precisam de mim.

Sou sobrevivente, Deus me deu outra chance,não faço muita coisa que poderia estar fazendo,tenho medo de andar sozinha na rua,mas um dia vou vencer estes medos,mas vai ser no meu tempo,eu acho.

Darlene - Campo dos Goytacazes - RJ

domingo, 16 de junho de 2013

Depois de oito meses...

Enviei um e-mail em março contando a história de meu pai com um avc isquêmico.

Hoje após quase 8 meses do acontecido, quero dizer que Graças a Deus meu pai está bem, com as fisioterapia que faz em casa ele já está conseguindo mexer a perna e o braço. E já está conseguindo a andar apoiado, colocamos uma barra na garagem pra ajudar ele nos exercicios e ele se apoia ali pra caminhar, só na fala que ainda não está 100% está fazendo fono, ele consegue falar algumas palavras mas não consegue pronuciar as frases, mas sei que tudo é no tempo de Deus..

Graças a Deus depois que fez a cranioplastia, ele não teve mais convulsão, mas continua tomando os remédios, acredito que antes de completar um ano desse incidente ele estra bem..
Obrigado pelo blog de vcs pois me ajudou muito, e ajuda muitas pessoas, atraves dele fiz varios contatos com pessoas que passou por isso.

Josi Gutierrez

O primeiro depoimento de Josi está em:

De Coimbra, Portugal: homocisteína





Tenho 39 anos e no dia 28 de fev desse ano tive um avc isquêmico. Andava com meu braço esquerdo dormente e com dores de cabeça. Fui a uma neurologista que não detectou que eu estava tendo um avc. no dia mencionado, meu marido percebeu q minha boca estava torta e eu perdi as forças na perna esquerda. fui para o hospital. fiquei internada uns 45 dias. 

Hoje, levo uma vida normal, mas ainda não mexo normalmente minha mão esquerda. Ando normalmente, aliás, faço caminhadas diárias.

Também parei de fumar. Faço dieta, parei de fumar. A neurologista disse que a taxa que me fez ter o avc foi a homocisteina. Alguém também teve esse problema?

Eu estou vivendo em Portugal e gostaria que alguém me
indicasse um bom neurologista em Coimbra. posso dizer que estou bem, muito bem. minha pressão está controlada. tenho me cuidado bastante!

daniejose.garcia@gmail.com




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