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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Controlando convulsões

Bom meu nome é Lívia e tenho 17 anos (quase 18). Há 16 anos atrás minha mãe teve um Avc isquemico por que ela quebrou o resguardo dela quando estava parida da minha irmã , desencadeando o derrame. Ela teve isso , mas depois ficou bem sem nada, e foi liberada. Logo após uns oito dias ela estava varrendo a casa,  ficou suada, foi tomar banho e teve de novo o Avc. Levaram ela pra o hospital. Eu não sei como foi, tinha dois anos e minha irmã com alguns meses. Sei disso Pq algumas pessoas me falam e ela mesma tmb me diz. 
Depois disso ela voltou pra casa depois de ter tomado soro. Ficou com as sequelas, o lado esquerdo paralisado. Mas ela é tão forte que com o tempo conseguiu melhorar. Anda apenas com algumas dificuldades, a mão esquerda não é igual á direta. A mente dela não é como antes. Minha mãe desde quando eu me lembro  ela que faz tudo por mim e pela minha irmã. Faz tudo mesmo. O problema é que ela é muito estressada, demais mesmo, é muito esquentada , mas isso é de família .

 Depois de uns tempos ela e o meu pai se separaram, e ficou eu, ela e minha irmã. Tudo estava bem sabe, nois saímos, nos divertíamos, mas tudo foi mudando. Eu me lembro como se fosse ontem, pelo fato dela ter tido o Avc e desde pequena ter enxaqueca as vezes ela tinha as dores de cabeça. Eu e a minha irmã, a gente cuidava dela, ela estando consciente normal. Mas em uma noite no ano de 2013 ela teve uma crise convulsiva. Foi horrível, fui chamar minhas tias e meu pai. Eles cuidaram dela e deu tudo certo. E ela voltou ao normal. 
Mas o pesadelo só tava começando. De tempos em tempos ela tem isso, sempre a convulsão e acontece só a noite ou de madrugada . Mas ela começou a ter umas coisas que eu não sei explicar. É tipo uma crise rápida. Ela começa a tremer a braco esquerdo e fica com a perna dormente, e ela tmb não lembra se banhou, se comeu e tmb vai direto pra o banheiro urinar. Mas depois volta ao normal. E é horrível pois diariamente ela tá tendo essas " pequenas crises ". E eu tô vendo que ela não tá bem. Fomos outro dia no médico e ela passou dois exames: uma ressonância e uma tomografia. Estamos tentando marca esses exames e  a única coisa que eu quero é que ela fique bem. Que não tenha essas crises, Pq é horrível de ver e de tratar aquela pessoa que está tendo uma convulsão. O meu sonho é ver ela trabalhando, namorando, saindo, vivendo de verdade, ela tem 40 anos, teve o Avc com 24. Ela tá mui parada em casa. 
Acredito muito em Deus e N.Sr e tenho fé de que irá dar tudo certo. As vezes a esperança está no ponto de acabar, mas vem uma coisa, uma força forte que te levanta pra vc não desistir. Eu tenho fé que vai dar tudo certo, e vai!

PS:

Já fomos ao médico, ele passou dois remédios e mamãe não está tendo mais as crises.
Livia
S. Luís - MA

DOIS AVCS em 8 meses


Tive o primeiro avc em Junho de 2017 , fiquei internada e não fiquei internada 30 dias depois voltei para casa e não fiquei emocionalmente bem , minha mãe faleceu em janeiro de 2018 , foi muito triste e na missa e foi muito difícil.
 Dia 2 de fevereiro tive outro Avc e fiquei internada uma semana fui tratada e ainda estou em casa tratando com acompanhamento médico e minha fala ficou comprometida; quando fico nervosa ainda tenho dificuldade para falar. Agora escuto barulhos como se fosse zumbidos e as vezes pessoas me chamado. 
Meu marido não entendi e diz que é pânico. O médico mudou meu anti convulsivo. Estou confusa.

Cristina

domingo, 27 de agosto de 2017

AVCH e medo de ter outro


Eu tive um AVCH no dia 19/11/2015. Tive que fazer a craniotomia, fiquei 14 dias na UTI, sendo que 1 em coma e mais 8 dias no quarto. Tive o meu lado direto paralisado, sai do hospital sem mexer este lado, no dia 10/12/2015 tive alta. Com muita fé em Deus e com a ajuda de familiares no dia 31/12/2015 consegui subir a escada da minha casa andando, apenas com o auxílio de um familiar. No dia 28/04/2016, fiz uma cranioplastia. Ainda tenho dificuldades de andar e movimentar o braço direito, mas tenho muita fé em Deus e no mundo espiritual que logo estarei 100℅. Mas por não terem encontrado a causa do meu avc, tenho medo de ter outro
Célia Eloy

