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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

AVC isquêmico, 41 anos.

Sofri um AVC isquêmico em 27/01/2013.Com 41 anos.Estava passando final de semana em um sítio,  sábado 26/01havia dançado, me divertido muito, todos  em um churrasco que fizemos. Estava tudo bem durante todo  o sábado.Quando terminamos o churrasco e a dança fui para o quarto me deitar e não sentia nada. Pela manhã me levantei como de costume ,sentindo apenas uma dor como uma pressão no pescoço.Achei que era torcicolo pois todos no sítio acordaram com dor no pescoço.

Pensei:só estranhei o colchão.Estava ,além do pescoço que nem doia tanto apenas com o corpo ruim, tipo de um mal estar de gripe,corpo querndo cama,mais nada.Me deitei e lá fiquei me sentindo desanimada e cansada só..Fui levar um analgésico para meu filho que tb acordou com o pecoço doendo.Fui até o quarto dele e quando falei com ele  ,muita dificuldade para falar e as palavras saíram todas enrroladas, parecia que minha língua tinha dado um nó.Sensação cda língua pesada.Meu filho pegou o remédioe perguntou se eu estava brincando falando assim.Nesse momento minha boca já estava torta do lado esquerdo.Ele chamou meu marido que me perguntava se eu estava bem.Eu dizia que sim, não sentia nada.Ele disse que iria chamar a emergência e eu falava que não era pra tanto.Que não precisava.Meu marido me convidou para sentar.


Desse momento em diante já não tinha os movimentos do braço e  perna esquerda.Ele fizeram testes me pedindo pra levantar o braço ,o direito eu conseguia o esquerdo não.Me marido então já tinha ligado p emergência, mas como estávamos fora da cidade eles pediram para me levarem até certo ponto da estrada que eles me encontrariam. Acabamos indo direto parao pronto socorro. Achamos mais rápido até.


Precisei de ajuda para caminhar até o carro.Duas pessoas quase que me carregando até o carro.Minha perna não se firmava mais.EU sentia apenas sono.Muito sono.Chegando no PS já com suspeita do AVC.Não me deram anti-coagulante pois disseram que teriam que saber se isquêmico ou hemorrágico primeiro.Disseram que o risco poderia ser maior que o benefício.Enquanto isso procuravam um hospital na capital, pois moro no interior que tivesse UTI pois moro no interior e providenciaram uma UTI móvel para me levar .Minha cidade não tem UTI e nem muitos recursos e fica a 60Km da  capital que é Belo Horizonte. Moro em Minas Gerais.


Já na UTI m´vel com acompanhamento de 1 médico , enfermeira oxigênio segui para a capital. No hospital: tomografia. ressonância e ultrasom da carótida:AVC isquêmico por oclusão total da carótida interna direita.Muitos testes.olha pra lá aperta minha mão...  fui para a UTI .Fiquei apenas 1 dia , talvez o resto do dia só.Não perdi a consciência em momento algum.Sou hipertensa controlada, mas a pressão estava boa todo o tempo, momento algum tive pressão alta.Fiquei internada alguns dias.Comecei fisioterapia e fonoaudiologia já no hospital.Não andava nada, o lado esquerdo  parou e tinha dificuldades pra falar.Fui pra casa,usando fraldas, em uma cadeira de rodas e com muita esperança e fé no coração.Eu não tinha real noção do meu estado.Eu achava que iria dormir e acordaria normal. Grande ilusão e susto qdo despertei no dia seguinte.


Uma coisa que acho incrível ´é que durante todo o quadro do AVC eu sentia uma felicidade absurda .Um bem estar espiritual que nunca havia experimentado.Chegando em casa trabalhos intenso 2 fisioterapeutas revesando três vezes na semana.Meu filho  me ajudando incansavelmente co m a fono, acompanhamento psiquiátrico, cardiológico, nutricionale uma grande luta por vim.Dois meses depois meu rosto estava normal, minha fala tb e eu já andava sem auxílio de  bengala dentro de casa.Muita fé no coração,  pensamento positivo  e muito esforço e fisioterapia.Jhj, quase 01 ano depois ainda não movimento o braço esquerdo mas ando na rua com ajuda de bengala ou pessoas e em casa sem ajuda para todo lado.Minha casa tem 23 degraus, moro no 2o andar. Hj desço e subo com facilidade com a ajuda de um corrimão. Cheguei a pensar até em mudar de casa.Com D eus podemos tudo e, pensando assim obtive força para persistir e não desanimar.Hj sei que vou ter uma vida normal, só não sei como, nem quando.Estou afastada do trabalho mas pretendo voltar,se Deus quiser.


Deixo grande abraço a tds lutam e digo :lutem tenham fé, iremos vencer, falta pouco.

Mírian Braga. - MG

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