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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fé e força de vontade



Oi. Meu nome é Robson Nascimento. Tenho 47 anos, não fumo, nem bebo, sempre tive uma vida saudável.
Tive um AVC hemorrágico em setembro de 2003, que me deixou 3 meses na UTI, resultando em perda dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Estou até agora afastado do trabalho, tenho ainda algumas dificuldades motoras, mas a fala e a parte cognitiva foram recuperadas, após muito trabalho de terapia (fisio, fono e ocupacional).Claro que minha família sempre me apoiou e se desdobrou para que todas as terapias, exames e consultas pudessem acontecer. Muitas orações e pedidos foram feitos pela família e pelos amigos, o que só posso agradecer.
Ainda estou em tratamento, pois meu ombro esquerdo dói muito, e meu braço e minha mão esquerda ainda não estão adequados.
Li diversos depoimentos no blog, e só me resta juntar meu depoimento aos demais, para estimular as vítimas de AVC para que busquem tratamento, e não desistam. Até os médicos mais experientes se surpreendem coma recuperação de alguns pacientes, que possuem muita vontade de viver, e muita fé na recuperação. Tudo é possível, tenha FÉ
--
Abração - Robson

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em recuperaçao

Meu nome é Maurício e tenho 42 anos
No dia 23 de agosto de 2010 saí cedo para trabalhar ao retornar para minha casa para almoçar eu quase bati o carro mas consegui chegar em casa ao sair do carro, minha mão direita eu não conseguia segurar nada nem a chave do carro, minha esposa me perguntou se estava tudo bem mas eu já não conseguia responder eu consegui falar a ela acho que estou tendo um derrame com muito custo ela me ajudou a entrar no carro e me levou rapidamente para um hospital próximo a minha casa. Mas infelizmente não tinha estrutura para atender um AVCH fui encaminhado para outro hospital. Fiquei 14 dias na UTI e mais 17 dias no quarto. Saí do hospital na cadeira de rodas . Com 20 dias comecei a fisioterapia e logo em seguida comecei a andar. Comecei também o tratamento com a fonoaudióloga e agora continuo fazendo fisio/fono mas o meu braço ainda está fraco. Final de ano tive outro derrame bem menor que o primeiro mas não senti nada somente a perda dos movimentos do lado direito mas continuo na luta com muito apoio da mulher e dos filhos.
Confesso que a luta contra estas sequelas não é facil tem que ter muita fe em Deus
Enfrentar tudo com a maior calma e agradecer a Deus toda a hora por eu estar aqui junto da minha família.
Jamais desanimar e nem perder a esperança e a fe nesse deus maravilhoso
um abraço a todos e que fiquem com Deus.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A V I S O


Muitos leitores nos enviam perguntas, recados na forma de comentários anônimos, às vezes em posts muito antigos... Pedem orientações, buscam apoio. 

Se deseja uma resposta pessoal, deve nos escrever para sobrevivi.avc@gmail.com para que possamos responder por e-mail.

Dentro de nossas possibilidades, tentaremos compartilhar mais experiências, com base em relatos que já recebemos.
Esclarecemos que não somos médicos 
ou outros profissionais de saúde.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

INVERTENDO OS PAPÉIS

Olá, sou Tiago, tenho 21 anos e moro no no interior do Mato Grosso do Sul...
Pra falar a verdade não li outros depoimentos, e nem sei o quanto vocês padeceram, sofreram, e até acredito que tenham sofrido, até mais do que eu .


Minha Historia graças a Deus, ainda não é tão trágica, meu pai ainda anda, fala, briga (e fico feliz por isso), ele tem todos os seus sentidos e quem não o conhece diz que ele é “normal”, a não ser pelo fato de ele ter agora a mente de uma criança de seis anos...