2 AVCs seguidos e mudança de vida


Olá a todos leitores! Localizei este blog e depois de ler alguns casos, senti que deveria também expor o ocorrido em minha vida. Eu, RGPMelo, aos 42 anos, não bebia, não fumava, não estava ociosa, pressão arterial baixa, enfim, no dia 19 de agosto de 2014, acordei as 3h30m com uma dor de cabeça violenta, levantei, comecei a falar de forma estranha e o chão não estava muito normal. Logo, pedi ao meu marido que me levasse para o hospital. Ainda tive tempo para trocar a roupa de minha filha e também trocar a minha roupa, então, saímos e chegamos ao hospital o que foi rápido devido o horário que não tinha transito e por residir perto.
Chegando, fui direto para a urgência, comecei a vomitar e evacuar, a dor de cabeça era tão forte que queria sair do meu corpo.Lembro que a ultima imagem que vi neste dia foi o enfermeiro me colocando em uma cadeira de rodas e então eu desmaiei, este foi o primeiro avch e primeiro caso na família.
No dia 21, após 2 dias, já no bloco e em coma, tive o segundo avch com maior extensão, pois, tenho uma cirurgia do alto da cabeça até o pescoço. Foram um total de 40 dias de hospital. Fui para UTI e depois para o quarto. Sei que não é fácil para quem acompanha. Meu esposo foi a pessoa mais próxima que ficou comigo, o tempo todo e teve que se manter, pois o baque que ele e toda a família recebeu foi violenta e como li em um comentário "a família" também sofre junto e muito mais, pois, eu  estava fora do mundo real, já meu esposo sofreu muito.bastante. Quero deixar para todos leitores, que depois do ocorrido, minha vida mudou. Abri meus olhos, outra mentalidade, outra visão. Mudou para um significado muito mais alto, muito mais importante, onde estou aprendendo e buscando o entendimento espiritual. A vida que tinha, era do corre corre do dia a dia, vivia tudo de forma que era normal para o mundo. Sendo que, a nossa vida aqui neste mundo tem um significado maior e que muitos, infelizmente, não buscam a verdade da nossa existência, não abrem os olhos do entendimento. Então, acordei literalmente e agradeço ao PAI ETERNO, CRIADOR e SALVADOR, meu único caminho, por não ter desistido de mim. Louvo a ELE, por ter me dado esta grande oportunidade de acordar para a verdadeira Vida. Hoje, sei que ELE me salvou por 3x. A primeira no madeiro, quando morreu por mim, a segunda, neste ocorrido, em que, minha recuperação está sendo maravilhosa, não fiquei com nenhuma sequela e a terceira é aprender o verdadeiro sentido da Palavra Sagrada do nosso CRIADOR. Somos a Igreja, templo e casa do Espírito do Eterno e Pai Altíssimo. Deixo a todos o que devemos fazer: vamos acordar para buscar o nosso SALVADOR que nos dá o ar todos os dias da nossa vida, buscá-LO de forma verdadeira, pois, a verdade nos LIBERTARÁ(João 8:32). E estas verdades darão outro sentido as suas vidas. "Muitos serão chamados e poucos escolhidos"(Mateus 22:14). Toda honra e toda gloria seja dada ao nosso CRIADOR E PAI ALTÍSSIMO(Romanos 11:36). "Haverá um só rebanho e um único pastor" (João  10:16). Agradeço a atenção de todos e que seja útil o meu testemunho. ASSIM SEJAS!!!!

Anticondepcional e negligência médica


Eu tenho 35 anos, e a 5 meses atrás eu sobrevivi a um AVC isquêmico
Também sou vítima do Anticoncepcional e negligência médica.
Eu estava com uma dores de cabeça muito forte no trabalho, foi pra casa dormir e mandei uma mensagem para o meu namorado e eu não estava me sentido muito bem.
Hoje ele chegou a minha para casa eu já não fala muito bem.
Daí fomos ao médico do São Camilo, depois de três de fui atendido, o médico percebeu  e eu não falando direito,  ele me pediu para fazer um eletro e me deu um Diazepan.
Eu fui pra  casa do meu namorado e dormi, quando acordei eu não estava sentido do um lado direto e a minha voz não saia.
Hoje eu estou vivendo um dia após o outro,  eu teve efeito fisioterapia, fono e pilates.
Mais tem sido muito difícil por que eu quero me expressar e não consigo. O AVC atingiu toda a área da fala, então eu estou aprendendo a falar novamente e escrever a digitar ler em voz alta tudo estou aprendendo novamente.
Eu não sei si a uma voz vai recuperar como era, mais eu estou tentando de tudo.
Peço a Deus muito força para não cair em depressão, todos os dias eu levanta da minha cama forte para enfrentar mais um dia.

Grasi

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Recuperando com ajuda da família

Olá! Gostaria de contar um pouco a história da minha mãe. No dia 6 de fevereiro de 2017, ela acordou estranha, com o olhar perdido e não conseguia emitir nenhuma palavra. Meu pai e meu irmão julgando estranho o comportamento, levaram minha mãe para o pronto socorro. Moro em outro apartamento perto e meu irmão me avisou que estavam levando para o hospital e imediatamente fui ao encontro deles.
 Chegando lá minha mãe estava sentada, olhando para o nada e eu perguntava o que ela estava sentido e ela não respondia. Aquilo foi me agoniando, eu não sabia o que fazer. Passado alguns minutos, minha mãe começou a ter uma convulsão. Comecei a gritar e os médicos vieram prestar os socorros e meu marido a pegou no colo e colocou na maca. Dali, minha mãe foi levada direto para o CTI. Em seguida, a médica veio nos informar que a suspeita era de AVC hemorrágico. Essas primeiras horas foram de muita angústia e tristeza, tudo era dúvida e incerteza. No fim da tarde fomos vê- lá no cti no horário de visitas e ela havia acordado e estava conversando um pouco, apesar de estar muito confusa. Ficamos mais aliviados.
 Porém, os dias que se seguiram foram muitos difíceis. Foi constatado o AVC hemorrágico com pequeno sangramento e com o tratamento e as medicações, minha mãe dormia a maior parte do dia. No horário da visita, ela estava muito sonolenta e muito confusa. Foram 18 dias no Cti e depois foi transferida para o quarto. Nossa família recebeu diversas promessas de alta do cti anteriormente que não foram cumpridas, o que nos frustou diversas vezes, pois queríamos passar mais tempo perto dela, o que só seria possível no quarto. Durante o tempo no cti minha mãe chorava muito e chamava muito pela família. No fim, tivemos que fazer um pouco de pressão para ter alta para o quarto. A presença da família acompanhando tudo de perto é muito importante. No quarto, a recuperação foi bem rápida, ela começou a comer sem a sonda, conversava, dormia bem e ia ao banheiro com ajuda. Em 5 dias, minha mãe teve alta para casa. Desde sua alta, minha mãe está fazendo fisioterapia com Grandes progressos, no início, seu equilíbrio foi afetado, mas ela já está andando bem e sozinha sem ajuda. Estamos muito felizes e gratos com a recuperação dela, parece um milagre realmente. Esse blog me ajudou muito quando minha mãe estava internada, espero que minha história encha o coração de alguém de esperanças também. Obrigada
Poliane

