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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

AVC após bariátrica

ola..meu nome eh Eliana do Prado, queria dividir com vcs a minha historia, que nada eh do que igual a muitas outras mas com uma diferenca.. o que era pra ser meu vilao hoje eh o meu salva vida..o AVC Hemorragico.

Foi dia 26 de agosto de 2012 eu internei 6 hs para uma cirurgia as 7 hs, bariatrica, foi meu primeiro engano..eu nao me enquadrava nos requisitos obesidade morbida, pesava 96 kg e media 1,73 cm..

As 11hs o medico terminou a cirugia e me colocou na sala de recuperacao, ainda anestesiada, 17hs a minha estava em desespero querendo me ver pois nao tinha voltado da anestesia, qdo ela me viu e descobrir a coberta que me cobria ela viu muito sangue, estava tendo hemorragia, a maquina que via pulsacao apitava sem parar, estava vendo um choque, faltou oxigenio no cerebro e consequentemente me deu AVC hemorragico..o medido perfurou o meu baco e o meu fiado..em desespero pela vida, eu lutei com todas as armas e foi ai que eu conheci o terrivel avc.

Fiquei 8 dias de coma sem perspectiva que fosse viver, 2 meses de hospital, 6 meses de cadeira de rodas, 1 ano para voltar a falar e poder lembrar das coisas..
Hj eu  sinto que voltei a vida..sou sozinha..e me viro como posso, o meu lado direito esta lesionado motoricamente, mas eu dirijo, tirei carta e comprei um carro adptado, lavo  loucas, faco comida, tomo banho, visto roupa, penteio o cabelo, faco maquiagem, ando com a ajuda de muleta, enfim..sou independente.

Nao eh facil, mas busco incessantemente a melhora, perdi ao mesmo tempo a loja que durante 15 anos eu a tive, nao tive condicoes de toca-la, perdi dinheiro, amigos, minhas filhas cuidam da vida delas..no comeco pode ate ser que ajudam..mas depois eh voce..SO VOCE.

Essa eh a  minha historia  de superacao..todo dia..alegria, otimismo, valorizacao da vida..

Um grande abraco,

Eliana Prado.

sábado, 20 de dezembro de 2014

AOS 19 ANOS... recuperada em um ano

Olá, venho por meio deste contar minha história. Tenho 19 anos, e no dia 14 de janeiro de 2014 eu comecei a sentir muita dor de cabeça, mas como tenho hipermetropia (dificuldade de ver de perto, como em leituras por ex ) era normal acontecer de vez em quando, então tomei um remédio e continuei trabalhando.
Depois do almoço, vomitei e não me sentia nada bem, resolvi então ir ao hospital, pelo Sus, na emergência. Aí depois de umas duas horas mais ou menos me atenderam, ai como eu disse que estava com dor de cabeça e vomitando, o médico nem me olhou na cara, simplesmente me encaminhou pro soro, onde me deu alguns remédios e me liberou. Voltei pra casa meio grogue e logo fui dormir.
No outro dia, eu estranhei muito que acordei ainda com dor de cabeça (normalmente quando é da hipermetropia com uma noite de sono ela vai embora) mas como tava começando num trabalho novo, tomei um remédio e fui pra lá. Durante esse dia, comi pouco pra não piorar o estômago, e passei o dia todo com dor de cabeça. Quando cheguei em casa de noite pedi pra mãe uma sopa, pois estava com fome mas não queria nada pesado. Comi e fui dormir, e essa é a ultima coisa de que me recordo. 
Por volta das duas da manhã, minha mãe acordou ouvindo sons de vômito no meu quarto, e foi pra lá. 
Diz ela que eu estava vomitando deitada, então ela me acordou e me levou pro banheiro, lá ela fez uns chás e me deu remédios, mas segundo ela eu ainda falava e caminhava normalmente. Quando parei de vomitar ela me disse pra voltar pra cama, e eu disse que queria ficar mais no banheiro. Ela então voltou e acabou dormindo, acordando só as 5h com o despertador. Quando acordou lembrou de mim e veio rápido pra ver como eu estava, me contou que ao chegar no banheiro eu estava sentada no chão e havia feito várias bolinhas de papel higiênico e jogado no chão, já não falava ou caminhava, sequer ficava de pé. 
Então me levou para o hospital aqui de Gramado RS, lá fui atendida por um ótimo neurologista, que logo me encaminhou para a tomografia, e constatou: havia se formado um coágulo na minha veio de galeno (pra quem não sabe, assim como eu não sabia, essa é uma veia localizada bem no meio do cérebro, e por isso inoperável), logo me medicaram então e eu fiquei ali esperando uma vaga em um hospital de Caxias do Sul, ali, pelo que me contam, minha situação era devastadora. Eu rugia com os dentes e me debatia com o lado direito na maca, mobilizei o hospital todo. Durante a noite, finalmente consegui uma vaga lá e fui na ambulância mesmo, chegando em 40 minutos  (normalmente leva-se 1h30min). Logo quando cheguei, me induziram ao coma e disseram pra minha mãe: "Essa é uma trombose muito rara, e com 90% de morte".
Minha mãe entrou em desespero. Enquanto eu estava em coma na cti uma médica sempre dizia pra ela "É melhor a senhora ir se conformando, que seeeee ela sobreviver vai passar o resto da vida vegetando, a senhora vai levar um bebê pra casa."
Passei um mês em coma e mais 15 dias no hospital, já com sonda, traqueostomia, fraldas, e sem nenhuma consciência. Quando voltei pra casa demorou ainda mais de um mês pra ficar bem consciente, eu tomava cerca de 8 remédios, de 4h/4h, via sonda, estava com meu lado esquerdo totalmente paralisado. 
Bom, em abril eu tirei a traqueo e comecei a fazer acompanhamento com fonoaudióloga e fisioterapeutas. Logo voltei a andar e tirei as fraldas e a sonda.
Hoje em dia, faço tudo sozinha, falo normalmente e tomo só dois remédios. Sigo com acompanhamento de fisios, mas pra como eu estava já posso dizer que nasci de novo. Cada dia é uma vitória nova, e isso tudo serviu pra ver a vida bem diferente, dou muito mais valor agora pra pequenas coisas e realizações. Agradeço todo o dia a Deus por ter me dado essa segunda chance. 
Falei recentemente com o neuro que me diagnosticou e ele disse que a minha trombose foi tão grave que minha recuperação tá excepcional, por nem fazer um ano ainda eu devia ta de cama. Me manifestei aqui pois logo que fiquei consciente enfrentei uma grande depressão, mas amigos, quem tem Deus, tem tudo. A vitória é certa pra todos. Acreditem.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Jovem grávida se recupera

