quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Vão-se os dedos, ficam os anéis.
Passei então a ter crises de pânico e pedi para ser atendida por um psiquiatra. Lá falei sobre minhas crises e sobre minha preocupação de que eu não melhorava. O médico procurou quem tinha me atendido e a médica já estava indo embora do plantão . Quando a médica me procurou ela disse que achava que eu tinha melhorado e ido embora, mas diante do meu quadro fui mandada a Campinas para fazer uma tomografia pois ela estava suspeitando de um AVC que foi constatado posteriormente. Fui transferida para a Santa Casa de Bragança e lá fiquei internada por 4 dias. Mas o que deixou a mim e ao meu marido revoltados foi ser atendida por um médico conhecido do meu marido, e ele nos dizer que aquele quadro poderia ser revertido se eu tomasse nas primeiras horas do AVC um antitrombolítico ( corrijam se eu errar o nome). Agora não adiantava mais, o estrago foi feito.
Meu marido saiu do emprego e ficou por três meses cuidando de mim. Fiquei com o lado direito paralisado, boca torta, sem equilibrio , fala pastosa...O antigo dito popular dizia "vão-se os anéis e ficam-se os dedos", mas no meu caso foi ao contrário. Tenho 47 anos e em meus 44 anos de vida recebi um presente, um AVC. Muitos me dirão: Presente?Mas que presente é esse?
Sim, um presente da parte de Deus que é a chance de poder viver e ver meus filhos crescerem.
Gosto muito do livro Pollyana de Eleanor Poter e gosto (assim como ela) fazer o jogo do contente (quem leu o livro sabe do que estou falando e pra quem não leu fica a dica). Busco sempre o lado bom das coisa.
Ao receber o "presente" (de grego) fiquei com o lado direito paralisado, a boca torta e fala pastosa. Hoje já recuperei quase que integralmente o poder de me comunicar, meu lado direito da face se entorta quando dou risada ou choro.Tenho praticamente o lado direito paralisado (hemiplegia , perdoem-me se errei o nome), Hoje digito isto com a mão esquerda mesmo sendo destra.
Olga - Bragança Pauista - SP.
7 anos
No dia 18 de fevereiro, completamos sete anos de luta após o AVC que Paulo Paiva sofreu em 2007.
As melhoras são menos visíveis agora. Mas continuam acontecendo. Há 3 anos que ele não sofre convulsões e estamos atravessando o primeiro verão sem a sonda no estômago, que servia principalmente pra ele tomar água, se hidratar.
Quando já nem tínhamos mais esperanças, em maio do ano passado, conseguimos remover o dispositivo, que causava certo desconforto e cuidados especiais, com curativos diários e providências na hora da fisioterapia e do banho.
Agora ele consegue ficar em pé por alguns minutos sem nenhum apoio e está muito mais lúcido. Um acontecimento marcante, que foi a premiação do troféu Angelo Agostini foi superimportante pra ele. Registrou e memorizou as pessoas que compareceram, em especial alguns novos amigos, como o caso do desenhista Byrata, de Sta Maria, RS. Também a presença de Dra. Paula, a médica que o operou, foi marcante. Ele não se recorda dela, da época do hospital, mas a retomada de contato foi devidamente registrada em sua memória recente, o que não é comum.
Aproveito a época para agradecer, mais uma vez, a todos amigos que nunca nos abandonaram.
um grande abraço a todos
Suely
Relembro os posts publicados
http://sobreviventesdoavc.
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sábado, 1 de fevereiro de 2014
Recuperaçao rápída de AVCH
Hoje quero dividir com vocês a minha alegria, relatar as minhas aflições e angústia passadas.
No dia 15 de novembro de 2013 recebi uma ligação, era minha cunhada dizendo que meu irmão havia sofrido um AVCH no dia 12 de novembro de 2013 e que talvez precisasse operar. Corria risco de vida.
Até então minha cunhada não tinha noção da gravidade e não informou a minha família que estava longe.
Meu chão caiu, imediatamente fui para a rodoviária do Tietê, pois moro em SP meu irmão mora no Rio de Janeiro. Fui chorando daqui lá e pensando nos conselhos que tanto dei ao meu irmão que deixasse de beber todos os dias e que praticasse uma atividade física. Somos filhos de pais hipertensos, e meu pai após sofrer vários AVC veio a falecer.
Chegando lá, vi meu irmão de 43 anos amarrado a uma cama de hospital ainda confuso, sonolento, alternando com momentos de agitação, com muita dor nas costas e pescoço. Um filme passava, lembrava de todo sofrimento que passamos com o meu pai. Ao mesmo tempo, um alivio surgia, meu irmão mexia todos os membros de forma rápida e precisa e estava descartada a necessidade de cirurgia, pois o AVCH não estava evoluindo, permanecia sem alterações desde do dia que chegou ao hospital.
Os dias passaram e meu irmão permanecia internado na UTI, não abria os olhos, sentia um cansaço estremo, não levantava e usava fraldas. Os médicos diziam que meu irmão não interagia com os médicos e enfermeiros, somente com minha sobrinha e cunhada.
A confusão mental e o cansaço me preocupavam muito, pois os dias passavam e estes sintomas não desapareciam. E até os médicos não sabiam ao certo o motivo desse cansaço e sonolência que perdurava. Foi então que ele tomou bomba de potássio, e teve uma leve melhora passou a abrir os olhos e ficar mais tempo acordado, começou a dar os primeiros passos mesmo com muita tontura. Perdeu 15 quilos.
Meu irmão permaneceu cerca de duas semanas na UTI e mais três semanas no quarto. Recebeu alta médica a uma semana do Natal, minha mãe e eu fomos acompanhá-lo. Aos poucos começamos a realizar caminhadas, a confusão mental foi desaparecendo e de vez em quando tinha alguns pequenos esquecimentos.
Graças a Deus, hoje (29/01/2014) meu irmão encontra-se trabalhando, livre de seqüelas, apenas um pouco sonolento e com uma leve depressão, quadro natural após o grande trauma físico e mental que passou.
Bem pessoal, é isso, quis dividir com vocês as preocupações que tive, mas acima de tudo a alegria do grande milagre que recebemos de Deus, pois meu irmão teve uma segunda oportunidade. Deus tem um propósito na nossa vida! E somente ele pode nos livrar das tribulações e restaurar a nossa saúde. Portanto permaneçam na fé!
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