Enviado do meu iPhone

Na luta após 16 anos

Ha 16 anos eu tive um avc hemorrágico,  na época me deram 8% de chances de sobreviver. Passei 08 dias na UTI e mais 08 dias num quarto com UTI semi-intensivo. Perdi os movimentos do meu lado direito, ñ conseguia formar frases e perdi td a sensibilidade do lado direito. Foram dias angustiantes no hospital, eu ñ sabia o q tinha acontecido comigo, estava consciente e não entendia pq nåo ia embora para casa. Mal sabia eu que minha pressão n abaixava, estava tomando aldomed de 500 mg na veia e a pressão n abaixava. Apos sair do hospital fui procurar acompanhamento médico, foi então q me senti perdido pois este médico me disse q eu n conseguiria dirigir mais, q ñ falaria direito, etc. Fui para casa arrasado. Junto a isto, os comentarios das pessoas que eu encontravam sempre me punham para baixo, pois diziam que tinham parentes, amigos que tiveram avc e logo dps tiveram outro e tinham morrido. Mas ñ me entreguei, Deus tinha me sado uma chance e eu n iria perde-la. Não conseguia dar um passo normal, andava mto, mas mto devagsr, quase arrastando. Comecei a andar no jsrdim de minha casa num espaço de 2 mts por 2 mts. Tds os dias caminhava naquele minusculo espaço. Não conseguia nem acelerar meu carro, sentia mtas dores, mas td dia entrava no carro e insistia, ate q um dia consegui tirar o carro da garagem. Hj 16 anos dps, dirijo e vou onde quero, ñ recuperei a sensibilidade do meu lado direito, mas recuperei a sensibilidade da sola do pé, onde consigo sentir os pedais do carro. Uso o freio con o pé esquerdo e por n sentir o câmbio da marcha, mudo as mesmas através da audição onde escuto o barulho do motor e passo as marchas no tempo. Continuo minha luta, toco violão, mas como perdi os movimentos sincronizados dos dedos, n consigo dedilhar, mas toco assim msm. Nåo podeemos desistir perante uma fstalidade desta. Confisnça em Deus em primeiro lugar e segundo a vontade de vencer, de voltar a ser como era antes. Resumi bastante td que passei, se alguembquiser saber mais detalhes, pode entrar em contato ppo email. teia.oliveira@uol.com.br

Avc e trombose: cirurgia e fé

    Boa tarde,não sei por onde começar,mais vamos lá,minha historia foi de muita luta minha,  da minha esposa e filho e amigos.
      No final de outubro 2014,estava no trabalho e fui parar no hospital levado por um amigo com dor no peito e braço esquerdo,chegando lá fiz exame de sangue e o medico deu o diagnostico de infarto . Ate então estava bem
Fiquei uma semana internado,fiz outros exames e estava tudo bem  no dia da minha alta não me derem remédio de pressão, aí foi onde tudo começou!!!!!!
    Minha esposa percebeu que eu não estava bem,chamou a enfermeira e não tomaram providências isso dentro do hospital!!!!!
  Começou minha luta, tive avc hemorrágico gravíssimo no tronco do cérebro,não tinha como operar, os mêdicos disseram que não tinha jeito, que meu caso era perdido eles falaram que eu ia morrer ou ficar inválido,
   Fiquei dois meses na luta entre uti e cti ,sempre em estado grave, não deram esperanças para a minha familia
   Minha amada esposa ficou na luta nunca perdeu as esperanças ela é cristã testemunha de jeová, ela orou muito por min sempre pedindo a jeová forças
   Era todo dia de Nova Iguaçu a Barra,foram dois meses nessa luta
Fiquei muito ruim,mais nunca perdi a esperança não podia deixar minha esposa e filho sozinhos, eu os amo muito  então ela disse para eu ter fé em jeová que ele era o único que podia me tirar dessa situação 
 Orei e pedi com muita fé, e lutei muito pela minha vida na semana da minha alta fiquei com muita dor ,cheguei a tomar morfina porque a dor era intensa,depois de cinco dias de dor intensa, foi diagnosticado trombose ,fui para mesa de cirurgia e colocaram filtro,por não poder tomar medicamentos por causa do avc hemorrágico,depois de todos esses acontecimentos sobrivivi
 Hoje agradeço a  deus jeová, a minha esposa e meu filhos e meus amigos que me ajudaram muito e que sempre acreditou que eu iria sobreviver,temos sempre que acreditar e ter muita fé que tudo é possivel
 fiquei bem,sem sequelas,votei a dirigir a trabalhar, ,faço natação ,tenho uma vida normal
  quando tiver em situação dificil tenha fé em deus,lembra-se nem tudo tá perdido   em especial minha esposa e filhos e meus sinceros amigos