Boa noite o meu nome é Ana, tenho 20 anos, sou de Almada em Setúbal na margem Sul do Tejo, e gostaria de contar a minha história. 
Em agosto de 2012 estava gravida de quase 7meses e nunca pensaria que um dia me acontecesse algo assim, andava sempre cheia de dores ma disposicao e os medicos diziam que era tudo normal e que estava tudo bem. ate ao dia 26 de agosto que nao aguentava mais e fui para o hospital. no hospital avaliaram o meu estado e mediram a tensao arterial, eu um pouco desorientada so via os medicos aos gritos  a trazerem varios medidores de tensao. mediram a pressao umas 10 vezes ate que olhei para a maquina e la estava sis 140 / dis 109 nao fazia ideia o que queria dizer esses numeros ate o medico me dizer que corria perigo de vida e tinha de ficar internada para um parto de urgencia. ai entao quiz saber o que se passava e la me disseram que estava com eclampsia. nunca tinha ouvido falar em tal coisa.. internaram me, fizeram o parto de urgencia e disseram me que ja estava tudo bem .que a TA ia estabilizar nos dias seguintes, continuei a ser vigiada e nada previa o que aconteceu 2dias depois . Acordei com uma forte dor na barriga e sem forca nas pernas levantei-me da cama e cai. estava a ter convulsoes e ninguem sabia o porque..  as convulsoes foram causadas por um pico hipertensivo sis201/dis 109 .. fui medicada e tiveram de me induzir o coma pois a ta nao parava de subir .. e entao foi ai que descobriram que as convulsoes foram provocadas por um AVC hemorragico sub aracnoide .. o meu diagnostico era bastante reservado. tudo indicava que nao iria sobreviver ate que 3 dias depois do coma acordei como se nada se passasse com 3 cateteres na jugular. nao sabia o que tinha acontecido ate quase ao fim do internamento. estive 9 dias nos cuidados intensivos e quando a tensao estabilizou levaram me para unidade de saude diferenciados onde eu passei mais 20 dias e entao quis saber tudo o que se passou comigo. estudei o meu caso com as enfermeiras pesquisei casos como o meu e descobri que sou um caso raro, de sobrevivencia pois este tipo de avc tem uma taxa de mortalidade altissima ainda por cima numa jovem com as defesas en baixo pois os meus rins nao funcionavam e tinha as plaquetas baixas entre muitos outros problemas. hoje estou aqui sem nenhm problema,sou saudavel e tenho um filho saudavel e cheio de vida. Agradeco a Deus todos os dias por me ter dado uma segunda chance de viver :

sábado, 11 de outubro de 2014

Ganhei um anjo

Meu nome e Raquel eu tenho 14 anos e perdi minha mãe para o AVCH 11/0714.No dia 20 de abril no dia da pascoa minha que trabalhava em farmácia trabalhou,quando foi 21:30 fomos busca-la (eu,,meu pai e meu irmão de 7 anos).Ela estava bem, entrou no carro e estávamos no caminho de casa ,depois de 10 minutos ela reclamou de dor de cabeça e começou a falar enrolado,levamos ela para um hospital mais próximo e na hora de sair do carro ela desmaiou e foi levada la pra dentro do hospital , ate hoje eu não sei o que aconteceu la dentro disseram que tentaram reanima -la mais ela não respondia,ela e hipertensa sua pressão estava 26 por 10, botaram remédio debaixo da língua.E depois da pressão a baixar fizeram  uma tomografia ela tinha um coágulo no cérebro( eu não sei direito o que ela teve pois ninguém quis me explicar)na segunda ela operou, ocorreu tudo bem.E desde desse dia ela não acordou mais ,colocaram ela em coma induzido durante 1 mês.depois que tirou o sedativo a gente tentava falar com ela mais ela não respondia.A cabeça estava boa ,a pressão estava baixa só faltava ela acordar para ela sair de la.Fez dois meses e nada ,ela abria o olho de vez em quando e mexia as pernas ,mais não respondia a gente, eu fui la só uma vez e não tive coragem de ir de novo pois e muito difícil você ver sua mãe naquela situação ,ela que era uma pessoa tao animada.Na semana do aniversario dela ( o aniversario dela e dia 13/07/14)ela estava com apressão baixa e com os batimentos também na quinta feira os rins pararam ena sexta ela se foi.Ta sendo muito difícil viver sem ela, minha vovó já tinha perdido dois filhos, e perdeu amais velha dela, e nos nuca deixamos de acreditar e de ter fé,ate o ultimo segundo eu estava rezando pedindo pra DEUS não fazer isso mais e a vontade dele.Faz dois dias que ela  se foi ,eu nunca fui ao um enterro  o primeiro que fui foi o da minha mãe.Eu peço pra vocês nunca perder a fé, porque só ela pode ajudar e que tenham muita força  muita confiança em DEUS.
Agora eu si que eu e meu irmão temos um anjinho la no céu nos vigiando e ajudando em tudo que a gente precisar.FE TENHA SEMPRE                 

