Sofri um AVC isquêmico em 27/01/2013.Com 41 anos.Estava passando final de semana em um sítio, sábado 26/01havia dançado, me divertido muito, todos em um churrasco que fizemos. Estava tudo bem durante todo o sábado.Quando terminamos o churrasco e a dança fui para o quarto me deitar e não sentia nada. Pela manhã me levantei como de costume ,sentindo apenas uma dor como uma pressão no pescoço.Achei que era torcicolo pois todos no sítio acordaram com dor no pescoço.
Pensei:só estranhei o colchão.Estava ,além do pescoço que nem doia tanto apenas com o corpo ruim, tipo de um mal estar de gripe,corpo querndo cama,mais nada.Me deitei e lá fiquei me sentindo desanimada e cansada só..Fui levar um analgésico para meu filho que tb acordou com o pecoço doendo.Fui até o quarto dele e quando falei com ele ,muita dificuldade para falar e as palavras saíram todas enrroladas, parecia que minha língua tinha dado um nó.Sensação cda língua pesada.Meu filho pegou o remédioe perguntou se eu estava brincando falando assim.Nesse momento minha boca já estava torta do lado esquerdo.Ele chamou meu marido que me perguntava se eu estava bem.Eu dizia que sim, não sentia nada.Ele disse que iria chamar a emergência e eu falava que não era pra tanto.Que não precisava.Meu marido me convidou para sentar.
Desse momento em diante já não tinha os movimentos do braço e perna esquerda.Ele fizeram testes me pedindo pra levantar o braço ,o direito eu conseguia o esquerdo não.Me marido então já tinha ligado p emergência, mas como estávamos fora da cidade eles pediram para me levarem até certo ponto da estrada que eles me encontrariam. Acabamos indo direto parao pronto socorro. Achamos mais rápido até.
Precisei de ajuda para caminhar até o carro.Duas pessoas quase que me carregando até o carro.Minha perna não se firmava mais.EU sentia apenas sono.Muito sono.Chegando no PS já com suspeita do AVC.Não me deram anti-coagulante pois disseram que teriam que saber se isquêmico ou hemorrágico primeiro.Disseram que o risco poderia ser maior que o benefício.Enquanto isso procuravam um hospital na capital, pois moro no interior que tivesse UTI pois moro no interior e providenciaram uma UTI móvel para me levar .Minha cidade não tem UTI e nem muitos recursos e fica a 60Km da capital que é Belo Horizonte. Moro em Minas Gerais.
Já na UTI m´vel com acompanhamento de 1 médico , enfermeira oxigênio segui para a capital. No hospital: tomografia. ressonância e ultrasom da carótida:AVC isquêmico por oclusão total da carótida interna direita.Muitos testes.olha pra lá aperta minha mão... fui para a UTI .Fiquei apenas 1 dia , talvez o resto do dia só.Não perdi a consciência em momento algum.Sou hipertensa controlada, mas a pressão estava boa todo o tempo, momento algum tive pressão alta.Fiquei internada alguns dias.Comecei fisioterapia e fonoaudiologia já no hospital.Não andava nada, o lado esquerdo parou e tinha dificuldades pra falar.Fui pra casa,usando fraldas, em uma cadeira de rodas e com muita esperança e fé no coração.Eu não tinha real noção do meu estado.Eu achava que iria dormir e acordaria normal. Grande ilusão e susto qdo despertei no dia seguinte.
Uma coisa que acho incrível ´é que durante todo o quadro do AVC eu sentia uma felicidade absurda .Um bem estar espiritual que nunca havia experimentado.Chegando em casa trabalhos intenso 2 fisioterapeutas revesando três vezes na semana.Meu filho me ajudando incansavelmente co m a fono, acompanhamento psiquiátrico, cardiológico, nutricionale uma grande luta por vim.Dois meses depois meu rosto estava normal, minha fala tb e eu já andava sem auxílio de bengala dentro de casa.Muita fé no coração, pensamento positivo e muito esforço e fisioterapia.Jhj, quase 01 ano depois ainda não movimento o braço esquerdo mas ando na rua com ajuda de bengala ou pessoas e em casa sem ajuda para todo lado.Minha casa tem 23 degraus, moro no 2o andar. Hj desço e subo com facilidade com a ajuda de um corrimão. Cheguei a pensar até em mudar de casa.Com D eus podemos tudo e, pensando assim obtive força para persistir e não desanimar.Hj sei que vou ter uma vida normal, só não sei como, nem quando.Estou afastada do trabalho mas pretendo voltar,se Deus quiser.