    Não esqueçam lutem pela vida ela é preciosa,não perca  a esperança!!!!
     Um abraço, e que esse relato ajudem a todos que estão passando por esses problemas
Diógenes

sábado, 4 de março de 2017

10 anos de AVC


Olá,meu nome é João Alfredo
tenho 53 anos.Dia 24 de julho farei 11 anos de avc isquêmico.era um pouco obeso,muto estressado,me alimentava mal,tinha pressão alta,não fumava,praticava um pouco de esporte.Numa segunda-feira após um fim de semana muito estressante em que discuti e briguei com todo mundo,ao meio dia senti uma tontura muito forte,e os olhos começaram a ver luzes piscando (como uma luz fluorescente),cai no chão e me levantei. Fui no P.A medir a pressão (14x9),achei que ia melhorar e fui trabalhar a tarde,lá pelas 15:00,fui escrever e a caneta caiu da minha mão,dai senti que havia algo errado comigo,pedi socorro para um amigo que me levou de  volta novamente para o P.A onde o médico constatou que era um avc,mas não quis me remover alegando que o meu ''planinho de saúde'' não cobria a internação e teríamos que dar meia volta. (a cidade fica a 120km da capital e o ''planinho'' era o plano da unimed centro sul). Depois de um tempo descubri que não queria ir pois seu plantão terminaria as 20:00.Após amigos literalmente ameaçarem o médico,ele resolveu remover lá pelas 19:00,não sem antes parar em um fast-food para comprar um lanche. Minha esposa me acompanhou e fui para um bom hospital ''mãe de Deus'' onde foi realizado uma ressonância magnética e constatado um avc isquêmico de caródita.Fui para CTI e fiquei cinco dias sempre lúcido mas com a boca e o lado direito paralisados depois mais cinco dias no quarto e tive alta.Voltei para casa,mas a médica havia dito para minha família que eu talvez voltasse a caminhar mas exercer minha profissão (sou dentista) nunca mais.Tentei fazer fisioterapia mas me irritava e desistia.Quando soube do diagnóstico da médica determinei que em um mês voltaria a trabalhar! E voltei! Em pouco tempo voltei a vida normal,só não jogo mais futebol.Tomo alguns remédios para pressão,colesterol e depressão.Acho que o mais importante e determinar o seu objetivo e ter sempre fé em Deus, A família é de extrema importância pois nos da o suporte para lutarmos.Logo que voltei a trabalhar muitos clientes ficavam receiosos do meu atendimento mas graças a Deus,nunca fiquei inseguro ou temeroso,pelo contrário,faço alguns procedimentos que não fazia antes,que exigem mais calma,mais paciência e atenção. Não posso dizer que mudei 100%,pois ainda quardo muitos dos sentimentos que tinha antes como não gostar de criticas ter preconceito com algumas coisas,preucupaçoes excessivas com coisas matérias.Gostaria de agradecer muito mais a Deus por ter me dado está segunda chance,que para min foi um verdadeiro milagre! Espero que gostem da minha história!!!!
João Alfredo Sevaio (joaosevaio@gmail.com)

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Cavernoma, vários avcs e trombose



Tenho atualmente 55 anos de idade, no início agosto de 2013 do nada, tive uma convulsão e fiquei desacordado por aproximadamente uns 12 minutos, foi socorrido por minha esposa e filhos, foi levado de SAMU para hospital em Santo André, fiquei internado por 04 dias fiz Tomografia e Ressonância Magnética e fui diagnosticado "Hemorragia Cerebral "provocada por um tumor” CAVERNOMA”,  o médico recomendou cirurgia imediatamente, fiz a cirurgia o tumor foi cauterizado e o sangue removido,  foi necessário colocar 04 placas de titânio para fechar abertura na cabeça,  fiquei por uma semana na UTI no segundo dia através de um dreno foi removido entre sangue e líquidos utilizados na cirurgia aproximadamente 1 litro.

 Não tive nenhuma sequela, passou uns 10 dias e tive alta, na semana seguinte tive trombose venosa na perna direita, por ter realizado uma cirurgia cerebral não pude fazer uso de anticoagulantes, novamente fui internado para passar por uma microcirurgia para introduzir um filtro na veia cava para eliminar o risco de embolia pulmonar. Tive alta na semana seguinte tive outra trombose na perna direita ( está mais forte e intensa), fiquei 45 dias de cama não podia andar, somente com uso de bengala e cadeira de rodas. Quando fui melhorando foi diagnosticado com anemia profunda. Comecei o tratamento foi melhorando e nunca desisti, sempre com apoio de minha esposa, mãe, e filhos e com muita fé em Deus.

Recentemente, em 10 de outubro de 2016 senti uma forte dor de cabeça, foi para o hospital e apenas diagnosticaram pressão alta. No sábado dia 15 de outubro retornei ao hospital com minha esposa e realizei a tomografia e o diagnóstico foi AVC HEMORRAGICO fiquei internado por 5 dias e voltei para casa com extravasamento de sangue e novamente não tive nenhuma sequela, mas ainda estou em tratamento e em maio de 2017 devo realizar uma neuro-navegação para afastar definitivamente a possiblidade de outro tumor.
 Não podemos deixar de acreditar, e se ocupar para não darmos chances para o desanimo se aproximar temos que ser fortes e não deixar nada nos abater.

Marcos

terça-feira, 28 de junho de 2016

Anticoncepcional e negligência médica


Hoje eu resolvi contar o meu caso.
Tudo começou em janeiro de 2011 (eu tinha 36 anos). Tudo começou com uma dor de cabeça muito forte. Eu estava de férias da faculdade e do trabalho, então estava descansada, dormindo bem.
Achei estranho, pois nunca tive nenhum problema de saúde, e nunca tive enxaqueca.
Fui até o Centro Clínico da Intermédica de Caieiras. Passei por consulta e fui diagnosticada com enxaqueca. Fui medicada e retornei pra casa, ainda com dores.