AVC subaracnóideo

No dia 14 de Abril de 2014, minha mãe, com 59 anos, teve o que os médicos chamam de "Hemorragia Subaracnóidea" ( é um derramamento de sangue que se produz de repente no espaço compreendido entre o cérebro e a camada que o rodeia, espaço subaracnóideo )    tipo um "avc hemorrágico" . Era aniversário da minha irmã mais nova, minha mãe foi trabalhar normalmente como todos os dias  e saiu mais cedo pois ela queria fazer um bolo pra minha irmã, mas no metrô na volta pra casa ela caiu da escada rolante e foi levada ao Hospital das Clinicas em São Paulo, a pessoa que a socorreu ligou avisando onde ela estava. Graças à Deus ela foi socorrida rapidamente e caiu em mãos de ótimos médicos, deu entrada em estado grave, fez tomografia e foi levada a cirurgia porém o caso era inoperável então colocaram apenas um dreno no cérebro dela, quando vi minha mãe sair da cirurgia e ir para UTI meu mundo caiu, ver  ela passando na maca com a cabeça toda raspada e desacordada me chocou, em um dia tudo normal no outro é tudo é interrompido.
Quando o médico veio nos passar o estado dela, não deu esperança alguma, pelo contrário disse que era  quase impossível ela sobreviver ou voltar a essa vida... o prazo mais terrível eram as primeiras 72 horas, e assim esperamos...passou e ela sobreviveu porém ali, em coma, tem um dreno interno  na cabeça que liga à barriga, e ficara com esse dreno pro resto da vida, por dois meses na mesma situação, era muito sangue dentro da cabeça dela, teve hidrocefalia e o sangue não diminuia e pelo contrario cada vez enchia mais de sangue em sua cabeça... ia visita-la quase todos os dias, levava vídeo do meu filho, que seu único neto na esperança de ela esboçar algo, abrir os olhos e nada, coversava, cantava, fazia de tudo e muitas vezes voltava pra casa aos prantos por achar que minha mãe nunca mais voltaria pra vida...até que um dia ela acordou depois de 60 dias no HC mas seu olhos não mexiam, parecia que ela ainda não estava ali, os médicos diziam que era o coma vigíl, tipo um estado vegetativo, disseram que não tinham mais nada a fazer pois depois de tudo aquele era seu estado e iam dar alta pra ela, ela teve meningite, pneumonia, infecção no sangue, muitas complicações nesses dois meses internada, e quando fui perguntar de sequelas o médico que acompanhou disse que se ela acordasse de verdade teria quase todas, não mexeria nada do pescoço pra baixo, não enxergaria, não teria memória, e talvez nem as emoções de antes.
Uma semana antes da alta ela mexeu os dedos, nos acompanhava com os olhos mas não conseguia se comunicar, mas aquilo já era uma vitória, afinal sabíamos que ela enxergava...
Ok, o dia da alta chegou eu estava esperando a ambulância na porta da casa dela e quando desceram ela e a colocaram na cama eu a olhei e disse:
-"mãe sabe quem sou eu?"
ela fez que sim com  a cabeça e eu perguntei  qual era o meu nome e ela respondeu SHEYLA, porém a voz não saia tinha que ler os lábios.. ela veio pra casa com a traqueostomia e gastro.
depois de 4 dias ela já estava melhor, já sorria, lembrava de todo mundo, e a leitura labial continuava rs impressionante como a volta pra casa a recuperou tão rápido.
contratamos Fonoaudióloga, Fisioterapeuta e começamos os tratamentos...
Dia 14/09/2014 completa 5 meses, minha mãe hoje se alimenta pela boca, vamos retirar a gastro dia 24/09, já  fala com a voz ainda rouca mas fala, senta sozinha, não usa mais fraldas, sobe até escada com a ajuda de alguém, tem total firmeza no tronco, tem todos os movimentos do corpo, ainda que fracos mas ela os tem. Ri, chora, fica brava, lembra tudo só apagou os dois meses em que esteve no hospital .
ainda falta muito pra acontecer e ,e melhorar  mas o principal já aconteceu, tenho um milagre em minha vida hoje que é a minha mãe, agradeço todos os dias a segunda chance que eu tive e não ela, a vida é muito mais importante pra mim depois desse ocorrido.
E a todos que estão passando por isso sei o quanto é difícil, quando ia ao hospital, no metro eu lia os depoimentos desse blog que me ajudou muito e espero poder levar esperanças a vcs tb!!!

Muito obrigada Sheyla Marques!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ganhei um anjo

Devido até ao título do blog, não costumamos publicar histórias de não sobreviventes. Mas abrimos exceçao para este depoimento.

Ganhei um anjo

Meu nome e Raquel eu tenho 14 anos e perdi minha mãe para o AVCH 11/0714.No dia 20 de abril no dia da pascoa minha que trabalhava em farmácia trabalhou,quando foi 21:30 fomos busca-la (eu,,meu pai e meu irmão de 7 anos).Ela estava bem, entrou no carro e estávamos no caminho de casa ,depois de 10 minutos ela reclamou de dor de cabeça e começou a falar enrolado,levamos ela para um hospital mais próximo e na hora de sair do carro ela desmaiou e foi levada la pra dentro do hospital , ate hoje eu não sei o que aconteceu la dentro disseram que tentaram reanima -la mais ela não respondia,ela e hipertensa sua pressão estava 26 por 10, botaram remédio debaixo da língua.E depois da pressão a baixar fizeram  uma tomografia ela tinha um coágulo no cérebro( eu não sei direito o que ela teve pois ninguém quis me explicar)na segunda ela operou, ocorreu tudo bem.E desde desse dia ela não acordou mais ,colocaram ela em coma induzido durante 1 mês.depois que tirou o sedativo a gente tentava falar com ela mais ela não respondia.A cabeça estava boa ,a pressão estava baixa só faltava ela acordar para ela sair de la.Fez dois meses e nada ,ela abria o olho de vez em quando e mexia as pernas ,mais não respondia a gente, eu fui la só uma vez e não tive coragem de ir de novo pois e muito difícil você ver sua mãe naquela situação ,ela que era uma pessoa tao animada.Na semana do aniversario dela ( o aniversario dela e dia 13/07/14)ela estava com apressão baixa e com os batimentos também na quinta feira os rins pararam ena sexta ela se foi.Ta sendo muito difícil viver sem ela, minha vovó já tinha perdido dois filhos, e perdeu amais velha dela, e nos nuca deixamos de acreditar e de ter fé,ate o ultimo segundo eu estava rezando pedindo pra DEUS não fazer isso mais e a vontade dele.Faz dois dias que ela  se foi ,eu nunca fui ao um enterro  o primeiro que fui foi o da minha mãe.Eu peço pra vocês nunca perder a fé, porque só ela pode ajudar e que tenham muita força  muita confiança em DEUS.
Agora eu si que eu e meu irmão temos um anjinho la no céu nos vigiando e ajudando em tudo que a gente precisar.FE TENHA SEMPRE                 

sábado, 14 de junho de 2014

Problema desconhecido, diagnóstico tardio

Olá, meu nome é Igor Brito, tenho 17 anos e minha mãe sofreu um AVC isquêmico no dia 11/06/2013, minha mãe tem 50 anos, fumava muito, e tem pressão alta, ela foi saber que era hipertensa.

Duas semanas antes de ter o AVC, ela ja andava se sentindo mal, às vezes nem podia levantar da cama de dor, e os médicos NUNCA falaram que eram sintomas de um AVC. Nós não conhecíamos esse problemas, ninguém na nossa fam[ilia nunca teve! Minha mae era uma mulher muito ativa, levantava as 7h da manha, limpava a casa e parava só às 20h da noite!! 

Um dia eu estava com conjutivite, foi ao medico e voltei, minha mãe estava OTIMA, Muito disposta fazendo o serviço de casa, cheguei em casa, tomei café e fui dormir um pouco porque ainda tinha que ir a aula de tarde, acordei por volta de 11h, almoçei com ela, tomei banho, e fui para a escola!!! 

  Cheguei em casa a tarde por volta de 17h30m. minha casa estava toda bagunçada, com tudo jogado no chão, e ninguem em casa, eu nao sabia o que tinha ocorrido, meu pai chegou do serviço logo depois e tambem nao tinha noticias nenhuma!!! liguei para o hospital que minha mae consultava sempre, ao falar com a moça da recepçao ela me informou que minha mae tinha dado entrada la tendo um avc, convulcionando e etc.... liguei para minha irma e ela estava la na UTI do hospital com meu irmao, eles haviam socorrido minha mãe!!! 

