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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Lutando com Justiça e Deus pela mãe


Meu nome é Lourdes, tenho 32 anos e um filho de 10 anos, sou mãe solteira. Estando noiva por 5 anos engravidei ano passado, estava no último ano da Faculdade de Direito, fazia cursinho aos sábados e domingos. Infelizmente com três meses de gestação, descobri em uma ultrassonografia cujo objetivo era saber o sexo do meu bebê, que ele estava morto dentro de mim... Tristeza, revolta, perguntei a Deus o porquê, por que o meu bebê?O que eu havia feito de errado? A morte de meu filho acabou custando também o final de meu noivado. Ele nasceria dia 04/12... Somente agora entendi que o Senhor, em sua infinita misericórdia queria poupar a mim, ao pequenino que estava para nascer, meu noivo, minha família...

Minha mãe teve um AVC Hemorrágico em 13/12/2009. Estava bem, fazendo a “janta”, foi tomar banho normalmente após ter colocado as panelas no fogo. Passou pela sala e pediu à minha cunhada, que amamentava meu sobrinho de 7 meses, que “viagiasse as panelas”, pois estava fazendo a carne com batata que eu havia pedido. Ao sair do banheiro,, aparentemente sentiu uma vertigem... Moro nos fundos de sua casa e fui surpreendida pelo meu padrasto me dizendo calmamente que ela estava passando mal; ele achou que ela estivesse brincando. Corri e percebi que sua boca estava entortando e ela já não consegui mais falar... Ela tem 55 anos, é mignon, pequenina mesmo, parece uma mocinha, é uma leoa na verdade. Ficou viúva com 26 anos e criou sozinha a mim e a meu irmão..Estávamos planejando minha formatura.

Como disse anteriormente, acavbei de me formar em Direito e minha colação de grau será no próximo dia 15/01/2010...Por cinco anos ela tomou conta do meu filho e da minha casa para que eu pudesse cursar a Faculdade a noite...eu havia acabado de deixar um trabalho de anos para me dedicar a aprender na prática a advocacia...e agora...Minha família sempre foi o motivo do meu esforço: estudar a noite, trabalhar de dia, fazer cursinho no final de semana...Meu irmão acabara de ser selecionado para trabalhar na Pirelli...estava desempregado há 9 meses, com três filhos pequenos para cuidar...ela orou tanto por isso,estava fazendo novena...

Tudo isso passou pela minha cabeça ao levá-la para o único hospital público da minha cidade. Sim, público...Paguei por 5 anos o convênio da minha mãe, porém em Julho do ano passado não consegui mais arcar com essa despesa; ela NUNCA usou...
Minha mãe, tão recatada, evacuou sobre o meu irmão no carro a caminho do hospital, começou a convulsionar...
Chegamos ao Hospital e minha gastrite que a muito não atacava, começou a dilacerar meu estômago. Eram 20 horas.. Os médicos me disseram que a medicariam e aguardariam a pressão normalizar; estava muito alta: 22/10.

As duas da manhã, meu irmão me convenceu a ir pra casa, não adiantava ficar ali, tínhamos que aguardar o resultado dos exames que ela havia feito, eu precisa descansar para fazer a “correria” no dia seguinte atrás de um outro hospital para onde ela pudesse ser levada já que precisava de uma tomografia. Só eu tinha carta de motorista..Pois é, achamos que seria fácil.

Na verdade, eu ainda não tinha me dado conta de que era tão grave.

Fui para casa e as três e meia da manhã meu irmão ligou dizendo que o quadro havia se agravado e seria necessário que minha mãe usasse aparelho para respirar. Pelo sangue diagnosticaram o AVC Hemorrágico...,Era necessária a tomografia e o acompanhamento de um neurologista urgentemente...O hospital público onde ela estava internada não possuía nem uma coisa nem outra.

Ainda assim, eu não conseguia acreditar que era urgente. Imagina, minha mãe? Eu estava me formando! Meu irmão ia começar a trabalhar em uma multinacional! Estava tudo perfeito!