Passaram 2 dias e retornei ao mesmo centro médico (18/01/11), pois a dor continuava. Fui medicada e retornei pra casa. Mais uma vez fui diagnosticada com enxaqueca, porém, a médica Adriana Lima Sanches - CRM: 125 me pediu para procurar um hospital maior que tivesse tomografia ou ressonância, e foi o que eu fiz.
A dor era constante e comecei a ter vômito.
Eu e meu esposo fomos até o Hospital Santa Cecília (no dia 19/01/2011), e fui atendida pela Dra. Luiza Hama - CRM: 143911. Ela me examinou e disse que era enxaqueca. Meu marido mostrou o encaminhamento médico do dia anterior e nele constava: Dor Atípica a enxaqueca, e constava toda a medicação que eu já havia tomado.

A médica se negou a fazer uma tomografia ou me encaminhar para o neurologista, que sempre tem plantão nesse hospital.

Dois dias depois (21-01-2011) liguei para o meu marido falando que eu não estava bem e quando ele chegou em casa eu estava toda descabelada sem saber dizer o que tinha acontecido. Eu estava sangrando no supercílio e no pé. Ele me levou novamente ao Centro Clínico da Intermédica em Caieiras.


 Ao chegarmos lá fomos atendidos pelo Doutor Elinaldo de Carvalho – CRM: 79778. Meu esposo explicou o caso das dores de cabeça, da carta ignorada pela Doutora Luiza e de como havia me encontrado, e então ele fez outra carta de encaminhamento, e ao tocar na minha cabeça me queixei de dores fortes.
Na madrugada do dia 22/01/2011, por volta das 05h30m da manhã, tive uma convulsão muito forte e cheguei até a sangrar pela boca e em seguida fui levada para o Hospital e fiquei internada por 24 dias, sendo 12 dias na UTI em coma. O médico do trabalho nos disse depois que eu estava com um edema cerebral, em decorrência de uma trombose cerebral, no dia em que fui ao Hospital Santa Cecília, e se a médica tivesse solicitado uma tomografia, já teria me internado e evitaria o AVC Hemorrágico.


Fui diagnosticada com trombose venosa cerebral, e em seguida um AVC Hemorrágico.
Fiquei com sequelas. Sai do hospital acamada, usando fralda, sem mexer nada do lado esquerdo, com o rosto torto, com problema na fala. Depois fiquei na cadeira de rodas.
Hoje tenho epilepsia, pressão alta, obesidade, depressão, ando com bengala, não mexo o braço esquerdo.


Eu fazia minha segunda faculdade, trabalhava, fazia hidroginástica, não fumava, não bebia, era vegetariana, fazia exames clínicos anuais. Hoje tenho um processo contra a médica no Cremesp de SP e outro processo civil.
A médica era residente e era formada há 01 ano, na Unicid.


Foi feita a investigação do “possível” porque da trombose/AVC e o meu neurologista (Dr. Marcelo Calderaro – neurologista do Programa Bem Estar da Rede Globo, do Einstein e das Clínicas) disse que foi devido ao uso do anticoncepcional (Yasmim) e histórico familiar por parte de pai. Usei o anticoncepcional durante uns 6 anos consecutivos, com prescrição médica da minha ginecologista, e nunca me foi pedido nenhum exame para saber se poderia ter algum problema futuro.
Faço uso de Captopril (pressão), Sertralina (depressão), AAS (anticoagulante), Omeoprazol (estômago), Fenitoína (epilepsia), Amitripilina (relaxante muscular), Dipirona (dor).


Hoje só espero que haja justiça e que eu volte a andar e movimentar o braço sem sequelas.
Dia 22/01/2015 fez 04 anos que a minha vida mudou completamente, onde muitos sonhos ficaram pra trás.

Faço parte de um grupo chamado Vítimas de anticoncepcionais e outro da Associação de Erros Médicos, e diante do meu relato foi contatada por um repórter da TV Brasil, onde a pauta é sobre erros médicos, e então ontem dei uma entrevista em minha casa para a TV Brasil, onde irá ao ar na próxima semana (só estou aguardando a confirmação do dia e horário).

E segunda-feira, 13/04/2015, as 15h, tenho uma segunda audiência no Cremesp com a médica envolvida.
Só quem passa por um Avc sabe como mexe com nossa vida, nossa família. Eu quero lutar até o fim por justiça, mesmo que nada traga de volta tudo o que perdi.


Alessandra Fernandes
((Depoimento recebido em 2015, atualizaremos caso tenhamos novidades)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mais uma vitoriosa

Eu sou a filha, bom minha mãe tem 47 anos e ela teve o AVC H. Bom estava tudo normal e em uma manhã eu acordei para ir trabalhar como de rotina, e me deparei com minha mãe deitada no sofá gemendo, ao meu ver era enxaqueca porque ela tbm fazia isso, mas quando percebi que ela começou a babar e a vomita amarelo, percebi que estava grave e ela estava ciente, liguei para o samu aonde por duas vezes eles me recusaram o samu (foi humilhante ),  pois minha mãe  e obesa e ela não estava se mexendo era impossível levar de carro enfim, chegamos no hospital e ela foi para emergência e eu fiquei no lado de fora, aonde depois de horas os médicos falou que era avc hemorrágico e que o sangramento foi no meio do cérebro e não teria como fazer cirurgia.