Deixo grande abraço a tds lutam e digo :lutem tenham fé, iremos vencer, falta pouco.
Mírian Braga. - MG
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Após cirurgia, ainda sonolenta
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Olá amigos do blog, boa tarde. Venho através deste e-mail contar um pouco da história da minha mãe Antonia. ela tem 47 anos, tinha uma vida agitada em casa, não estava trabalhando fora, ficava em casa cuidando das coisas. Sempre teve hipertensão desde jovem, mas NUNCA usou medicação! Raramente se queixava de dores de cabeça, quando sentia dor tomava chás e mastigava noz moscada, que segundo ela é bom para abaixar a pressão.A comida aqui em casa é sem sal, colocamos só um pouquinho na comida, ela não bebe, não fuma, não come gorduras, não tem diabetes, nem colesterol alto, tem uma alimentação saudável com frutas e verduras.
No dia 29 de outubro de 2013, quando estava voltando para casa, recebi uma ligação da minha mãe por volta das 13:00 me dizendo ficou cega do olho direito, fiquei desesperada pois estava no ônibus e tinha que tinha acabado de pegar, pedi para que ela fosse até o ponto de ônibus perto de casa e que iria encontra ela para irmos a clínica oftalmológica. Então quando encontrei ela perguntei se ela estava sentindo alguma coisa, e ela dizendo que não, que só estava incomodada com o olho, que só estava enxergando nuvens escuras. fomos até a clínica e já era pela tarde e a atendente disse que não tem oftalmologista pela tarde e marcamos a consulta para outro dia. como eu trabalho em um hospital resolvi ligar para a minha chefe e perguntar se tinha oftalmologista pela tarde, ela disse que não sabia mas que poderia levar ela lá.
Chegamos lá na emergência e não tinha oftalmologista, e a minha chefe nos orientou que fizéssemos uma tomografia, antes disso ela mediu a pressão e estava normal. Então ela fez a tomografia no mesmo dia e a médica NEUROLOGISTA, disse que não tinha NADA DE ANORMAL NO CÉREBRO DELA. Ficamos um pouco aliviadas e ela faliu que PODERIA SER um problema oftalmológico, passou um anti-inflamatória chamado profenide e marcou uma consulta com um oftalmologista no dia seguinte pela tarde.
Fomos para casa, e eu só perguntando a ela se ela estava sentindo alguma coisa e ela sempre respondendo que NÃO! Comprei o remédio e ela tomou e disse que estava sentindo um pouco melhor e antes de dormir eu falei com ela, se sentir alguma coisa me chame e chame meu pai também. Eu dormi e meu pai não dormiu direito e disse que ela passou quase a noite toda se levantando agoniada com o olho. No outro dia, 30/10 eu não fui trabalhar e não esperei dar 14:00, hora que estava marcada a consulta no oftalmologista do hospital em que trabalho (hospital público) e como já tinha marcado uma consulta em uma clínica particular, levei ela para a clínica, antes de sair de casa pela manhã, ela desmaiou na porta do banheiro e eu estava perto dela, fiquei em pânico tremendo, só estava eu e ela em casa, ela vomitou (babou na verdade) e chamei ela e logo ela se recuperou.
Chamei o Samu e eles disseram que nesses casos de vômito não vai em casa buscar. ela já tinha melhorado e fomos de ônibus para a clínica. Chegando lá na consulta ela desmaiou de novo e dessa vez foi sério e começou a babar, enrolar a língua, ter falta de ar, o lado esquerdo paralisou e a médica da clínica chamou o samu que demorou um poco pra chegar, foram minutos de desespero, vendo a minha mãe naquela situação, eu nunca tinha visto a minha mãe passar mal.