Voltei ao hospital e fui direto à sala do médico plantonista que, laconicamente e sem nenhum sentimento na voz me disse que o quadro era gravíssimo, que não podia transferi-la pois provavelmente “ela viria a óbito” no caminho, que teríamos que aguardar uma VAGA em outro hospital público para que ela pudesse fazer a tomo e ser avaliada por um médico especialista.
Disse ainda que, a tal VAGA podia demorar de um dia a uma semana!!
Sem nenhuma espécie de sentimento em meu coração, agradeci ironicamente a franqueza do médico e sai.
Fui orar, sozinha... falar com Deus... entrar em juízo com ele e perguntar PORQUÊ?? O que eu fiz?? O que ela fez?? O que está acontecendo?? Como assim, óbito, estava tudo tão bem, não havia motivo!
Meu ex-noivo ouviu ao sentar a meu lado eu dizer que Deus não me ouvia...

Fiquei ali naquele hospital até o dia seguinte...aguardando vaga, aguardando vaga... todas as solicitações, em todos os Hospitais do ABC voltavam negadas...todas...

Às dez horas da manhã do dia seguinte, minha tia lembrou que existia uma coisa chamada DINHEIRO. É dinheiro. Eu havia me esquecido disso...Resolvemos pagar a tomografia e a consulta com o neurologista. Começamos a procurar hospitais, clínicas que pudessem fazer o exame e que tivessem condição de recebê-la vista estar respirando por aparelhos. Conseguimos. Sabe quanto, meu irmão? Duzentos e quarenta e sete reais... por esse valor os hospitais públicos negavam a vaga da minha mãe... duzentos e quarenta e sete reais...
A consulta com o neurologista Setenta reais...

A ambulância UTI levou minha mãe até o outro hospital. Quando eu vi minha mãe, a minha mãe, minha princesa, saindo de maca, cheia de aparelhos, nua, coberta apenas com um lençol, ajoelhei-me no chão e clamei a Deus...clamei, irmão, clamei...

Feita a tomografia, muito rapidamente, pois ela não podia ficar muito tempo sem o respirador, fomos falar com o neurologista. Foram os R$ 70,00 mais rapidamente ganhos na vida dele, tenho certeza.
Com o laudo da tomo na mão ele disse: “É muito grave, é gravíssimo, o sangramento é muito grande, ela precisa de UTI urgente, de cirurgia.”. Perguntamos: “Mas e aí Doutor, como a gente faz, estamos aguardando uma vaga em algum hospital público..Ele respondeu: “Ah, é assim mesmo, tem que aguardar, né? Aqui a gente é particular, se não tem convênio... .“ A consulta durou 2 minutos, ele nem quis ver minha mãe que aguardava junto aos paramédicos na ambulância UTI...
Soubemos depois que ele era o chefe da Neurologia de um hospital público na cidade vizinha...custava, se era tão grave quanto ele nos disse, ter ao menos tentado uma vaga para ela lá?
Infelizmente, nesse mundo, tudo se resume a dinheiro...

Retornamos ao hospital e continuamos aguardando...Eu que sempre fui tão ativa, que sempre me colocava a frente de tudo, que resolvia tudo, era a filha mais velha, estava apática, não falava, não comia, só fumava...e orava.

Não havia vagas... todas negadas...”Senhora, têm que esperar...tem que esperar...pode levar uma semana, as vezes até mais... “ Era isso que ouvímos
No final do dia, creio que Deus falou no meu coração: “Então, para que eu lhe dei o curso de Direito?”