Fiquei desesperada pois eles mandaram me prepara e que era gravíssimo. Fiquei sem chão apenas chorava. Ela ficou um mês e 7 dias na uti e ficou 23 dias em coma induzido, depois ela acordo e teve sangramento nasal e na boca e sedaram ela novo e o problema é a pressão dela sempre ficava de 15 pra 20, mas graças a Deus eu como confio no meu deus misericordioso ela recebeu alta da uti e hoje se encontra no quarto estou com ela e posso dizer com força e fé daqui pra frente só alegria em dois dias que está no quarto já tirou as duas sondas e já está comendo papinha pois ela fez a track no pescoço e ontem taparam e hoje ela esta falando, bom ela não perdeu a ciência a única coisa foi o braço direito que paralisou, e com tratamento em nome de Jesus vai voltar.

Sou a filha caçula dela e tenho 20 anos então eu passei junta com ela por isso, se você estiver no msm caso não desanima e difícil é mais não é impossível para Deus...
 Joice

Importância de rápido socorro


Sou do sul do Rio Grande do Sul e minha mãe estava arrumando-se para um baile da Semana Farroupilha no dia 12/09/2015 quando meu pai me ligou que ela havia caído e ele não conseguia levantar ela, fui correndo para casa, quando cheguei encontrei ela no sofá com o lado esquerdo paralisado, a boca torta, olhos fechados, com a fala enrolada, mas lúcida, me reconheceu.
Ligamos para o SAMU imediatamente, em breve chegou levando ela para o hospital de minha cidade, lá medicaram, cederam a pressão que estava em 26X13, após algumas horas dormindo o médico do plantão à acordou, ela falou meio enrolado e ele me disse que iria libera-la, mas bem na hora ela vomitou, então resolveu interná-la no hospital.
Após uma noite sem o médico plantonista aparecer no hospital e não podendo chamar o médico dela pois o plantonista teria que liberar,  ela continuava sonolenta, amanheceu o dia, ela cada vez pior nem falava mais.
Desesperada e com a ajuda das enfermeiras consegui leva-la para fazer uma tomografia do crânio, e ai a certeza, AVC hemorrágico.
Uma enfermeira me alertou e disse não deixa sua mãe aqui. Então pedi socorro para a chefe das enfermeiras e ela conseguiu uma transferência  com o médico do PA, pois o do hospital não havia aparecido até então e não liberava para chamarmos o médico da família.

Fomos para a cidade vizinha Graças a Deus tudo muito rápido, logo que chegou internou, ótimo atendimento, no outro dia já começou a fazer fisioterapia. A estadia no hospital foi de 12 dias tristes, pois ela variava muito, mal movimentava a perna esquerda, o braço esquerdo nada, mas reconhecia as pessoas e estava lúcida, lembrava-se de tudo.
Após a volta para casa os primeiros dias não foram fáceis, toda mole, não conseguia se movimentar, porém sempre teve muita vontade de vencer, se ajudava dia-dia, as fisioterapias se tornaram diárias, nossa rotina mudou tudo era em torno dela.
Mas graças a Deus e a uma ótima fisioterapeuta, vencíamos obstáculos a cada dia, ela melhorou progressivamente muito rápido, o dia que ela deu os primeiros passos, foi um dia histórico em nossas vidas.

Hoje 3 meses depois já está conseguindo dar os primeiros passos sozinha, sem a ajuda de nada nem de ninguém, o braço já se movimenta um pouco, mas ainda está com muitas dificuldades, mas temos a certeza que a cada dia ela irá evoluir mais e mais.

Estou escrevendo aqui pois este blog me ajudou muito para seguir em frente, não sabíamos como seria a recuperação pois muitas vezes os médicos não nos deixam as coisas claras, então li vários depoimentos e sempre acreditei que ela iria melhorar.
E também peço para quem esteja lendo nunca perca a esperança de que tudo irá ficar bem, pois um cardiologista nos disse que ela nunca mais iria caminhar e 3 meses depois ela já está muito bem, muito bem mesmo graças a Deus.

R E M É D I O S

São incontáveis os pedidos de indicação de medicamentos, especialmente para dores. Infelizmente não podemos prescrever nada.


Por favor, conversem a respeito com um médico FISIATRA, que é o profissional adequado para avaliar a prescrição.
Em caso de dor intensa, procurem um especialista em dor. Há muitos hospitais com essa especialidade. 

Voltamos a repetir que cada caso é um caso e geralmente só medicação controlada pode aliviar a dor. E os efeitos colaterais podem ser grandes. 

Só podemos aconselhar a intensificar a fisioterapia, os movimentos, massagens localizadas e compressas térmicas. Essas compressas podem de bolsas de água gelada ou quente (cuidado!). Tanto uma como outra podem ajudar. 

Existem também adesivos térmicos descartáveis nas farmácias.  Em dores localizadas, com ajuda de movimentos, podem aliviar significativamente. É importante mudar a postura sempre, se a pessoa não tiver movimentos em um membro ou lado.


Equipe dos Sobreviventes.