FOI HORRIVEL, O PIOR MOMENTO DA MINHA VIDA!!!! pensei que minha mae iria morrer, ate o médico achou isso porque menores de idade nao podem entrar na UTI e o medico se comoveu comigo e deixou eu entrar 5m para me despedir da minha mae!!! Foi muito horrivel, ela me viu e começou a chorar, chorava muito, ela.perdeu a fala no AVC, entao so resmungava, tambem paralisou seu lado direito do corpo! 

Cheguei em casa e fiz uma corrente de oraçao com a minha familia, e graças a Deus em duas semanas minha mae ganhou alta, e veio para casa!!!! ela ainda continua fumando, ja se passou 9 meses, ela esta totalmente lucida, mas ainda nao caminha completamente, usa fraldas, e nao fala plenamente, fala coisa que nao entendemos, como se fosse um bebê!!! 
Mas ela perdeu uns 18 kg, nao sente fome, e fuma o tempo inteiro!!! tenho muita fe em Deus que ela vai melhorar, mas tem momentos que me bate um desespero tremendo!!! vejo que ela evolui, mas demora!! queria dizer para quem esta lendo que tenha muita fe, pode demorar muito tempo para ela melhorar, mas ela ainda esta viva e ao meu lado, e tenha fé!! Assim como eu tenho, que seu ente querido vai ficar bom!!!!

domingo, 27 de abril de 2014

Não desistir nunca!

Bom dia,meu nome é Sergio Ricardo Ferreira tenho 46 anos casado e tive a infeliz experiência de sofrer com dois AVCS.Sempre fui uma pessoa ativa tinha uma vida bem corrida,por causa do meu trabalho não tinha uma alimentação muito boa e não vou negar que o sedentarismo fazia parte da minha vida,muitas preocupações com o dia a dia e quase não saia para passear e relaxar passava nervoso e tinha muita ansiedade.

Até aqui já deu para notar muitas coisas que eu e nem você poderia estar fazendo como: I)TER UMA MÁ ALIMENTAÇÃO II)VIDA SEDENTÁRIA III)ANSIEDADE,NERVOSISMO,PREOCUPAÇÃO IV)NÃO TER TEMPO PARA RELAXAR A MENTE E O CORPO V) LAZER E DESCANSO.Então na correria de minha vida um certo dia do mês deOutubro de 2011 comecei a sentir um a falta de ar muito forte fui levado as pressas ao hospital Santa Casa de São Paulo,chegando lá fui atendido com urgência porque meus batimentos cardíacos estavam em entre 180 e 200 tiveram que realizar uma cardioversão elétrica uma tentativa de parar o meu coração e reanima-lo com esperança que meus batimentos voltassem em sua normalidade ,mas não foi isso que aconteceu tive que ficar internado 20 dias sendo dos quais 7 em UTI para conseguir normalizar meus batimentos,tive alta e sai com medicações.Depois de cerca de uma semana era uma terça feira29/11/2011 cheguei do trabalho tomei banho jantei e fiquei vendo TV,depois fui dormir.Só lembro que passado algumas horas na madrugada eu estava no chão e minha esposa e meu filho de 7 anos tentavam me levantar sem sucesso,eu não conseguia me levantar foi quando minha esposa muito nervosa ligou para o bombeiro,ela ficava falando comigo e eu comecei a espumar sinal de uma convulsão e minha voz já não saia,meu lado esquerdo estava totalmente paralisado e minha face torta e paralisada.os bombeiros não demoraram a chegar e me levaram rapidamente para o hospital de Ermelino Matarazzo,chegando no hospital me atenderam na emergência e foi diagnosticado AVC ísquemico fiquei 18 dias internado passei por muitas coisas nestes dias,quando tive alta os diagnósticos e recomendações.Os médicos disseram que eu nunca mais ia enxergar,falar e não teria mais os meus movimentos.Realmente esta foi a situação em que eu sai do hospital,mas eu aprendi que o segredo para a minha reabilitação foi a vontade de viver e nunca deixei de ter Fé em DEUS lutando contra minha carne para acreditar no fundo do meu coração que a situação que eu estava passando era momentânea assim fortalecendo o meu espírito.Sai do hospital e comecei a fazer fisioterapia,terapia ocupacional entre outros tratamentos,foram cerca de 10 meses mobilizado dependendo da minha esposa para tudo até a mais simples tarefa como tomar banho, se trocar,pentear cabelo,fazer refeiçoes,ir ao banheiro entre outras,foram exaustivos 10 meses até ir para cadeira de roda e mais algum tempo para poder usar uma bengala,sempre seguindo com muito empenho sem retroceder rumo ao impossível para os médicos mas possível para DEUS e dentro de mim algo sempre me impulsionava para frente a caminho do meu objetivo que era falar,andar,se movimentar e poder ter ao menos um pouco de uma vida normal.Com o passar do tempo fui sendo completamente restaurado por DEUS através da minha Fé e força de vontade em querer viver e nunca desistindo da vida por mais difícil que eu posso ver e sentir que seja.Hoje faço tudo falo,vejo,ando em fim tenho de volta minha vida normal sem contar que quando ia fizer dois anos do primeiro AVC em 7/11/2013 tive outro AVC.

ACREDITE,TENHA FÉ EM DEUS VOCÊ VAI CONSEGUIR POIS EU CONSEGUI,DESISTIR NUNCA RETROCEDER JAMAIS.DEIXO AGORA UMA PEQUENA FRASE "OS FRACASSADOS SÃO AQUELES QUE DESISTEM".....

Depois de uma leve e momentânea tribulação é produzido para nós um eterno peso de glória




Sérgio Ricardo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Recuperado com muita fé


Bom dia,meu nome é Sergio Ricardo Ferreira tenho 46 anos casado e tive a infeliz experiência de sofrer com dois AVCS.

Sempre fui uma pessoa ativa tinha uma vida bem corrida,por causa do meu trabalho não tinha uma alimentação muito boa e não vou negar que o sedentarismo fazia parte da minha vida,muitas preocupações com o dia a dia e quase não saia para passear e relaxar passava nervoso e tinha muita ansiedade.

Até aqui já deu para notar muitas coisas que eu e nem você poderia estar fazendo como: I)TER UMA MÁ ALIMENTAÇÃO II)VIDA SEDENTÁRIA III)ANSIEDADE,NERVOSISMO,PREOCUPAÇÃO IV)NÃO TER TEMPO PARA RELAXAR A MENTE E O CORPO V) LAZER E DESCANSO.Então na correria de minha vida um certo dia do mês deOutubro de 2011 comecei a sentir um a falta de ar muito forte fui levado as pressas ao hospital Santa Casa de São Paulo,chegando lá fui atendido com urgência porque meus batimentos cardíacos estavam em entre 180 e 200 tiveram que realizar uma cardioversão elétrica uma tentativa de parar o meu coração e reanima-lo com esperança que meus batimentos voltassem em sua normalidade ,mas não foi isso que aconteceu tive que ficar internado 20 dias sendo dos quais 7 em UTI para conseguir normalizar meus batimentos,tive alta e sai com medicações.