O médico do samu chegou e logo diagnosticou um AVC hemorrágico e levaram ela para emergência do hospital (não aquele que eu trabalho) aqui em Salvador. Ainda bem que Deus me deu a sabedoria de levar a tomografia que ela fez no hospital que eu trabalho e assim que chegou na reanimação o médico olhou a tomografia e logo viu que tinha um pequeno sangramento.
Agora eu paro e pergunto: COMO UMA MÉDICA NEUROLOGISTA, OLHA UMA TOMOGRAFIA E DIZ QUE NÃO TEM NADA NO CÉREBRO, E COMO O MÉDICO DA EMERGÊNCIA LOGO VIU QUE ELA ESTAVA TENDO UM AVC PELA TOMOGRAFIA? QUE MÉDICA É ESSA???
O médico disse que iria fazer uma cirurgia urgente, estava eu me pai, o médico explicou dos riscos e tal e meu pai assinou a autorização da cirurgia. No mesmo dia, 30/10 ela operou a cabeça, foram quase 6 horas de cirurgia e eu rezando para que ela sobrevivesse pois ela nunca tinha passado por uma cirurgia de grande porte como essa, abrir o crânio!
Graças a Deus deu tudo certo na cirurgia e sai do hospital quase 9 da noite, horário do fim da cirurgia. Ela passou 23 dias sedada, teve pneumonia, teve dificuldade em controlar a pressão, ficou entubada, fez traqueostomia...mas teve uma boa melhora nesses 36 dias de UTI.
O quadro clínico dela está bom, respira sozinha, a pressão está normal, tá tudo normal com ela. O que me preocupa é que ela ainda não acordou 14 dias depois que tiraram os sedativos, nesses 14 dias ela deu alguns sinais, abriu os olhos, piscou, mas não fala e nem interage com o ambiente, mexe os braços, chora quando falamos algo, significa que ela está ouvindo, mas não despertou totalmente, tem dias que ela está com os olhos bem abertos, mas parece que não vê, e fica agitada, quando pensamos que no outro dia ela vai acordar, ela dorme de novo.
O médico disse que ela está sonolenta, em coma vigil e que temos que ter paciência porque o que ela teve foi grave e poucos sobrevivem. Foi um sangramento extenso no lado direito do cérebro, as últimas tomografias mostraram que o edema reduziu e o hematoma também. Quero saber de alguém que teve um caso assim se demorou para acordar depois que tirou os sedativos e como acordou, quais foram as sequelas, quero tirar muitas dúvidas que tenho. Creio em Deus que ela vai acordar bem, e sem sequelas ou com poucas, fico todo dia na expectativa de vê-la acordada, falando conversando, enxergando se mexendo, por favor alguém mne ajude!
Jamile, Salvador-Ba.
domingo, 29 de setembro de 2013
35 anos, 11 após AVCH
Meu nome é David Simon, moro em São Paulo, tenho 35 anos, e há 11 anos atrás eu tive uma intervenção cirúrgica no Hospital Albert Einstein por causa de um AVC hemorrágico.
Uma dor de cabeça muito forte, uma desorientação espacial e uma dificuldade na fala foram alguns sintomas que me levaram ao hospital.
Meu pai é médico e, ao me ver, em casa, percebeu que era algo sério e me levou direto ao hospital.
Quando cheguei ao hospital, fizeram diversos exames e detectaram a existência de uma má formação congênita. Uma veia capilar, que ao invés de ser reta, era toda enrolada como um novelo e tinha se rompido. Era por lá que vazava o sangue e gerava toda esta dor que eu sentia naquele momento.
Meu cérebro estava muito inchado. Por isso a dor de cabeça. Para melhorar a dor, precisaria de uma intervenção cirúrgica invasiva e para isso o cérebro tinha que desinchar. Comecei a tomar remédio na veia para desinchar o cérebro e me mantiveram sedado na UTI nesse período. Quando tentavam diminuir a sedação, eu reclamava muito de dor e logo aumentavam as taxas dos sedativos. Depois de quase 10 dias sedado, esperando o cérebro desinchar, fui para a sala de cirurgia. Foram quase 10 horas de cirurgia até que veio o laudo. A Ma formação congênita foi resolvida.
Foram muitos e intermináveis dias que eu fiquei internado, entre UTI, semi-intensiva e quarto comum e mais um longo período de recuperação em casa.