AVCI de tronco aos 59 anos

Meu nome é Jefferson tenho 33 anos. Decidi descrever o caso do meu pai porque acho pouquíssimas informações na literatura sobre AVCi de tronco cerebral e o processo de recuperação dos pacientes acometidos por lesões que afetam esta parte do cérebro. Os comentários das pessoas que possuem familiares com este tipo de AVC acabam sendo a principal fonte de informação disponível na internet.
Meu pai tem 59 anos de idade, era diabético, tinha pressão alta, mas tinha alimentação controlada, tomava medicação regularmente, fazia exercícios, não bebia e não fumava. Levava uma vida fisicamente saudável, embora fosse um pouco ansioso e estressado. No dia 29/01/2016 foi encontrado pela minha irmã no seu escritório que fica em casa. Ele estava inconsciente, com os olhos abertos, sem responder a estímulos e salivando bastante. O Samu foi acionado, no momento o socorrista já suspeitou de um AVC e falou que ele estava no último grau de asfixia. Foi levado ao hospital onde foi feito uma tomografia que descartou a possibilidade de um AVC hemorrágico. Na UTI, foi entubado, traqueostomizado, deixado sedado por dois dias, onde foi confirmado o AVC isquêmico de tronco depois de realizadas algumas tomografias e angio-tomografia. Um trombo havia interrompido o fluxo sanguíneo da artéria basilar e foi observada uma grande área de infarto na região superior esquerda (3 x 1,5 cm) no tronco cerebral. 
No quarto dia de UTI, retiraram os sedativos e ele começou a acordar mas ficava somente com os olhos abertos, sem interagir. A lesão deixou ele sem capacidade de deglutição e ele quando ele foi encontrado, a salivação era reflexo da broncoaspiração, por conta disso desenvolveu uma pneumonia. 
Permaneceu na UTI por 12 dias e foi transferido para apartamento onde permaneceu por mais 28 dias. A lesão não comprometeu sua capacidade respiratória e cinco dias depois de transferido para o apartamento deixou de receber oxigênio complementar. Começou a fazer tratamento fisioterápico e fonoaudiologia ainda no hospital. Atualmente encontra-se em casa aos cuidados, principalmente de minha mãe, e da equipe multidisciplinar do homecare.
Ao chegar no apartamento, ainda no hospital, meu pai não apresentava qualquer movimento de membros ou qualquer resposta à estímulo. Apresentava estrabismo, ou seja, cada olho apontava para direção diferente, sem qualquer sincronia. Estava completamente inconsciente. À medida que os dias foram passando, com conversas com a equipe médica, e com leitura de textos, artigos científicos que reportam estudos de caso, assistindo ao filme “O escafandro e a borboleta” e outros vídeos presentes no youtube, passei a adotar a estratégia da comunicação com os olhos.
Com o passar do tempo, meu pai passou a responder a alguns estímulos simples orientados, como olhar para cima, olhar para baixo e piscar o olho. Quando eu tento associar alguma destas resposta a palavra sim ou não ele não acompanha. Por exemplo, para cima quer dizer sim, para baixo quer não. Ao ser questionado se está com frio, se está com fome, se reconhece a minha voz, ele não faz o movimento correspondente com o olho respondendo sim ou não, embora é capaz de olhar para cima ou para baixo quando eu peço para ele olhar.
Pelo que andei lendo, a parte do tronco afetada no meu pai envolve uma região denominada de "sistema de ativação reticular". Esta região é responsável pela consciência lógica da pessoa, ou seja, meu pai recebe os estímulos, mas não é capaz de processar a informação.
Ao chegar no apartamento do hospital, meu pai estava completamente paralisado, depois começou a apresentar alguns movimentos incomuns de braços, pernas e pescoço (não eram de descerebração, segundo os fisioterapeutas e médicos) que foram se intensificando ao longo do tempo e que hoje apresentam-se de maneira cada vez menos constante. Diariamente, ocluímos o traqueóstomo e ele passa em média 10 horas por dia com ele obstruindo e respirando pelo nariz. 
Ainda está se alimentando por sonda enteronasal embora a médica tenha autorizado a gastrostomia (GTT) algumas semanas depois que ele chegou em casa.
Ele não fez a GTT quando ainda estava no hospital porque estava correndo risco de pegar uma nova pneumonia uma vez que seu sistema imunológico estava bastante fraco. Vamos leva-lo para o hospital em breve para ele fazer o procedimento. Estamos aguardando apenas a recuperação de uma escara que ele “ganhou” nos poucos dias que esteve na UTI. O início do tratamento em casa foi difícil. Por conta do AVC no tronco a fisiologia do organismo se altera bastante. Esta região controla muitas funções e como meu pai é diabético a insulina dele estava completamente descompensada.
Mas atualmente todos os parâmetros (glicemia, temperatura, respiração e frequência cardíaca) estão cada vez mais controlados, uma vez que está recebendo todos os medicamentos e uma alimentação mais adequada. Hoje, dia 14 de maio, um pouco mais de 3 meses do AVC meu pai permanece recebendo estímulos, mas sem conseguir interagir de forma lógica. Quando alguém entra no quarto acompanha o movimento da pessoa com os olhos. Pelas leituras que andei fazendo, todas as perdas (movimento, fala, deglutição, atenção) é reflexo da lesão que ele teve, ou seja ocorreu a interrupção da comunicação cerebral.
A fisioterapia, a fonoaudiologia, a interação (musica, tv, diálogos) com ele irá estimular o cérebro a buscar novas conexões. É como se uma grande avenida estivesse bloqueada por conta de um grande buraco na pista e os motoristas buscassem as ruas vizinhas para chegar do outro lado.
Assim funciona o cérebro, quando ocorre a lesão o caminho da mensagem pode ser alterado, passando pelos neurônios vizinhos. Mas tudo tem limite, às vezes o buraco na pista é tão grande que pega a rua principal e as ruas vizinhas.
Cada caso é um caso, o importante é estimular o paciente diariamente e é o que estamos fazendo. Não sabemos se meu pai voltará a se comunicar de maneira lógica com a gente, quais serão os ganhos que ele terá, mas desejamos que a sua recuperação traga a ela a melhor qualidade de vida o possível. Um dia de cada vez. É muito importante que neste momento a família não cultive sentimentos de desespero e revolta. Encarar o problema de frente e trabalhar para a recuperação do paciente é a melhor solução. 
Em casa somos espíritas e temos o “nosso entendimento” para o processo de provação que estamos passando. Entretanto, independente de religião, temos ter em mente que tudo que acontece em nossas vidas tem o consentimento de Deus e que embora todo este processo seja bastante doloroso ele tem um propósito maior. Percebemos que chegou o momento de exercitar verdadeiramente a nossa fé.