Depois de cerca de uma semana era uma terça feira29/11/2011 cheguei do trabalho tomei banho jantei e fiquei vendo TV,depois fui dormir.Só lembro que passado algumas horas na madrugada eu estava no chão e minha esposa e meu filho de 7 anos tentavam me levantar sem sucesso,eu não conseguia me levantar foi quando minha esposa muito nervosa ligou para o bombeiro,ela ficava falando comigo e eu comecei a espumar sinal de uma convulsão e minha voz já não saia,meu lado esquerdo estava totalmente paralisado e minha face torta e paralisada.os bombeiros não demoraram a chegar e me levaram rapidamente para o hospital de Ermelino Matarazzo,chegando no hospital me atenderam na emergência e foi diagnosticado AVC ísquemico.

Fiquei 18 dias internado passei por muitas coisas nestes dias,quando tive alta os diagnósticos e recomendações.Os médicos disseram que eu nunca mais ia enxergar,falar e não teria mais os meus movimentos.Realmente esta foi a situação em que eu sai do hospital,mas eu aprendi que o segredo para a minha reabilitação foi a vontade de viver e nunca deixei de ter Fé em DEUS lutando contra minha carne para acreditar no fundo do meu coração que a situação que eu estava passando era momentânea assim fortalecendo o meu espírito.Sai do hospital e comecei a fazer fisioterapia,terapia ocupacional entre outros tratamentos,foram cerca de 10 meses mobilizado dependendo da minha esposa para tudo até a mais simples tarefa como tomar banho, se trocar,pentear cabelo,fazer refeiçoes,ir ao banheiro entre outras,foram exaustivos 10 meses até ir para cadeira de roda e mais algum tempo para poder usar uma bengala,sempre seguindo com muito empenho sem retroceder rumo ao impossível para os médicos mas possível para DEUS e dentro de mim algo sempre me impulsionava para frente a caminho do meu objetivo que era falar,andar,se movimentar e poder ter ao menos um pouco de uma vida normal.

Com o passar do tempo fui sendo completamente restaurado por DEUS através da minha Fé e força de vontade em querer viver e nunca desistindo da vida por mais difícil que eu posso ver e sentir que seja.Hoje faço tudo falo,vejo,ando em fim tenho de volta minha vida normal sem contar que quando ia fizer dois anos do primeiro AVC em 7/11/2013 tive outro AVC. ACREDITE,TENHA FÉ EM DEUS VOCÊ VAI CONSEGUIR POIS EU CONSEGUI,DESISTIR NUNCA RETROCEDER JAMAIS.DEIXO AGORA UMA PEQUENA FRASE "OS FRACASSADOS SÃO AQUELES QUE DESISTEM".......Depois de uma leve e momentânea tribulação é produzido para nós um eterno peso de glória

Sérgio Ricardo

sábado, 19 de abril de 2014

AVCI associado a forame


Era a penúltima semana de férias do meu marido. Viagem marcada, malas prontas... Na tarde de 10 de janeiro fomos ao cabeleireiro para que ele e nosso bebê cortassem o cabelo, o primeiro corte do bebê! Os dois babões vendo o filho cortar o cabelo.... mais tarde ele foi jogar futebol. Estava em casa, com uma amiga e nosso filho, baixando musicas para ouvir na viagem, quando vi que era quase 00 horas e nada dele chegar.... liguei para o celular e o enfermeiro do hospital atendeu dizendo que ele havia sofrido um acidente e carro. Fiquei pasma, peguei o carro e fui até o hospital.
Chegando lá,meu marido estava sem nenhum arranhão, consciente, mas sonolento. Disse que havia subido na guia e bateu o carro. Até então minha ficha não tinha caido, achei q fosse acidente mesmo. O médico encaminhou para a tomografia e não deu nada. Ele me disse que o quadro clinico era de um derrame ou avc, pois estava com o lado esquerdo do corpo paralisado. Encaminhou prontamente para a Uti, onde começou o tratamento. 
O medico perguntou se havia casos na familia, se tinha problemas de saude....a resposta foi não, nunca teve nada, nem de longe na familia. Ele falou das piores hipoteses possiveis, fiquei desesperada.... deixei ele no hospital e no dia seguinte voltei p visita-lo. Ele apresentou melhora, pois erguia a erna q estava paralisada. Falava normalmente, lembrava de datas, de todos.... graças a Deus. No segundo dia de uti, a tomo revelou o avci extenso do lado direito, acometido pela arteria cerebral media. 
A causa esta provavelmente associada ao Forame oval patente, um buraco entre os atrios esquerdo e direito do coração, por ele podem passar coagulos ou placas de gordura, e pela corrente sanguinea, chegam até o cerebro, causando o avci. Ele ficou uma semana na uti, depois mais uns dias no quarto. Hoje, 14-4-2014, ele anda, fala e esta mexendo o braço esquerdo. Esta bem, apesar de algumas limitaçoes. A mão está frouxa ainda, mas vem apresentando melhoras. Neurologicamente, está distraido e varia o humor. Esta se concentrando pouco e a memoria recente está confusa. Esta fazendo fisio todos os dias, incluindo hidroterapia e acupuntura laser. 

Estamos com fé em Deus para que ele se recupere, e na espera para ver se ele tera que realizar a cirurgia cardiaca para o fechamento do FOP. Esta má formaçao é investigada quando não se acha o motivo do avc, principalmente em jovens. A quem estiver lendo e tiver um bebê, fiquem atentos, pois todos nós nascemos com o Fop, e 25% da população tem ele aberto, pois ele deve fechar até os dois anos de idade, aproximadamente. Se alguem deste blog souber de alguem que realizou esta cirurgia, por torax ou angioplastia, me escrevam nefdias@bol.com.br. 
Obrigada

