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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AVC em alto-mar

Com 58 anos a bordo de um cruzeiro , navio òpera da MSC a caminho da Europa comecei sentir fortes dores de cabeça na altura de Recife. Fui atendida na emergência do navio. É claro que lá não tem estrutura foi só paliativo.
Como os sintomas continuavam, eles me orientaram para desembarcar. Em Recife, tirei uma tomografia acusou o AVCH fui encaminhada par a o Hospial Restauração. Nisto chegou minha filha  e meu marido que ficaram indignados com o hospital e providenciaram uma neurologista muito competente e humana que me encaminhou para o Hospital Real Português onde fui submetida a uma operaçãqo descompressiva do cérebro.
Fiquei 12 dias na UTI, depois  no CTI, Com graça de Deus fui recuperando a consciência e com muita fisioterapia e fonoaudiologia voltei a andar, comer. Fui me fortalecendo para voltar para São Paulo, o que aconteceu depois de 37 dias de hospital pois a médica não aconselhava a remoção. Dra. Márcia Lima, salvou minha vida.
Ainda sinto meus pensamentos confusos. Já ando bem. Os médicos me acham bem. Hoje tomo muitos medicamentos. Sou anticoagulada com Enoxaparina, medicamento de alto custo que está sendo fornecido pela secretaria de Saúde de São Paulo. Já comecei caminhar e treino todo dia meu cérebro no site cérebro melhor.com.
É gratuito e tem me ajudado. Se não tivesse encontrado a dra. Márcia eu não teria sobrevivido. Foi muito bom encontrar pessoas com o mesmo problema. Gostaria de saber se vocês também sentem que o pensamento é confuso. Não tenho sequelas.
O meu lado esquerdo que no começo foi comprommetido está voltando. Às vezes tenho dificuldade de ver tudo o que está do lado esquerdo por isso não me arrisco a dirigir. Tenho confiança que ainda vou ficar melhor. Não desanimem.
Meu marido e minha filha foram muito importanes neste processo de recuperação, sempre me incentivando e presentes.  Minha filha chegou a abandonar a faculdade para ficar do meu lado. Peço a Deus abrençoar estes anjos da minha vida.
Marisa, São Paulo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fé e força de vontade



Oi. Meu nome é Robson Nascimento. Tenho 47 anos, não fumo, nem bebo, sempre tive uma vida saudável.
Tive um AVC hemorrágico em setembro de 2003, que me deixou 3 meses na UTI, resultando em perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Estou até agora afastado do trabalho, tenho ainda algumas dificuldades motoras, mas a fala e a parte cognitiva foram recuperadas, após muito trabalho de terapia (fisio, fono e ocupacional).Claro que minha família sempre me apoiou e se desdobrou para que todas as terapias, exames e consultas pudessem acontecer. Muitas orações e pedidos foram feitos pela família e pelos amigos, o que só posso agradecer.
Ainda estou em tratamento, pois meu ombro esquerdo dói muito, e meu braço e minha mão esquerda ainda não estão adequados.
Li diversos depoimentos no blog, e só me resta juntar meu depoimento aos demais, para estimular as vítimas de AVC para que busquem tratamento, e não desistam. Até os médicos mais experientes se surpreendem coma recuperação de alguns pacientes, que possuem muita vontade de viver, e muita fé na recuperação. Tudo é possível, tenha FÉ
--
Abração - Robson

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em recuperaçao

Meu nome é Maurício e tenho 42 anos
No dia 23 de agosto de 2010 saí cedo para trabalhar ao retornar para minha casa para almoçar eu quase bati o carro mas consegui chegar em casa ao sair do carro, minha mão direita eu não conseguia segurar nada nem a chave do carro, minha esposa me perguntou se estava tudo bem mas eu já não conseguia responder eu consegui falar a ela acho que estou tendo um derrame com muito custo ela me ajudou a entrar no carro e me levou rapidamente para um hospital próximo a minha casa. Mas infelizmente não tinha estrutura para atender um AVCH fui encaminhado para outro hospital. Fiquei 14 dias na UTI e mais 17 dias no quarto. Saí do hospital na cadeira de rodas . Com 20 dias comecei a fisioterapia e logo em seguida comecei a andar. Comecei também o tratamento com a fonoaudióloga e agora continuo fazendo fisio/fono mas o meu braço ainda está fraco. Final de ano tive outro derrame bem menor que o primeiro mas não senti nada somente a perda dos movimentos do lado direito mas continuo na luta com muito apoio da mulher e dos filhos.
Confesso que a luta contra estas sequelas não é facil tem que ter muita fe em Deus
Enfrentar tudo com a maior calma e agradecer a Deus toda a hora por eu estar aqui junto da minha família.
Jamais desanimar e nem perder a esperança e a fe nesse deus maravilhoso
um abraço a todos e que fiquem com Deus.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A V I S O


Muitos leitores nos enviam perguntas, recados na forma de comentários anônimos, às vezes em posts muito antigos... Pedem orientações, buscam apoio. 