COMENTÁRIOS PUBLICADOS


Depois de muito tempo sem conseguirmos atualizar este blog, retomamos as atividades.

Pedimos desculpas pela desatenção. Mas, como todos devem imaginar, são muitos os contratempos de quem também vive às voltas com um familiar vítima de grave avc.


Para começar, publicamos todos os comentários que foram enviados nos últimos meses. Neles há longos e interessante depoimentos, por favor, vejam, com paciência. Aos poucos, tentaremos trazê-los para o corpo da página.

Por ora, voltamos a explicar que os depoimentos devem ser enviados em forma de e-mail para: sobrevivi.avc@gmail.com.   Isto porque permitimos comentários anônimos e assim não podemos retornar nem localizar o autor. A não ser nos casos em que as pessoas colocam o e-mail.


Nossos agradecimentos e desejos de muita fé e esperança para todos!

Equipe dos Sobreviventes

sábado, 25 de junho de 2016

AGRADECIMENTO


Em 21 de novembro de 2015 fui acometida de um grave AVC Hemorrágico após sofrer 4 convulsões ficando em coma induzido por 4 dias , sem nenhuma perspectiva de retorno ,na UTI No Hospital Daniel Lipp – Duque Caxias – RJ – Hospital do qual faço parte como colaboradora na Unidade Administrativa na barra da tijuca. Passei 13 dias internada, fui muito bem assistida, não só pela equipe medica, enfermagem e demais profissionais envolvidos. Fica registrado o meu muito obrigado ao Dr. Mário Novais por ter se colocado a disposição da família, bem como aos demais colegas de trabalho pela demonstração de carinho, eu tive a sorte de fazer parte da família Daniel Lipp.vocês demonstraram que em nenhum momento  eu estava sozinha.  

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Aos 36 anos, AVCH

Boa noite,tenho 33 anos e há 6 meses atras dia 17/4 sofri AVC hemorrágico, estava no serviço, trabalho em um centro medico ao lado de um hospital, faltava 30 minutos para ir  embora para casa moro longe do serviço.  Quando fui conversar com minhas colegas  minha voz nao saia, e qd consegui falar saiu tudo enrolado, mas meninas achavam q estava brincando comecei ficar nervosa e chorar uma amiga percebeu que meu rosto estava paralisado, o neuro estava num sala ao lado e sem pacientes naquele momento, ele foi me socorrer, minha pressão estava 14/9 que para mim  é alta ja que tenho pressão muito baixa. 
Fui andando para hospital era so atravessar rua, no elevador eu falei dr pode falar estou tendo um avc, ele desconversou pra nao me deixar nervosa.
Chegando no hospital fiquei aguardando p fazer ressonância e tomografia. Me deu muito sono, e apaguei. Quando voltei, nao conseguia andar direito e havia perdido movimento do braço e mao esquerdo! Não me lembro de nada, fizeram exames rm e n recordo de nada, estava confirmado um enorme sangramento do lado direito. Fui p cti e la fiquei por 13 dias mais 10 dias internada; Fiz angiografia pq medicos achavam q tinha algum aneurisma ou ma formação mas exame deu normal; o medico que me atendeu desconfia q pode ser anticoncepcional! 
Hj sou um enorme milagre, hematoma era enorme meus movimentos voltaram com 1 mes, tenho ainda pequena paralesia facial discreta! tenho grupo no face com o mesmo nome desse blog maravilhosa que ei ainda nao conhecia! Foi Deus que me deu nova chance pois qd estava tudo sumindo eu tive forças pra orar e pedir uma nova chance pois estava desviada dos caminhos de Deus! Tinha pessoas orando por mim em todos os estados e alguns paises fora do Brasil, sou resposta da oração de um povo fiel!
Minha recuperação esta sendo perfeita pq coloquei Deus a frente e pq tenho otimos abitos 
abraço a todos

Lucélia Batista

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Aos 20 anos, AVCH grave e recuperaçao com fé

Meu irmão teve um AVC H. e o AVC E. 
Somos um casal de gêmeos com 20 anos de idade, o quadro aconteceu no ano passado (2014), ele ficou sete meses internado entre UTI e semi UTI, nesse tempo teve uma parada cardíaca de 50 minutos, e teve meningite bacteriana, os médicos diziam que ele não iria mais sobreviver mas os médicos dos medidos senhor Deus provou ao contrário, meu irmão perdeu a fala e os movimentos e esta se alimentando por sonda.
Hoje depois de nove meses ele esta ate cantando, e voltando a se movimentar. É difícil é, mas basta confiar e acreditar no senhor... 
A.B

Dois AVCs e confusão mental

Meu pai de 67 anos teve um AVC, ele ficou 1 semana no UPA e depois voltou para casa, perdeu os movimentos do lado direito do corpo, e depois que o médico disse que ele iria ter que fazer um exame sozinho, achamos que ele ficou nervoso e perdeu a fala.

Uma semana depois que ele voltou do UPA, ele já estava mexendo o braço por causa da fisioterapia,mais em uma manhã,acordou e não mexia mais o braço, então quando foi a noite,sentiu fortes dores de cabeça, e levamos ele para o hospital.

Ele passou 20 dias no hospital, e aquele,era outro AVC.

Agora ele está em casa,mais só Jesus... ele está fazendo coisas sem pensar,pede coisas e quando chegamos com o que ele pediu ele fala que não quer mais, bate nas pessoas por nenhum motivo.Que Deus abençoe ele e proteja ele, e nos der forças para continuarmos.

 Ass: Dayanne Martins Farias
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