Ao chegar no hospital, ainda no pronto-socorro, tive a minha primeira convulsão da vida. Tive algumas no período em que estive internado e pós hospital tive algumas outras.
Durante muitos anos tive crises parciais simples. São ondas neurais desorientadas, que causam alguns sintomas. Visão dupla, dificuldade na fala e desorientação espacial, causando uma dificuldade de andar durante as crises parciais. Graças a D's , fazem anos que não tive mais problemas.
Hoje em dia os medicamentos anticonvulsivantes que tomo diariamente estão controlados e não tenho tido mais problemas.
Uma das reações adversas de um dos anti-convulsivantes que tomo diariamente é a formação de trombos. Por causa disso tenho problemas de circulação de sangue. Ja tive que ser hospitalizado por mais de uma vezes, em função da formação de trombose, para ficar no hospital em observação.
Por causa da cirurgia na cabeça, perdi parte da visão. O nervo ótico que coordena a parte direita da visão , durante a cirurgia teve de ser rompido e não ha nada a fazer nos dias de hoje. Enxergo com os dois olhos, metade. Enquanto uma pessoa que tem a visão completamente saudável enxerga quase 180graus. Enxergo apenas 90graus. Do centro do campo de visão (olhando para frente), para a esquerda, eu enxergo. O lado direito não enxergo nada.
Por não enxergar o campo de visão direito, não seria prudente da minha parte voltar a dirigir. Pelas leis de transito, uma pessoa que toma medicamentos anticonvulsivantse como o meu caso, não passa no exame médico para tirar habilitação de motorista.
Tentei por alguns anos dirigir mas depois de muitas batidas, e um grande susto, resolvi parar de tentar dirigir. (Limitações das sequelas do AVC)
Esqueci de tomar os anticonvulsivantes, em um período de ajuste dos medicamentos e acabei tendo uma crise convulsiva, dirigindo meu carro, em plena Avenida Sumaré. O resgate dos bombeiros conseguiu quebrar a janela do carro para me socorrerem e levarem ao pronto-socorro mais próximo.
Hoje em dia, tenho as limitações que o avc me colocou, mas fora isso, tenho uma vida supersaudável.
Após o AVC, eu me formei na faculdade, casei, tive 2 filhos e construí uma família linda.
E como diz Zeca Pagodinho.......
"Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu
Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu"
domingo, 15 de setembro de 2013
AVC hemorrágico, socorro rápido e em recuperação
Meu nome é Luciana e minha mãe sofreu um AVC evoluindo para o Hemorrágico. Vou contar aqui como tem sido a vida desde o dia 09/08/2013 e gostaria muito de receber informações, comentários e dicas sobre como conduzir a vida nesse momento tão difícil.
Ela morava com o meu padrasto em Maricá e sempre foi cardiopata o que levou ao AVC. Numa quinta a noite recebi a notícia que ela estava passando mal internada no Hospital Conde Modesto Leal (um hospital sem recursos, que tem pelo menos 3 óbitos por dia e os profissionais são sobrecarregados de trabalho).
Saí do Rio e corri para lá, quando me deparo com minha mãe sem falar e com o lado direito paralisado aguardando para fazer a tomografia e confirmar o AVC, o que foi feito em seguida.
Consegui a transferência dela na manhã do dia seguinte e ela deu entrada no hospital Procordis de Niterói. Daí pra frente foram 16 dias de CTI onde o quadro evoluiu para Hemorrágico e uma arritmia sem fim.
Os médicos pararam de dar o anticoagulante porque precisavam controlar a arritmia. Foram remédios, cardioversões até que finalmente foi controlado.Nesse meio tempo ela conseguiu falar com grande dificuldade mas o lado direito dela está completamente paralisado.Controlada a arritmia era hora de voltar a dar o anticoagulante só que nesse tempo que não foi dado apareceu novo trombo no coração.Era um momento difícil, talvez o mais difícil porque nós familiares já tínhamos noção do que estava acontecendo...entregamos nas mãos de Deus e dos excelentes médicos do hospital.