Se deseja uma resposta pessoal, deve nos escrever para sobrevivi.avc@gmail.com para que possamos responder por e-mail.

Dentro de nossas possibilidades, tentaremos compartilhar mais experiências, com base em relatos que já recebemos.
Esclarecemos que não somos médicos 
ou outros profissionais de saúde.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

INVERTENDO OS PAPÉIS

Olá, sou Tiago, tenho 21 anos e moro no no interior do Mato Grosso do Sul...
Pra falar a verdade não li outros depoimentos, e nem sei o quanto vocês padeceram, sofreram, e até acredito que tenham sofrido, até mais do que eu .


Minha Historia graças a Deus, ainda não é tão trágica, meu pai ainda anda, fala, briga (e fico feliz por isso), ele tem todos os seus sentidos e quem não o conhece diz que ele é “normal”, a não ser pelo fato de ele ter agora a mente de uma criança de seis anos...


Minha mãe e eu “descobrimos” a doença há um ano e meio ou dois anos, sim, por que foi muito lento e sorrateiro o processo de retardo, se é que posso chamar assim, de acordo com os médicos o derrame vem acontecendo a aproximadamente quatro anos. Certa vez minha mãe e eu estávamos na chácara do irmão dela, meu pai iria pra lá no dia seguinte, quando a tarde recebemos uma ligação de que meu pai estava no hospital. Minha vizinha, que o socorreu, disse que ele tinha desmaiado no banheiro, quando voltou em si foi gatinhando até o portão de casa pedindo por ajuda.
O Doutor observou que havia algo errado, e encaminhou meu pai pra um psiquiatra, esse seria o primeiro passo pra uma decadência emocional na minha vida, exames foram realizados, e diagnósticos elaborados. Aquele desmaio no banheiro anos atrás, tinha sido na verdade um “microderrame” como eles chamaram, talvez pra que nós leigos pudéssemos entender, e que esse “microderrame” não havia parado por todo esse tempo, por isso as mudanças de comportamento, por isso foi tão sutil e lento. Imediatamente começamos a tratá-lo.
No começo era difícil definir o que era causado pelo AVC ou o que ele fazia por conta mesmo, muitas vezes ele avançava sobre mim e minha mãe e isso nos deixava assustados. Certa vez ele foi pra cima da minha mãe e eu imediatamente fui segura-lo, agora pense você, como já disse meu pai era chefe de obras, era um homem robusto e forte, e eu um adolescente de 50 kg, chega ser engraçado, eu abraçado no meu pai, minha mãe correndo pela casa, e eu sendo arrastado por todos os cômodos. Hoje eu acho graça, mas naquele dia eu chorei muito, como nunca antes, meus braços doíam de câimbra, e tomei ciência de que havia perdido meu pai, de que nunca mais as coisas seriam como antes, nunca mais.
Larguei a faculdade, arranjei o primeiro emprego, (meu pai é quem sustentava a casa) minha mãe trabalhava mais do que nunca, pra mantermos o nosso nivel de vida e pra cuidar dele, remédios, consultas, tudo muito caro, tudo muito difícil. Hoje estamos bem, meu pai esta numa instituição que ajuda pessoas com problemas mentais (APAE), tem sido mais fácil, com ajuda...
Bem eu poderia ficar horas, e escrever sobre muitas outras coisas, absurdas, tristes e até engraçadas, mas sei lá, assim que julgar necessário eu faço isso, afinal, minha vida não acabou, nem a do meu pai. Aprendo hoje a deixar um pouco o eu, o meu, a minha, e pensar mais nele, no dele, no que ele quer, hoje tento fazer o que ele gostava, sempre que posso e enquanto ele pode, tomar sorvete, andar no parque, ir ao mercado perto de casa e fazê-lo lembrar das frutas que ele me ensinou a gostar são os desafios que eu tento realizar todos os dias da minha vida!
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