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quarta-feira, 6 de maio de 2009

A recuperação


Quando o corpo não obedece ao cérebro 
 

     Fase dolorosa em que você tenta, tenta, esforçasse e nem o mais leve esboço de reação. O monstro da imobilidade, incapacidade, invalidez é feio e assusta mesmo.  Mas sei que há ainda muitos neurônios trabalhando, em algum lugar. As emoções existem, logo deverão de estar sendo processadas em algum ponto. E toda a parte motora do lado direito está perfeita - noutra grande área de processamento. Posso sorrir, brincar, chorar e lembrar... Já pararam para pensar quantos gigabytes, terabytes ou sei lá que medida seria, temos armazenados na memória? Pois está tudo lá, vivíssimo, o passado, compromissos próximos, futuros, telefones, endereços, nomes e imagens de lugares por onde andamos, pessoas que conhecemos, amores, alegrias e decepções.  

O lado esquerdo pode não obedecer direito.  Sinto, porém, ter domínio sobre meu cérebro. Não deve estar tão danificado assim, pois entende e obedece a minha vontade, exceto mexer melhor a mão esquerda, claro.  
     Mas, se quero lembrar-me de algo, os neurônios sobreviventes vão lá e acham-no para mim. Sinto-me, sempre, agraciado pelos céus, pois controlo o que há de mais importante: a minha mente, dentro do cérebro que me restou.  

Quando o corpo não acompanha o cérebro 

      Foi por volta do início de 2007 que eu adentrei numa nova fase de recuperação. Esse marco coincidiu com um novo tratamento que fiz com o fisioterapeuta - hoje amigo, Rodrigo Deamo (a Terapia por Contenção Induzida - TCI). Sobre essa terapia escreverei um post específico, pois vale à pena. No meu caso ajudou muito. 

      Como ia dizendo, esta que considero a segunda fase da minha recuperação caracteriza-se  por uma sentida melhora considerável da atividade cerebral e movimentos retornando cada vez mais. Sinto que o desenvolvimento motor não é capaz de acompanhar os progressos cerebrais. Por mais que tente, meu corpo não consegue acompanhar o ritmo da cabeça que parece funcionar como nunca. Comparado a um Ronaldo que fica um tempão sem jogar e retorna fazendo monte de gols (não sou corintiano não! Mas admiro e torço por esse rapaz) 

      Enfim, hoje trabalho para que meu corpo atinja um nível de resposta a altura da capacidade da minha nova ordem cerebral.  O segredo não é segredo para ninguém mais aqui. Ser incansável nos exercícios, vibrar a cada pequena vitória, manter a fé e o espírito direcionado a auto-cura. Sim, temos essa capacidade! O corpo humano é maravilhoso, se regenera. Podemos ajudar essa tarefa ingerindo vitamina D e tomando sol diariamente, sem o qual a vitamina D não é processada. Mais essa que aprendi neste caminho. A vitamina D é fundamental para a reconstituição neuronal - formação de novos neurônios.

Paulo Coutinho

3 comentários:

sobreviventes do avc disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
SUELY disse...

Paulo, você fez TCI no Lar Escola São Francisco ou particular?

Paulo Coutinho disse...

Su, os dois... foi no larescola SF e particular

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