sexta-feira, 28 de março de 2014

Um mal que atinge a família toda

Este é o depoimento de alguém que não sofreu um AVC, mas que também adoeceu por conta desta doença, pois o acidente vascular cerebral debilita não só paciente, mas toda a família.
Minha mãe teve um AVC hemorrágico em novembro de 2010, 2 dias depois de sofrer um infarto. Ela ficou um mês em coma e depois mais 3 meses internada em UTI e semi-intensiva. Neste período sofreu 3 cirurgias e em todas o prognóstico médico era o pior, a morte.
Em março de 2011 ela teve alta e desde então encontrasse em casa com assistência de um homecare, pois tem tráqueo, gastro, perdeu praticamente todos os movimentos e não fala mais. Sua única forma de comunicação é com piscar de olhos.
Desde o 1o dia, tento entender o que e porque isso aconteceu com ela e ao longo destes anos descobri que algumas perguntas ficarão sem respostas, mas também que nem tudo o que foi dito pelos médicos era verdadeiro.
Não posso julgar se a vida que ela leva hoje é mais justa do que se ela tivesse morrido numa das cirurgias, mas sei que ela, dentro das condições que lhe sobraram, lutou e continua lutando para se recuperar e também sei que isso só acontece porque ela conta com a ajuda de algumas pessoas da família e amigos que nunca a abandonaram.
A você que está passando pela mesma situação, só posso dizer para que não desanime, não vai ser fácil. Mas a primeira coisa que é necessário entender é que existe um tempo que não é aquele que marca o relógio, onde um minuto tem sessenta segundos, mas um tempo individual, onde o meu minuto poderá demorar uma hora, um dia, um mês...
Independente da sua crença religiosa ou da falta dela, é importante acreditar e ter fé, só assim você poderá viver um dia de cada vez.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MANDE SEU DEPOIMENTO.

Escreva, por e-mail para:
sobrevivi.avc@gmail.com

Vão-se os dedos, ficam os anéis.


     Sempre fui uma pessoa muito ativa:trabalhava de manhã, à tarde e à noite. Também pudera: professora , do ensino infantil na rede Municipal de Bragança Paulista ,da rede Estadual e particular.
     Minha vida era correr de um lado para o outro, dormir tarde e acordar cedo.De repente uma reviravolta; fiquei sem empregada e meu marido foi trabalhar no Rio de Janeiro.
     Tive que me adaptar.Com 2 filhos não teve jeito, passei a ser dona de casa, mãe, esposa, professora, motorista...
Seis meses nessa rotina, descuidei de mim mesma, parei de tomar os remédios da pressão e me alimentava mal, mesmo sendo diabética dependente de insulina.
     Na madrugada de domingo 13 de março de 2011, acordei por volta das quatro da manhã sentindo algo estranho dentro de minha cabeça, não conseguia e não consigo descrever,não era uma dor, mas parecia algo perto de uma Grande ansiedade um vazio na cabeça. Nos finais de semana meu marido voltava para casa e ele acordou com eu já vestida, pronta para ir ao médico. Ele quis me levar e eu disse que não precisava.
     Decidi ir a UPA mais perto de minha casa e quando o médico me atendeu, era visível que ele estava dormindo e me medicou com diazepan. Voltei pra casa e logo voltei a dormir acordando lá pelas oito e meia me sentindo estranha. A fala estava pastosa e os movimentos lentos . Voltei ao hospital lá pelas onze horas e a médica que me atendeu falou que deveria ser do remédio que tomei e acabei tomando soro até as seis da tarde. E eu nada de melhorar, muito pelo contrário só piorando.( continua no próximo email )

Passei então a ter crises de pânico e pedi para ser atendida por um psiquiatra. Lá falei sobre minhas crises e sobre minha preocupação de que eu não melhorava.  O médico procurou quem tinha me atendido e a médica já estava indo embora do plantão . Quando a médica me procurou ela disse que achava que eu tinha melhorado e ido embora, mas diante do meu quadro fui mandada a Campinas para fazer uma tomografia pois ela estava suspeitando de um AVC que foi constatado posteriormente. Fui transferida para a Santa Casa de Bragança e lá fiquei internada por 4 dias. Mas o que deixou a mim e ao meu marido revoltados foi ser atendida por um médico conhecido do meu marido, e ele nos dizer que aquele quadro poderia ser revertido se eu tomasse nas primeiras horas do AVC um antitrombolítico ( corrijam se eu errar o nome). Agora não adiantava mais, o estrago foi feito. 
   Meu marido saiu do emprego e ficou por três meses cuidando de mim. Fiquei com o lado direito paralisado, boca torta, sem equilibrio , fala pastosa...
  
 O antigo dito popular dizia "vão-se os anéis e ficam-se os dedos", mas no  meu caso foi ao contrário. Tenho 47 anos e em meus 44 anos de vida recebi um presente, um AVC. Muitos me dirão: Presente?Mas que presente é esse?
Sim, um presente da parte de Deus que é a chance de poder viver e ver meus filhos crescerem.
Gosto muito do livro Pollyana de Eleanor Poter e gosto (assim como ela) fazer o jogo do contente (quem leu o livro sabe do que estou falando e pra quem não leu fica a dica). Busco sempre o lado bom das coisa.
Ao receber o "presente" (de grego) fiquei com o lado direito paralisado, a boca torta e fala pastosa. Hoje já recuperei quase que integralmente o poder de me comunicar, meu lado direito da face se entorta quando dou risada ou choro.Tenho praticamente o lado direito paralisado (hemiplegia , perdoem-me se errei o nome), Hoje digito isto com a mão esquerda mesmo sendo destra.

Olga - Bragança Pauista - SP.

7 anos


No dia 18 de fevereiro, completamos sete anos de luta após o AVC que Paulo Paiva sofreu em 2007.

As melhoras são menos visíveis agora. Mas continuam acontecendo. Há 3 anos que ele não sofre convulsões e estamos atravessando o primeiro verão sem a sonda no estômago, que servia principalmente pra ele tomar água, se hidratar. 
Quando já nem tínhamos mais esperanças, em maio do ano passado, conseguimos remover o dispositivo, que causava certo desconforto e cuidados especiais, com curativos diários e providências na hora da fisioterapia e do banho.

Agora ele consegue ficar em pé por alguns minutos sem nenhum apoio e está muito mais lúcido. Um acontecimento marcante, que foi a premiação do troféu Angelo Agostini foi superimportante pra ele. Registrou e memorizou as pessoas que compareceram, em especial alguns novos amigos, como o caso do desenhista Byrata, de Sta Maria, RS. Também a presença de Dra. Paula, a médica que o operou, foi marcante. Ele não se recorda dela, da época do hospital, mas a retomada de contato foi devidamente registrada em sua memória recente, o que não é comum. 



Aproveito a época para agradecer, mais uma vez, a todos amigos que nunca nos abandonaram.

um grande abraço a todos
Suely

Relembro os posts publicados


http://sobreviventesdoavc.blogspot.com/2009_04_01_archive.html

http://sobreviventesdoavc.blogspot.com/2009/05/escreva.html


http://sobreviventesdoavc.blogspot.com/2009/05/dia-8.html


http://sobreviventesdoavc.blogspot.com/2009/05/blog-post_21.html


http://sobreviventesdoavc.blogspot.com.br/2012/02/cinco-anos-depois.html




sábado, 1 de fevereiro de 2014

Recuperaçao rápída de AVCH

Hoje quero dividir com vocês a minha alegria, relatar as minhas aflições e angústia passadas.