Tudo deu certo e no dia seguinte ela foi transferida para o quarto, tendo alta 4 dias depois. No momento ela continua com hemiplegia do lado direito, quase sem força na musculatura, a sensibilidade e o equilíbrio estão preservados, uma leve paresia na face direita e a dificuldade tanto na fala quanto na articulação.
É tudo muito novo, são muitas perguntas sem respostas, são sentimentos confusos de revolta e agradecimento, são várias adaptações na rotina de todos e principalmente na minha já que ela está na minha casa.Mas estou muito confiante na sua recuperação.
Vai fazer uma semana que ela está em casa, seu humor não é mais o mesmo, pouco fala e muitas coisas foram esquecidas e são trocadas quando articuladas, a parte motora não vi nenhuma evolução.
Tem feito fonoaudiologia e fisioterapia 3 vezes na semana e como consegui a home care desses profissionais pelo plano vou aumentar as sessões de fisio para 5 vezes na semana e 4 de fono.Consegui duas cuidadoras e a maior dificuldade está em dar banho. Seu INR ainda não está no nível correto o último exame feito no sábado estava 1,83 sendo que tem que está em 2 e 3 e sua pressão voltou a baixar muito.
A vida teve uma reviravolta muito grande, fatores emocionais, financeiros, profissionais e sociais sofrem uma grande modificação e temos que nos virar para administrar tanta coisa.
Li muitas depoimentos nesse blog e serviu para renovar minhas esperanças. O mais difícil do AVC é a incerteza do tempo e da recuperação, lidar com isso é angustiante. A minha cabeça não para, a ansiedade me consome e fico em constante processo de busca pela rápida recuperação, o que tenho certeza que não vai acontecer.
Meu próximo passo é conseguir uma vaga na ABBR um centro de referência em reabilitação aqui no Rio de Janeiro, acho que vai ser bom pra ela conviver com pessoas que tiveram e tem as mesmas dificuldades que ela, isso acredito eu que eleve a auto estima e a força de vontade já que você não se sente tão sozinho.
Vou continuar postando as evoluções e os dia a dia assim faço um diário e posso tentar ajudar da mesma forma que alguns aqui ajudaram. Um abraço a todos !!
Luciana Curi - lucianamartinscuri@gmail.com

terça-feira, 2 de julho de 2013
Poucas sequelas após 3 AVCIs
Quando tive o primeiro AVC isquêmico do lado
esquetdo do cérebro estava trabalhando, porque eu sou autônomo e fico até tarde
, foi no dia 19/06/2008. Era aproximandamete 0:15 minutos do mesmo dia. Estava
trabalhano em meu computador e do nada já não entendia nada !! "O que
estou fazendo ??" E me bateu um sono... Não lembro se deliguei a cpu ...Fui
direto pra cama... Minha esposa já dormia... Caí do lado dela e apaguei!!!
Lembro de ter sonhos confusos sem fundamento.
Ao acordar minha esposa já tinha levantado e ao levantar o braço direito, já
não tinha movimento. Sentei na cama com muito trabalho...Ao me pôr em pé, senti
que cairia, mas fiz uma força e fiquei de pé. O lado direito não existia. Ao
chegar perto da minha esposa (ela estava de costa pra mim, assistindo tv), eu
não tinha voz pra chamar ela. Quando ela olha pra trás e me vê, nessa hora ela
percebeu que algo errado havia acontecido ... Ela começou a questionar "
vc está bem ?” Eu só respondia
balançando a cabeça que não estava bem... Ela então foi chamar ajuda e me
levaram para o hopistal...
Eles faziam pergunta pra mim ... eu
respondia "baaaaaaa " ou então "bbuuuuu". Era
terrivel o som da minha voz... Resumindo: em 2009 tive outro, estava na praia,
e em 2010, outro...
O meu caso não tenho pressão alta ...sem
diabetes ... não fumava e nem fumo .. Coração tá ok .. Fiz uma série de exames
de primeiro mundo ... angeografia, que exame ruim de fazer " Nada
... Tomo AS para qualquer eventualidade ...
Sequelas: Ficou um certo distúrbio pra falar...
Quem não me conhece diz q nunca tive derrame ...
mas é isso.
Wilson J. Araújo, 42 anos, S.Paulo-SP
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