Minha mãe e eu “descobrimos” a doença há um ano e meio ou dois anos, sim, por que foi muito lento e sorrateiro o processo de retardo, se é que posso chamar assim, de acordo com os médicos o derrame vem acontecendo a aproximadamente quatro anos. Certa vez minha mãe e eu estávamos na chácara do irmão dela, meu pai iria pra lá no dia seguinte, quando a tarde recebemos uma ligação de que meu pai estava no hospital. Minha vizinha, que o socorreu, disse que ele tinha desmaiado no banheiro, quando voltou em si foi gatinhando até o portão de casa pedindo por ajuda.
O Doutor observou que havia algo errado, e encaminhou meu pai pra um psiquiatra, esse seria o primeiro passo pra uma decadência emocional na minha vida, exames foram realizados, e diagnósticos elaborados. Aquele desmaio no banheiro anos atrás, tinha sido na verdade um “microderrame” como eles chamaram, talvez pra que nós leigos pudéssemos entender, e que esse “microderrame” não havia parado por todo esse tempo, por isso as mudanças de comportamento, por isso foi tão sutil e lento. Imediatamente começamos a tratá-lo.
No começo era difícil definir o que era causado pelo AVC ou o que ele fazia por conta mesmo, muitas vezes ele avançava sobre mim e minha mãe e isso nos deixava assustados. Certa vez ele foi pra cima da minha mãe e eu imediatamente fui segura-lo, agora pense você, como já disse meu pai era chefe de obras, era um homem robusto e forte, e eu um adolescente de 50 kg, chega ser engraçado, eu abraçado no meu pai, minha mãe correndo pela casa, e eu sendo arrastado por todos os cômodos. Hoje eu acho graça, mas naquele dia eu chorei muito, como nunca antes, meus braços doíam de câimbra, e tomei ciência de que havia perdido meu pai, de que nunca mais as coisas seriam como antes, nunca mais.
Larguei a faculdade, arranjei o primeiro emprego, (meu pai é quem sustentava a casa) minha mãe trabalhava mais do que nunca, pra mantermos o nosso nivel de vida e pra cuidar dele, remédios, consultas, tudo muito caro, tudo muito difícil. Hoje estamos bem, meu pai esta numa instituição que ajuda pessoas com problemas mentais (APAE), tem sido mais fácil, com ajuda...
Bem eu poderia ficar horas, e escrever sobre muitas outras coisas, absurdas, tristes e até engraçadas, mas sei lá, assim que julgar necessário eu faço isso, afinal, minha vida não acabou, nem a do meu pai. Aprendo hoje a deixar um pouco o eu, o meu, a minha, e pensar mais nele, no dele, no que ele quer, hoje tento fazer o que ele gostava, sempre que posso e enquanto ele pode, tomar sorvete, andar no parque, ir ao mercado perto de casa e fazê-lo lembrar das frutas que ele me ensinou a gostar são os desafios que eu tento realizar todos os dias da minha vida!

domingo, 23 de janeiro de 2011

AVC surfando


Quero relatar meu caso. Acho que realmente sou um sobrevivente de AVC.
Em 2002 estava com 31 anos de idade trabalhando como engenheiro de produção em grande empresa no interior de SP (Indaiatuba). Saí de férias com minha família (filho e esposa) fui para Ubatuba querendo descansar e praticar o esporte que mais gostava e fazia desde os 15 anos de idade, o surf. Estava sozinho no mar num final de tarde, peguei uma boa onda até perto da praia.
Quando voltava para o fundo após essa onda, senti uma dor muito forte na nuca e sem motivo aparente (eu não sabia por que), fiquei parado um tempo até parar a dor. Ela parou e achei que estava tudo bem. Eu “achava".
Atravessei a arrebentação e me sentei na prancha para esperar outras ondas. Meu rosto começou a formigar e então comecei a passar mal não conseguia ficar sentado na prancha (não tinha equilíbrio). Fiquei com a cabeça fora d'agua batendo as pernas e braços, mas,perdi o movimento do braço esquerdo. Usei só as pernas e então perdi o movimento na perna esquerda também.
Aí a situação ficou crítica. Eu estava quase me afogando e por Deus apareceram dois caras surfando perto de mim. Viram minha situação e me resgataram até a praia num pranchão deles. Fiquei lúcido o tempo todo mas,não sabia o que houve. A garota de um quiosque da praia falou comigo,eu passei o número do celular de minha esposa. Ligaram pra ela e chamaram o resgate. Eles chegando, me levaram para o hospital de Ubatuba e depois para Caraquatatuba que tinha melhor aparelhagem de emergência (acho que esse tempo piorou minhas sequelas. 
Hoje ando com dificuldade, dirijo carro automático e voltei a trabalhar em 2004 na mesma função, após 1,5 anos afastado. Minha pior sequela é minha mão esquerda que não tem movimentos. Mas, com esperança continuo a fisio até hoje (após 8 anos de tratamento).
Meu neurologista descobriu que tive uma dissecção na carótida devido ao movimento de deitar na prancha, estender o pescoço pra cima e remar.
Foi uma fatalidade. Eu não tinha nenhum prognóstico,não era hipertenso,obeso nem fumante e sempre pratiquei esportes. Sigo meu caminho com perseverança e com certeza o apoio da família é fundamental principalmente de minha esposa.  Abraço a todos e perseverem!
Obrigado.
Marcelo
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