No dia 15 de novembro de 2013 recebi uma ligação, era minha cunhada dizendo que meu irmão havia sofrido um AVCH no dia 12 de novembro de 2013 e que talvez precisasse operar. Corria risco de vida.

Até então minha cunhada não tinha noção da gravidade e não informou a minha família que estava longe.

Meu chão caiu, imediatamente fui para a rodoviária do Tietê, pois moro em SP meu irmão mora no Rio de Janeiro. Fui chorando daqui lá e pensando nos conselhos que tanto dei ao meu irmão que deixasse de beber todos os dias e que praticasse uma atividade física. Somos filhos de pais hipertensos, e meu pai após sofrer vários AVC veio a falecer.

Chegando lá, vi meu irmão de 43 anos amarrado a uma cama de hospital ainda confuso, sonolento, alternando com momentos de agitação, com muita dor nas costas e pescoço. Um filme passava, lembrava de todo sofrimento que passamos com o meu pai. Ao mesmo tempo, um alivio surgia, meu irmão mexia todos os membros de forma rápida e precisa e estava descartada a necessidade de cirurgia, pois  o AVCH não estava evoluindo, permanecia sem alterações desde do dia que chegou ao hospital.

Os dias passaram e meu irmão permanecia internado na UTI, não abria os olhos, sentia um cansaço estremo, não levantava e usava fraldas. Os médicos diziam que meu irmão não interagia com os médicos e enfermeiros, somente com minha sobrinha e cunhada.

A confusão mental e o cansaço me preocupavam muito, pois os dias passavam e estes sintomas não desapareciam. E até os médicos não sabiam ao certo o motivo desse cansaço e sonolência que perdurava. Foi então que ele tomou bomba de potássio, e teve uma leve melhora passou a abrir os olhos e ficar mais tempo acordado, começou a dar os primeiros passos mesmo com muita tontura. Perdeu 15 quilos.

Meu irmão permaneceu cerca de duas semanas na UTI e mais três semanas no quarto. Recebeu alta médica a uma semana do Natal, minha mãe e eu fomos acompanhá-lo. Aos poucos começamos a realizar caminhadas, a confusão mental foi desaparecendo e de vez em quando tinha alguns pequenos esquecimentos.

Graças a Deus, hoje (29/01/2014) meu irmão encontra-se trabalhando, livre de seqüelas, apenas um pouco sonolento e com uma leve depressão, quadro natural após o grande trauma físico e mental que passou.

Bem pessoal, é isso, quis dividir com vocês as preocupações que tive, mas acima de tudo a alegria do grande milagre que recebemos de Deus, pois meu irmão teve uma segunda oportunidade. Deus tem um propósito na nossa vida! E somente ele pode nos livrar das tribulações e restaurar a nossa saúde. Portanto permaneçam na fé!


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Após 6 anos, aproveitando a vida, com limitações


Eu começo a minha história assim: era uma vez uma menina feliz, que teve uma infância e uma adolescência em uma cidade do interior de Minas. Ela sonhou estudar e fazer uma faculdade. Como a minha família era classe média não tinha recursos para manter os 3 filhos na capital para estudar, o meu pai como tinha parentes em Belo Horizonte, resolveu mudar da cidade do interior,que só tinha segundo grau e trazer toda família para Belo Horizonte. A nossa mudança veio toda junto com a família em um caminhão de mudanças.

Chegamos já tinha um apartamento alugado no bairro Carlos Prates para a família estudar. Assim que chegamos meu pai foi colocando cada filho para estudar. Eu consegui uma bolsa de estudos no colégio Anchieta em BH. Sempre fui inteligente. Para manter a bolsa tinha de tirar boas notas. Sempre fui estudiosa e tirava isto fácil. Como morávamos em uma cidade de muito calor, no início foi difícil acostumar com o clima de BH. Tivemos de comprar roupas de frio. Tivemos de acostumar com roupas de frio e deixar os shorts e camisetas que sempre usávamos no interior. 
A minha irmã começou estudar Psicologia. Chegou a hora de eu decidir a minha vida e escolher a minha carreira. Foi quando conheci uma prima que fazia Jornalismo. Eu comecei sair com a turma dela. Eu era a mascote da turma pois era bem mais nova. Encantei pela turma e pelas festas realizadas pela turma. Pois o pessoal de  Comunicação Social é bem festeiro. Fiz vestibular para Comunicação Social e no quinto período decidi pelo jornalismo pois adoro escrever. Estudei e me formei na faculdade de Ciências e Letras de Belo Horizonte, conhecida por Fafi BH.
Comecei a carreira em um jornal de BH conhecido por Diário de Minas. Conhecido por formar bons jornalistas em BH. Depois do jornal passei trabalhar em TV. Em telejornalismo. Mais na redação ou cozinha como é chamado quem não aparece na tela. Passei por vários veículos de comunicação em Belo Horizonte. O último foi a rede Minas de televisão.

Eu acordei bem cedo como fazia todo dia,pois pegava serviço às 6 horas da manhã. No dia 26 de junho de 2007. Eu estava arrumando para o trabalho quando desmaiei. Consegui levantar  e ir até a sala quando desmaiei de novo. Foi quando segurei em uma cadeira que fez barulho e aí minha irmã levantou e me viu deitada. Ela chamou imediatamente a ambulância da Unimed que me conduziu para o hospital Semper em Belo Horizonte.

Eu fiquei 20 dias no cti e 29 dias no apartamento. No segundo dia de cti eu já fiz a cirurgia.cai nas mãos de um ótimo neurologista. Saí do hospital em uma cadeira de rodas. Eu fiquei um ano na cadeiras de rodas. Foi o período mais difícil. Com ajuda da fisioterapia comecei a usar uma bota que chamam de tutor que comecei dar os meus primeiros passos. Hoje, já fez 6 anos. Hoje ainda em recuperação, já estou fazendo 3 caminhadas por semana. A minha agenda é cheia de compromissos de médicos fisioterapias e até terapia ocupacional. Tento aproveitar a vida mesmo com as minhas limitações.