Sim, Deus me havia dado o curso, fui bolsista integral pelo Prouni por três anos. Cinco anos de Faculdade tinham que servir para alguma coisa!
Nesse momento, comecei a mostrar aos atendentes e médicos do hospital que eu conhecia meus direitos e os de minha família e estava ali para exigí-los! Comecei a pressioná-los, disse que impetraria Mandado de Segurança contra o Município, o Estado, contra o Papa, se fosse necessário! Somente aí começaram a ver a mim e a minha família de forma diferente, começaram até a nos chamar pelo nome, a chamar-nos na Administração para mostrar as negativas dos hospitais, o segurança até passou a nos dar livre acesso à emergência onde minha mãe estava internada...

Às 17 horas daquela segunda feira, decidi que não dava mais para esperar, teríamos que ajuizar a ação para garantirmos a vaga em uma UTI em que houvesse uma unidade de neurologia.
Subi à administração, solicitei às atendentes que me fornecessem cópia das negativas dos hospitais, do laudo da tomografia para instruir o processo.
Amados, até aquele momento não havia falado a ninguém que era advogada, porém, no intuito de evitar que o Município sofresse MAIS um ação judicial, as atendentes começaram a desconversar, disseram que não podiam me fornecer os documentos, que eles estavam fazendo o que era possível, que o Município não tinha culpa...

Com firmeza, exigi os documentos pois tinha direito a eles por serem públicos, ameacei chamar a polícia, registrar uma ocorrência. Pediram que eu aguardasse mais meia hora que ela iriam preparar tudo.
As funcionárias foram embora por outra porta para não nos dar nenhuma informação...
Resultado: minha mãezinha passou aquela noite sem nenhum tratamento específico para o caso tão grave dela .
Naquela noite, vim para casa e preparei o Mandando de Segurança. Deus me inspirou pois nunca havia escrito uma peça processual com tanta rapidez. Na verdade, aquela seria a minha primeira peça processual....pela saúde da minha mãe...

No dia seguinte, dia 15/12/2009m retornei logo cedo ao hospital, procurei pelas funcionárias do hospital e com toda a educação, disse a elas que elas tinham sorte porque Deus estava conosco, pois se algo tivesse acontecido com minha mãe naquela noite elas iriam pagar o preço também.
Acho que perceberam o risco ou se sentiram mal com isso, sei lá, mas me forneceram todos os documentos de que precisava.

Na tarde daquele dia, eu e a Dra. Graci, advogada abençoada que o Senhor colocou em meu caminho, impetramos o Mandado de Segurança. Em duas horas, às 18 hs, já estávamos com a liminar deferida pelo Juiz exigindo que, dada a urgência e a gravidade do caso, minha mãe fosse transferida a qualquer hospital público que tivesse o que ela precisava ou, em sua falta, qualquer hospital particular, sob as expensas do Município ou do Governo do Estadual sob pena de multa diária de R$ 5.000,00 pelo não cumprimento da determinação judicial.

Glória a Deus! Pulamos de alegria! Amados, tive medo de redigir a peça, tive medo de não dar certo, de o Juiz não deferir a liminar, de meu entendimento da lei não estar correto...nunca havia feito um mandado de segurança!Acabara de terminar a faculdade! Mas Deus estava no controle!

Ainda tivemos alguns problemas administrativos pois o hospital mesmo havendo recebido por fax a sentença, disse que teria que esperar até o dia seguinte para que o Oficial de Justiça os intimasse pessoalmente. Aí perdi a paciência! Eu que tentei me controlar durante aqueles quase dois dias, falar com as pessoas com educação, tive que fazer um verdadeiro “barraco”! Pedi para falar com o Secretário Municipal da Saúde para explicar os procedimentos de intimação para ele – rsrsrs, lógico que ele não quis me atender – rsrs, mandou me dizer que o hospital faria o possível.

A meia noite daquele dia ligaram em minha casa dizendo que haviam conseguido uma vaga de UTI em Santo André para minha mãe.

Voei até lá, glorificando a Deus pelo caminho!Era dia 16/12/2009.

Minha mãe está desde esta data internada em Santo André, em um ótimo hospital, ainda em coma induzido, passou por uma cirurgia para que se introduzisse um cateter para drenar o líquido do cérebro. O sangramento realmente foi muito extenso.

