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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Em reportagem na Folha


Alfredo, moderador de nossa comunidade e do grupo do MSN, concedeu entrevista à Folha de SP.

Transcrevemos o texto da reportagem, publicada no sábado, dia 20/06/2009

AVC aumenta entre mais jovens

Estudo brasileiro diz que 7,5% dos pacientes que sofreram acidente vascular têm menos de 45 anos

Exposição, cada vez mais cedo, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade explica aumento nessa faixa etária

FLÁVIA MANTOVANI
ENVIADA ESPECIAL A GRAMADO

Tido como um problema típico de pessoas mais velhas, o AVC (acidente vascular cerebral) tem afetado cada vez mais pacientes jovens. Um novo estudo brasileiro, feito com 682 pessoas em Porto Alegre e Salvador, mostrou que, entre os pacientes com AVC, 7,5% têm menos de 45 anos.
"Se levarmos em conta a enorme quantidade de pessoas que têm o problema, é um número muito significativo", afirma o neurologista Jamary Oliveira Filho, professor da Universidade Federal da Bahia e um dos autores do estudo.
No Brasil, são registrados, a cada ano, 300 mil casos de AVC, com 90 mil mortes. É a maior causa de incapacidade e morte no país. O estudo foi apresentado no 5º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções, na semana passada, em Gramado (RS).
Apesar de as cardiopatias congênitas e outros problemas imprevisíveis serem as causas mais comuns de AVC nessa faixa etária, o aumento no grupo se explica pela exposição, cada vez mais cedo, a fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, estresse e obesidade.
"O paciente jovem tem tido um comportamento de risco tão grande quanto o do idoso. Maus hábitos alimentares, falta de exercícios físicos, obesidade, diabetes e hipertensão tornam os indivíduos suscetíveis, cada vez mais cedo, a efeitos vasculares", diz Maurício Friedrich, neurologista do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.
Estudos mundiais mostram que a aterosclerose (placas nas paredes das artérias), que está mais relacionada a maus hábitos, cresceu como causa de AVC em jovens. Enquanto nas décadas de 80 e 90 o problema era responsável por 5% a 10% dos casos de AVC nessa faixa etária, após o ano 2000 esse número passou para 15% a 20%.
Segundo um estudo feito em Helsinque (Finlândia) e recém-publicado na revista "Stroke", muitas das causas de AVC provocado por aterosclerose em jovens são modificáveis.
Há susceptibilidade genética ao problema, mas os fatores ambientais são mais importantes. "Com o controle adequado dos fatores de risco, que inclui dieta saudável, exames médicos periódicos e exercícios frequentes, conseguimos nos sobrepor à genética. O AVC é previsível e prevenível na maior parte dos casos", diz Friedrich.
O trabalho finlandês encontrou uma incidência de 10,8 casos de AVC em jovens para cada 100 mil habitantes. Entre os pacientes com menos de 30 anos, as mulheres eram maioria. "Mulheres jovens que têm enxaqueca com aura são um grupo de risco importante. Se elas tomarem pílula anticoncepcional e se fumarem, o risco é maior ainda", diz Friedrich.
O uso das pílulas modernas, de baixa dosagem, isoladamente não é um fator de risco, mas o tabagismo, sim.
Nessa faixa etária, o AVC mais comum é o isquêmico -obstrução de uma artéria que leva à falta de sangue na área cerebral nutrida por ela.
Há também o AVC hemorrágico, rompimento de uma artéria que leva à formação de um hematoma que comprime certas áreas do cérebro. Cerca de 80% dos casos de AVC são isquêmicos. A gravidade depende de cada paciente, mas, em geral, a mortalidade é maior no caso do hemorrágico.


Hipertensão não tratada levou a AVC aos 34


DA ENVIADA A GRAMADO

Ele tinha 34 anos, era forte, exercitava-se regularmente e nunca havia sido hospitalizado. Mas estava acima do peso, andava muito estressado e se descuidou do tratamento da hipertensão, que havia descoberto sete anos antes.
Alfredo Gomes Freire Júnior, 39, morador de Jardinópolis (interior de SP), estava sozinho no carro, de mudança para Palmas (TO), quando sentiu todo o lado esquerdo do seu corpo adormecer. Teve um AVC hemorrágico.
"Do dedão do pé até a orelha, fiquei com tudo amortecido. Estava falando enrolado e demorei a conseguir ajuda porque acharam que eu estivesse bêbado", conta ele, que trabalhava como vendedor de carros.
Passou por cinco horas de cirurgia e, para surpresa dos médicos, recuperou-se e leva uma vida "de certa forma normal", como define -continua sem o movimento do braço esquerdo e com dificuldade para andar.
Não pode trabalhar e a namorada que tinha por seis anos o abandonou uma semana depois do acidente.
Hoje, a pressão está "controladíssima". "Eu sabia que tinha pressão alta e não controlava. Sou um cara novo, grandão, fazia academia. Meu pai tinha tido um derrame, mas ele era fraquinho, fumava. Nunca me passou pela cabeça que isso aconteceria comigo." (FM)



E EU COM ISSO?


Mesmo pessoas jovens devem cuidar da dieta, exercitar-se, evitar fumar e controlar problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes. São todos fatores de risco para a aterosclerose, que pode levar a um AVC em qualquer idade.


A jornalista Flávia Mantovani viajou a Gramado a convite do 5º Congresso Brasileiro Cérebro, Comportamento e Emoções

2 comentários:

SUELY disse...

Parabéns outra vez, Alfredo. Vc é um grande exemplo, e seu depoimento, amplamente divulgado, certamente ajudará muitas e muitas pessoas a se prevenir.

Lilian disse...

Pois é Alfredo,sua história é emocionante e vc ta aí firme e forte,é um vencedor tb....conheço casos menores e que pessoas não aceitam o que tiveram,vc é um grande exemplo,obrigada pelo carinho,amizade,vc merece ser muito feliz!!Lilian..

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