No ano passado fiz uma viagem para Porto Seguro e neste ano, para Maceió. Não deixo por um momento ficar em depressão. Procuro viver o melhor possível dentro das minhas limitações. Hoje tenho um grupo na net, no facebook, que se chama Avc cuidado

Luciane - BH - MG

domingo, 19 de janeiro de 2014

Dois AVCs em pouco tempo

Oi, meu nome é Edlaene e tenho 36 anos. No dia 23/11/2013 tive um AVCH no qual fiquei na UTI por cinco dias . Logo após fui pro quarto, tinha ficado sem mexer o lado esquerdo do corpo, mas quando fui pro quarto já tinha voltado ao normal. Estava me sentindo bem e na segunda já tinha previsão de alta, mas infelizmente não foi o que aconteceu...
No domingo, dia 01/12/2013, acordei com dor de estômago e febre, me medicaram e fizeram exame para detectar uma suposta infecção, mas aconteceu durante a madrugada enquanto eu dormia e estava medicada. Tive outro AVCH e hoje me encontro com meu lado esquerdo do corpo com um pouco de  dificuldade de me locomover e mexer o braço. Minha fala está um pouco afetada mas dá pra entender tudo que eu falo. Os médicos me falaram que eu nasci de novo pois não aguentaria uma cirurgia. O coágulo esta numa parte difícil do cérebro,  a minha dificuldade é emocional pois não estou conseguindo lidar com esta situação pois antes eu era muito ativa e agora não consigo fazer nada. Tá muito difícil pra mim, por favor alguém me ajuda.

edlaene.nunes@hotmail.com

sábado, 18 de janeiro de 2014

Médico dizia que era sinusite

O meu nome e Janice e eu tive um AVC no ano de 2010. Eu tinha algumas dores de cabeça e fui ao médico, que me dizia que era sinusite. 
Só que no dia em que eu tomei o remédio  indicado pelo medico já entrei em coma em casa pois minha veia cerebral arrebentou se .

Eu fiquei no hospital João 23 de BH, vinte dias em coma. Depois fui me recuperando. Os médicos sempre diziam que era uma deficiente e que não conheceria e não falaria mais com ninguém. Mas o poder de Deus é muito mais forte, conheci a todos. Não tive nem um problema no andar,falar ou ver. 
Estou bem. Só sinto dores na operaçao que sempre pergunto ao neurologista mais nunca sabe me informar o porquê. sempre agradeço a Deus por esta bênção  na minha vida.

Janice - BH/MG

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

AVC de tronco e dor de cabeça


Em 08 de novembro de 2011 viajei para João Pessoa com meu pai (Argemiro Paulino de Souza, hj 78 anos) e minha filha. Íamos passar somente 10 dias um aniversário de 80 anos do cunhado do meu pai. Segundo ele relata ao descer do avião viu tudo escurecer mas nada comentou. Dois dias se passaram ele mais ou menos e se recusando ir ao medico. Isso deve ser coisas do avião (zumbido no ouvido).

No terceiro dia aceitou ir ao PS de uma cidadezinha no interior da Paraíba chamada Esperança a mais ou menos 2hs d João Pessoa. Uma medica atendeu medicou com um captopril em baixo da língua e liberou ele pra casa.
Por volta das 14hs ele pediu para ir ao medico novamente e ja com a perna esquerda já esquisita. Levei a um PS particular. Foi atendido e segundo me recordo a pressão estava 20/???. Em pouco tempo o diagnóstico um AVC...

Foram 3 dias no quarto e resolveram transferi-lo pro CTI. Já não tinha mais dinheiro pois só nestes três dias gastei 2500,00. Consegui uma vaga pelo SUS no CTI o hospital tinha uma ala do SUS e outra particular.
Ficava no hospital e minha filha sendo cuidada pelas primas e tias. Minha mãe estava no Rio. Tb tem pressão alta e a mesma idade dele por isso não contei nada a ela. Como ele tem a taxa de ácido úrico elevada e crises de gota q o impede de andar disse a ela q ele estava tendo uma dessas crises. Ela é claro q desconfiou mas... aceitou...

Os dez dias se passaram. Deixei a família cuidando dele. Voltei com minha filha q tinha aula (a essa altura do ano já estava passada mas tinha as provas do 4o. bimestre) e eu voltaria a trabalhar pois na verdade eu havia acumulado umas folgas e feriado de 15 e 20 de novembro.
Só quando cheguei ao Rio contei a minha mãe. Fui ate minha empresa onde trabalho há 14 anos. Pedi ferias urgente e eles me concederam. Cheguei numa quinta-feira e no domingo as 13hs ja estava no Hospital em Campina Grande. Na segunda, transferiram ele pro quarto nesse momento contatei q ele apresentava dificuldade de falar, na verdade nada tinha a ver com o AVC simplesmente não haviam limpado a prótese dentaria dele durante todos esses dias.

Quinze dias depois ele teve alta sem perder a consciência mas com o lado esquerdo paralisado.
Ficamos na casa da minha tia mais 15 dias aproximadamente fazendo fisioterapia particular e finalmente conseguimos autorização para voltar pro Rio.
De lá pra cá muitas consultas particulares e esperas do SUS.
Fisioterapia na ABBR um centro de reabilitação aqui do Rio de Janeiro, que atende pelo sus e particular. Ele não quis ajuda psicológica e nem da fono, somente a fisioterapia. No início se esforçou muito para superar e seu maior sonho era voltar a trabalhar como empalhador de cadeiras, oficio que aprendeu durante o período em que era porteiro e praticava a mais de 30 anos. 
Fiz uma ressonância de cranio em Março de 2012 e descobrimos que o AVC foi no tronco encefálico. Ele sente muitas tonturas e muita dor de cabeça. O braço esquerdo recuperou a força mas não tem coordenação. Assim como a perna também não tem firmeza. Ele sente muitas dores e dormência no braço.
Hoje em dia tem muita dor de cabeça. Esta fazendo tratamento no Instituto de Neurologia Deolindo Couto aqui no Rio e tem uma excelente assistência, muito embora ainda não tenhamos acertado as medicações. Atualmente Losartan 50mg + Venlafaxina 37,5mg (cafe) + 2 ass 100mg + tamarine (almoço) + sinvastatina 20mg + venlafaxina 75mg (jantar)
As ultimas tentativas que não funcionaram: depakene 250mg (melhorou a dor de cabeça mas ele ficou tento certa confusão mental, ouvindo vozes e histórias com vizinhos, perseguições) 
Propanolol 20mg cafe + 20mg jantar - abaixou de mais a pressão ao ponto dele urinar na cama...
Clonazepan 05mg a noite passava a manha querendo dormir... 
Hoje ele esta afastado da fisioterapia pois as tonturas o deixam inseguro para o tratamento. Tem um estado de constante irritabiidade, não suporta o barulho da TV ou qualquer outra música. Esta extremamente preocupado com a minha ausência (pois trabalho e saio de casa as 7 da manha e retorno as 20:30), minha mãe relata que as 17hs ele já começa a questionar minha presença.
Vocês tem alguma outra indicação de uma medicação para cessar esta dor de cabeça?

Claudia Azevedo
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