Hoje fazem 24 dias.
No final de semana passado os médicos diminuíram a sedação ela se moveu muito, ficou muito agitada. Segunda feira ela abriu os olhos! Aleluia!Ficamos tão felizes! No dia seguinte ela foi novamente sedada pois após uma nova tomografia verificaram que ainda há líquido para ser drenado.

O quadro clínico é estável: pressão, coração, rins, pulmão. Aguardamos em Deus.

u sou convertida e batizada há quatro anos, porém posso afirmar que, verdadeiramente, nunca estive com Deus, nunca quis me entregar de verdade, era mais cômodo não me envolver muito, ir aos cultos de domingo e só. Tinha muitas coisa a fazer, estudar, ganhar dinheiro, estudar mais e ganhar mais dinheiro...Meu Pastor costumava dizer que há pessoas que são “convencidas” de que Deus existe e pessoas que são de fato convertidas.

Eu, infelizmente, me enquadrava dentre as primeiras. Hoje, clamo ao Senhor todos os dias, oro, louvo e glorifico seu nome. Espero por sua providência. Olhando para trás, vejo que tenho que agradecer e muito, por tudo o que Ele tem feito por mim e minha família nesses 24 dias e em todos os outros.

Procuro não me atentar ao que os médicos dizem, nem àquela quantidade de aparelhos que cercam minha querida mãe na UTI...estou com os olhos no alto, nas coisas que não podemos ver, em Deus, nas promessas dele.
Os médicos são sempre tão técnicos, tão frios, tão insensíveis...Eles dizem que ela não nos ouve, que estando sedada está “alheia ao mundo exterior”. Em um dia desses estava lendo para ela o livro de Matheus capítulo 8, versículo 17: “Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: “Ele tomou sobre si nossas enfermidades, e elevou nossas doenças” – os batimentos cardíacos dela saltaram de 80 para 125! Deus seja louvado! Ele pode tudo! Ele ressuscitou Lázaro depois de quatro dias morto! (Jo 11)

Quando leio o livro de Jeremias e vislumbro aquela promessa maravilhosa: “CLAMA A MIM E RESPONDER-TE-EI E ANUNCIAR-TE-EI COISAS GRANDES E FIRMES QUE NÃO SABES.” (Jr 33:3)

Amigos, creiam em Deus e ele quem alivia as dores, Jesus levou sobre ele todas as nossas enfermidades. Creiam! Eu creio!

Minha história e a de minha família ainda não terminou. Clamo ao Senhor todos os dias por paciência, para que me livre dessa ansiedade que às vezes me corrói o coração, mas tenho fé. Ele nos dará a VITÓRIA!

Para quem está passando por essa mesma adversidade, ou por qualquer outra, FIQUEM FIRMES NA PRESENÇA DO SENHOR!

Ai começar a escrever essa história, comecei a vislumbrar um final feliz para ela. Espero em breve, poder compartilhar com vocês esse milagre, para que o nome de Jesus seja glorificado.

Lourdes Sousa - SP - SP



10 comentários:

Nelson disse...

Lourdes,estamos na torcida....sei que é impossivel,mas gostaria q o jose serra lesse esse depoimento,pra ver um pouco o q povo esta passando,a saúde. e o país que ele quer ser presidente,por estar no meio da medicina.A angustia das familias,parentes e amigos passam.Um paciente sem diagnostico de doenças graves por falta de por falta de ressonancia ou tomografia é o fim.Acorda Brasil!!!

SUELY disse...

Lourdes,
Parabéns pela força!
Vc é muito forte e positiva.
Sua mãe é uma mulher feliz por ter criado uma filha maravilhosa como você.
Suely

Anônimo disse...

Nesse caso, além de tudo que vc fez, devia simplesmente ter chamado a polícia, ligado insistentemente 190.. e denunciar por omissão de socorro!
Já vi funcionar. Temos que gritar, espernear, exigir!

Anônimo disse...

Que Deus sempre lhe dê forças para continuar a luta. Eu só fui atendida a tempo e sobrevivi porque tinha plano de saúde, do contrário provavelmente nem estaria aqui onde já postei minha história e continuo acompanhando a história de outros sobreviventes. Um grande abraço. Adriane Kronbauer

Mahh disse...

Minha mãe passou pela mesma situação, teve avc-h de enorme proporção (metade do cérebro), foi cirurgiada 2 vezes. Infelizmente ela está em coma até hoje (amanhã dia 10e janeiro faz 1 ano e 10 meses)
Continuo pedindo à Deus o melhor para ela, mas confesso que tem momentos que desanimo. Mas levanto a cabeça e vou em frente. Cuido dela com todo o carinho, assim com ela sempre cuidou de mim.
Desejo à vc, mãe, e família que tenham muita saúde, força, luz, para enfrentar a luta que é muito árdua! Vc está vendo como é....
Meus sinceros votos de uma recuperação para sua mãe! Abraços.

Gabriel disse...

Meus parabéns Dra. Luordes Sousa. Tava aqui pelo google buscando informações sobre MS para usar em favor de um cliente e me deparei com essa belíssima história de amor e superação. Muitos meses já se passaram, mas espero que tudo esteha bem. Se quiser me conte: dr.gabrieladv@gmail.com.
Saúde e Felicidades a você, seu irmão e SUA MÃE.

Anônimo disse...

Hoje é dia 26 de outubro de 2010, o que aconteceu?
Conheço uma pessoa que está passando pelo mesmo problema de saude.

Cajuzinha disse...

Drª Lourdes, emocionante a sua estória e ao mesmo tempo muito triste ver o descaso desses profissionais. Eu, como uma profissional da saúde, fonoaudióloga, sinto muita vergonha. Até quando os médicos vão ser tão desumanos?? Onde está o cumprimento do juramento que fazem na faculdade? Até quando o dinheiro ou o "jeitinho brasileiro" vai valer nesse país?
Parabéns querida, pela sua fé, força e luta! Estaremos sempre na torcida. Com certeza, sua mãe ficará boa, pois, apesar de tudo, ela está no colo de Deus!
Um forte abraço,
Alessandra.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
- disse...

Lourdes, fico triste e ao mesmo tempo feliz de saber da sua história. Triste porque no nosso país, o serviço de saúde é complicado, e feliz pela sua garra e determinação. Minha mãe teve um aneurisma (AVC Hemorrágico além de isquemias). Os médicos não queriam operar (isso mesmo! não queriam fazer a cirurgia), alegando que ela estava semi-morta. Além disso, demorou muito tempo para ser atendida, pois teve o aneurisma em horário de almoço, e só foi feita a cirurgia na madrugada do dia seguinte, lá pelas 01h da manhã. Provavelmte, por causa da demora, ela tenha sofrido isquemias após o aneurisma.
Lourdes, continue orando ao Senhor, pois minha mãe também foi desenganada, e no entanto, abriu os olhos, e reagiu. E digo a você, que comece a pesquisar clínicas de reabilitação, pois a reabilitação deve ser feita o mais rápido possível, logo que ela começar a reagir. Pesquise isso. No caso da minha mãe, como foi grave o caso dela, ela so movimenta a parte direito, não fala, mas se comunica conosco com gestos das mãos de sim ou não. Nós tivemos muitas dificuldades de levá-la ao centro de reabilitação, pois sempre que pedimos o serviço de remoção, nos informam que as ambulâncias estão quebradas, ou então se recusam a fazer o serviço pelo fato de morarmos no 2º andar, ou seja, é necessário descer as escadas. Por isso estamos bancando fisioterapeuta, e fonoaudiologo. Espero conseguir também um bom terapeuta ocupacional e um psicólogo, e quem sabe ainda um neurologista (tem que ter muita fé, viu)... e já fazem quase 3 anos...

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